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Um pouco da História do Brasil que alguns livros não contam

 

Imagine como seria o Brasil de hoje, se Napoleão Bonaparte não tivesse existido!?!

 

Certamente Dom João VI não teria chegado ao ;Brasil em 1808 com toda a corte portuguesa e o Brasil não teria se transformado em reino em 1815; nem Dom Pedro I teria dado o grito de ”Independência ou Morte” às margens do riacho do Ipiranga, declarando a  Independência do Brasil  no dia 7 de setembro de 1822, há 187 anos, só reconhecida por Portugal em 15 de novembro de 1825, por pressão da Inglaterra.

 

Fugindo de Napoleão, o grande general e imperador da França que não admitia que Portugal mantivesse relações com a Inglaterra, ameaçando-o de invasão, Dom João sem alternativa, “fechou os baús” da família real e mudou-se para as “terras de além mar”. A presença de Dom João no Rio de Janeiro significou a transferência do Estado Português para o Brasil, foi curta (12 anos) e muito profícua para o nosso país-continente. O Rio era uma cidade colonial, com ruas de areias brancas e de natureza exuberante, mas considerada terra de macacos, selvagem e tropical. Dom João VI, abriu os portos para o comércio  e incentivou o desenvolvimento brasileiro.

 

Após a morte de sua mãe, a rainha D.Maria I a Louca, em 1816, foi declarado rei de Portugal, Brasil e  Algarves, tendo que retornar a Portugal em 1820 para assumir a coroa portuguesa. Ele faleceu em Portugal em 1826 e a regência de lá reconheceu D. Pedro I como herdeiro do trono, que passou a ser D. Pedro IV, rei de Portugal.  

 

D. Pedro I, o príncipe herdeiro, tinha 10 anos ao chegar à colônia na comitiva real e cresceu no Rio, em meio a uma população de escravos, mestiços, índios catequizados e uma minoria de brancos, envolvidos com o comércio, sobretudo de escravos.  Criado nesse ambiente, apesar de sua formação de nobreza, tornou-se um apreciador da música e conviveu com atrizes, teve várias amantes e alguns filhos bastardos. Ficou viúvo e casou-se pela segunda vez com, D. Maria Amélia, neta de Josefina, a imperatriz da França, grande amor de Napoleão. Por muitos considerado o maior herói nacional, o 1º imperador da monarquia tropical, também governou por pouco tempo, e ao ser nomeado rei de Portugal e Brasil, teve seu direito usurpado pelo irmão D. Miguel I, que tinha o apoio da rainha D. Carlota Joaquina, sua mãe e viúva de D. João VI.

 

Em 1826, em apenas uma semana de reinado duplo, Pedro I abdica do reino do Brasil para seu filho D Pedro II, então com 5 anos, e do reino de Portugal para sua filha, a princesa nascida no Brasil, D. Maria da Glória, que veio a ser D. Maria II de Portugal aos 15 anos, após o nosso D. Pedro I,  - o Rei-Soldado – ter empreendido uma guerra para colocá-la no poder. Logo após, em 1834,D. Pedro I faleceu, aos 35 anos de idade.

 

D. Pedro II, o 2º imperador do Brasil, governou por quase 60 anos e como grande estadista, consolidou a base de nossas instituições. Conseguiu manter a unidade nacional, iniciou a industrialização, libertou os escravos, incentivou a imigração de europeus, e preparou a nação para seu futuro republicano e democrático.

 

Concluindo essa rápida incursão histórica, podemos  afirmar que devemos a monarquia brasileira e, em parte a Napoleão o fato de sermos hoje uma nação com grande extensão territorial e não inúmeros pequenos países de língua hispânica. Não que isso represente algum demérito, mas não conseguiríamos suportar um Chávez nem um Evo Morales...Já nos basta um Lula... Por outro lado, escapamos de possuir as características atuais das ex-colônias da África, da Ásia ou do Caribe, nações politicamente conturbadas e com economias pouco desenvolvidas e muito exauridas.

 

Sem maiores pretensões, fica aqui a nossa homenagem ao Dia da Independência e ao Ano da França no Brasil celebrado nesse ano de 2009.

 

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Clóris Miranda
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Setembro/2009