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O Importante é que emoções eu vivi

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Mês de maio é um dos meses mais comemorados do ano. É um mês em que as emoções afloram e são feitas homenagens importantes. Além do Dia das Mães, maio também é conhecido como mês das noivas, época preferida dos casais que pretendem oficializar a união. O início do mês foi muito emocionante porque a Câmara dos Deputados aprovou o reajuste de 7,71% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo, no mesmo dia em que vários times de futebol buscavam a classificação para as finais da Copa do Brasil, e o Flamengo também buscava a classificação para a semifinal da Taça Libertadores das Américas conseguida a duras penas.

 

Os aposentados há muito tempo prejudicados por reajustes das suas pensões e aposentadorias  muito aquém aos reajustes aplicados ao salário mínimo, começaram a ver uma luz no fim do túnel, pois o reajuste é bem vindo e necessário; ao longo dos anos as aposentadorias vem perdendo poder aquisitivo. A Medida Provisória que prevê este reajuste ainda depende da aprovação do Senado Federal e depois disso será ou não sancionado pelo Presidente Lula. Por qual razão Lula ameaça vetar o reajuste? Por um lado ele é magnânimo com Bolsa Família e outros programas sociais, por outro, ele quer prejudicar
os aposentados. Isso é ruim, sobretudo em ano eleitoral.

 

Cabe ressaltar a intervenção ridícula do Ministro do Planejamento Paulo Bernardo que afirmou categoricamente que esse benefício será pago pela própria sociedade brasileira. Na realidade quem são esses aposentados afinal?! Serão eles parte da sociedade brasileira ou um  bando de marginais que vivem à custa da nação? Provavelmente o Ministro tem uma aposentadoria confortável, acima dos padrões previstos pela legislação brasileira para os trabalhadores
da iniciativa privada. Sr.Ministro, os aposentados trabalharam muito tempo e devem ser tratados com respeito e dignidade.

 

Mas as emoções continuam e a maior delas acontece no dia 9 quando celebramos o Dia das Mães. Nesta edição entrevistamos três mulheres conhecidas do público, exemplos de dedicação, amor, respeito que nos descreveram um pouco da sensação de ser mãe. Vale a pena ser lida! Também nesta edição, os importantes acontecimentos da região no Barra Insider. Saiba mais sobre a prorrogação do IPI para materiais de construção na coluna Seu Bolso.

 

Conheça os encantos da Cidade Luz em Turismo e Eventos. Um mercado em expansão: Novos profissionais especializados em festas  de casamentos ganham destaque no mês das noivas. Tudo isso e muito mais na edição de maio do Jornal da Barra. Feliz Dia das Mães!

 

 

Clóris Miranda

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Tristeza não tem fim... Felicidade sim.

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O Rio está de luto num dos momentos mais tristes da sua história. Um dia após a Páscoa, grande tragédia se abateu sobre a Cidade Maravilhosa e as vizinhas Niterói e São Gonçalo. Muitas vidas perdidas abruptamente, pelos desmoronamentos por deslocamentos do solo ou soterramentos de casas e barracos construídos de forma irregular em encostas e penhascos, em decorrência das chuvas torrenciais e de longa duração que persistem nesta 5ª feira, agora com menos intensidade.  Muitos domicílios regularmente construídos também sofreram por reflexo com as famílias também tendo que abandonar suas casas por interdição da Defesa Civil. Ruas alagadas e vias principais interrompidas isolando a Barra da Tijuca e outras regiões com enormes transtornos para a população e para as atividades econômicas.

 

Dizem que Deus é brasileiro porque não temos terremotos, nem furacões, mas pela lei das compensações, nossa felicidade não é absoluta.  As chuvas torrenciais são relativamente comuns, trazendo grandes prejuízos materiais e perda de vidas, cuja monta depende em parte e diretamente da atuação de nossos políticos majoritários.

 

Ainda menino em 1959, tive que abandonar o bonde na Rua São João Batista em Botafogo e vir a pé para casa com água na cintura. Presenciei nos anos 60, desastre parecido com o atual com muitas mortes e desabrigados que transformou ruas de Copacabana, num mar de lama. Nos anos 80 e 90, o Rio também ficou alagado várias vezes. Numa ocasião, saindo do trabalho no Centro, só consegui chegar em casa na Barra da Tijuca após a meia-noite, caminhando, também com água pela cintura em vários trechos, alternando com uso de ônibus onde se conseguia trafegar. Outra grande tragédia aconteceu na região do Itanhangá, com muitas mortes e desabrigados.

 

Agora, o caos instalou-se no Rio e nas cidades vizinhas de Niterói e São Gonçalo.  O fenômeno atual, que vem se repetindo de tempos em tempos com maior ou menor intensidade, pelo que pude observar, foi o que causou os maiores estragos e prejuízos nos últimos anos, uma situação muito triste com 171 mortes até o momento.  Estou convicto que os efeitos devastadores das chuvas torrenciais poderiam ser parcialmente atenuados, nunca totalmente evitados, pela atuação mais eficiente e honesta das autoridades públicas em todos os níveis de poder. Infelizmente, a política no Rio sempre esteve na contramão do Governo Federal e sofremos muito por isso...

 

Concordo com o prefeito Eduardo Paes, que demonstra muita força e disposição na atual crise, ao afirmar que temos que pensar em soluções e no futuro, mas como carioca e eleitor, não esqueço o passado não. Ele, e Sergio Cabral em fim de mandato, estão alinhados com Lula e os efeitos são positivos para o Rio, pelas obras e investimentos em andamento, mas o trabalho é árduo. Foram décadas de negligência e corrupção e não perdôo o Brizola pelo desleixo com a segurança e por ter permitido construções irregulares e invasões. Não perdôo César Maia pelo seu último mandato e pelo desperdício na construção da Cidade da Música. Não perdôo Marcelo Alencar, Garotinho, Conde e Rosinha pela falta de entrosamento com Brasília, e por suas omissões, despreparo e incompetência. Não perdôo Moreira Franco que dizia que seu nome era trabalho, que como seus pares que ocuparam o governo estadual ou a prefeitura, não cumpriram suas promessas de campanha.  A idéia dele era boa e precisamos de políticos compromissados com o TRABALHO e, sobretudo com a HONESTIDADE. As eleições de outubro vem aí e caberá a nós o direito da escolha. Não temos muitas opções, mas não custa tentar ser feliz novamente.

 

 

 

Clóris Miranda

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Dia Internacional da Mulher

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O Jornal da Barra este mês presta uma homenagem a todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher contando um pouco da história desta data que há 35 anos faz parte do calendário mundial. No dia 8 de março do ano de 1857 operárias têxteis de uma fábrica em Nova York entraram em greve, elas pediam mais direitos, direitos que na verdade são deveres, mas que na época não existiam. A reivindicação das mulheres operárias era a diminuição da carga horária de 16 horas por dia. Como se não bastasse todo o sacrifício para cumprir os turnos exaustivos de trabalho, elas recebiam menos que os homens e trabalhavam mais do que eles, situação que perdura ainda hoje em alguns países.


Enquanto a greve acontecia dentro da fábrica, as portas do lugar se fecharam e logo começou um incêndio que resultou na morte de mais de 130 mulheres. Desde então foi travada uma luta contínua por direitos iguais,  e no ano de 1910, durante uma conferência internacional de mulheres na Dinamarca, 8 de março foi reconhecido como um dia para homenagear as 130 operárias que morreram queimadas na luta por melhores condições de trabalho. Em 1975, a ONU assinou um decreto e o dia 8 de março foi apresentado para todo o mundo  como Dia Internacional da Mulher.


Muita coisa mudou, e graças à luta, persistência e garra das mulheres os direitos iguais foram enfim conquistados , sobretudo nos paises ocidentais, junto com o merecido respeito. Apesar da conotação comercial do dia, é importante resgatar a história e fazer presente a situação dessas mulheres que sempre almejaram o que deveria ser dado a elas por direito. Sensíveis, intuitivas, frágeis e preocupadas,a grande maioria capaz de superar as mais intensas emoções com admirável autocontrole, e de enfrentar jornadas duplas de trabalho para cuidarem de seus filhos e família, ajudando o marido ou muitas vezes ocupando a função dele em sua falta, em sua luta diária pela sobrevivência e ainda trabalhar fora. Na verdade não precisaríamos desse dia especial pois as mulheres honestas e dedicadas, trabalhadoras, mães, avós, deveriam ser homenageadas em todos os dias. Incompleto seria o mundo sem a presença delas.


Fica a nossa homenagem pelo Dia Internacional da Mulher, e os nossos parabéns à todas as mulheres! Veja também nessa edição, assuntos de interesses gerais e da nossa região, com destaque para os sensacionais cruzeiros, o aumento das tarifas de táxis, as novas regras para o imposto de renda, a criação do DEIC na 16ª DP, sobre a ação dos nobres Bombeiros do GBS na atuação no Haiti. Prestigie nossos ilustres colaboradores e nossas colunas permanentes. 

 

Clóris Miranda

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Arrastão no engarrafamento da Barra

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Na terça-feira dia 2 de fevereiro, acontecimento inédito nos engarrafamentos da Barra da Tijuca. Bandidos motoqueiros armados assaltaram e fizeram a limpa em vários motoristas e seus acompanhantes, já estressados pelas péssimas condições do trânsito.

 

Polícia, cadê a polícia?!?  Certamente não estava preparada para esse tipo de crime. Não temos policiais na ronda à pé, fardados ou à paisana, motocicletas, helicópteros?!?

 

È provável que policiais que deveriam estar fazendo o policiamento ostensivo, nas  mais movimentadas ruas e logradouros da região, estivessem participando das ocupações muito importantes das comunidades localizadas em alguns dos principais morros do Rio. Mas é óbvio que, se a Polícia Militar ocupa os morros, os bandidos, traficantes e companhia, descem para o asfalto, ou debandam para outras cidades ou se infiltram em outros morros ainda não ocupados, e os profissionais da área de segurança pública sabem disso e deveriam estar preparados para isso, mas falta planejamento, faltam equipamentos, falta mão de obra para cobrir todos os espaços e impedir as ações dos meliantes que agem como oportunistas. Bandidos inteligentes e criativos vislumbraram a possibilidade e agiram rapidamente, levando rolexes, cordões de ouro e jóias, carteiras, documentos e bolsas, numa operação muito mais lucrativa do que se arriscar assaltando o banco do dia ou aplicando o golpe da saidinha de banco...

 

A Barra e o Recreio não deveriam sofrer uma ação como à que ocorreu naquele dia. A sociedade local participa ativamente, ou tenta participar, do esforço pela segurança. Reuniões mensais da 31º CCS com as autoridades policiais locais acontecem com a participação de muitas pessoas, mas quase todos leigos, que cobram mais policiamento. O final da obra da Delegacia do Recreio e outras providências, entretanto, quem decide tudo é o Secretário de Segurança, que nos parece pessoa de alta competência, mas que também precisa de mais pessoal preparado e tem suas prioridades. A Barralerta também já fez inúmeras doações de viaturas, motocicletas, e de equipamento de monitoramento. Até construiu postos de observação na Ayrton Senna e no acesso a ponte do túnel do Joá, mas problemas políticos fizeram que não fossem utilizados pela polícia como poderiam ter sido no combate e prevenção à criminalidade.  

 

Lembro que em gestões anteriores do 31º BPM, a Polícia Militar tinha um carro em cada via principal, uma viatura em cada praça, duplas de PMs à pé, nas proximidades do comércio e dos bancos. Os índices atuais mostram que a criminalidade tem diminuído no comando do Ten Cel Adilson Lourinho, mas queremos ter a sensação de ver os valentes policiais ao nosso lado, ao longo das ruas e avenidas que passamos, e as blitizes muito importantes também, não somente pela Lei Seca, mas aquelas pra pegar bandidos, inclusive aquelas operações de fechar as entradas/saídas da região, de preferência fora dos horários de rush, na calada da noite.

 

Aliás, após as 18hs, e nos finais de semana é muito mais difícil ver um policial na rua. Não concordo com a declaração de um ex-comandante que afirmava que os policiais também  precisam estar com as famílias nos finais de semana. É claro que os policiais precisam de folgas e de um tempo para suas famílias, mas isso é um problema de logística e de gestão...Os bandidos não tiram folgas.

 

 

Clóris Miranda

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