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Tribuna da Cidadania de novembro

Na edição de outubro do JORNAL DA BARRA o diretor e editor da publicação, demonstra a preocupação dos moradores da Barra e do Recreio com a pretensão
de uma companhia aérea utilizar o Aeroporto de Jacarepaguá para vôos na chamada ponte aérea Rio – São Paulo (Barra – Campo de Marte na capital paulista). A respeito do assunto devemos informar à população que a BARRALERTA e a Câmara Comunitária da Barra, estão atentas ao assunto que é levantado pela terceira vez. Como das vezes anteriores, contrária a pretensão da maior utilização do aeroporto em causa, agimos em conjunto e de forma imediata para destruir, na fase administrativa, qualquer possibilidade de ampliação e adaptação do aeroporto, pela INFRAERO, visando a operação de aviões de grande porte.


Com auxilio da Deputada Federal Solange Amaral, marcamos entrevista com a Presidente da ANAC, Sra. Solange Vieira, que nos recebeu em seu gabinete no
dia trinta de setembro p/passado e, acompanhados da Deputada e do Vereador Carlo Caiado, verbalizamos a indignação dos moradores da nossa região e
entregamos à Presidente da ANAC, petição solicitando a negação do pedido protocolado pela Team – Empresa Aérea pelas razões abaixo:


a) O risco potencializado; O Aeroporto de Jacarepaguá encontra-se cercado de Condomínios e Shoppings Comerciais e está encravado no coração da Barra da Tijuca. Metaforicamente é como ter um fósforo aceso próximo de um tanque de combustível. Qualquer descuido em operações aeroportuárias
pode representar acidentes de alta visibilidade em grandes proporções.


b) Contramão do bom senso; Enquanto muitas cidades procuram restringir os horários dos vôos de seus aeroportos urbanos (Congonhas/SP e Santos Dumont/RJ) e, se possível, transferi-los para aeroportos na periferia da cidade, na Barra da Tijuca pretende-se exatamente o contrário, ou seja, aumentar
a sua capacidade de operação.


c) Acidentes;Há menos de dois anos ocorreu um acidente com avião de pequeno porte que caiu a 500 metros da cabeceira da pista do Aeroporto de Jacarepaguá, sobre o anexo de uma concessionária de automóveis e a menos de 50 metros da piscina de um condomínio repleto de crianças. Tal acidente aconteceu em um final de semana ensolarado. Isto comprova o risco real que existe da proximidade do aeroporto aos condomínios.


d) Investimentos; O enorme investimento de modernização do aeroporto Santos Dumont e Tom Jobim, este último subutilizado, demonstram a incongruência de querer expandir a operação do Aeroporto de Jacarepaguá. Há menos de 45 minutos, pela Linha Amarela, os moradores da Barra acessam o Aeroporto Tom Jobim que oferece melhor infra estrutura operacional e localização adequada.


e) Meio ambiente; A falta de estudo de impacto ambiental e desrespeito a legislação de licenciamento ambiental ao querer impor a expansão sem consulta prévia à população, demonstra o caráter açodado da iniciativa. Para complementar nosso trabalho em Brasília, o Vereador Carlo Caiado apresentou
projeto de tombamento das instalações atuais do Aeroporto de Jacarepaguá o que impossibilitará qualquer alteração do mesmo como o aumento da extensão da pista, a ampliação da estação de passageiros e a adaptação da torre de monitoramento de vôos. Sem essas obras o aeroporto não
poderá ser usado para linhas regulares interestaduais.


 Sra. Solange Paiva Vieira designou, ainda o superintendente da ANAC no Rio para comparecer a uma reunião comunitária, aberta ao público, na sede da Câmara Comunitária da Barra, em novembro. A população como um todo e nós, em particular, agradecemos à Presidente da ANAC, à Deputada Solange Amaral, que nos ciceroneou em Brasília e ao Vereador Carlo Caiado que nos acompanhou.

 

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Kleber Machado

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Barralerta