Rádio Online

Cadastre-se



Visitantes

HojeHoje101
OntemOntem245
Nesta SemanaNesta Semana608
Neste MêsNeste Mês1879
GeralGeral42094
Editoriais
2010 - Início de uma Nova Década e de uma Nova Era

cabeca_editorial

 

Iniciamos 2010, ano regido pelo planeta Vênus, onde o verde deve predominar, com esta nova edição do JORNAL DA BARRA mantendo  tradição iniciada há 21 anos de publicar a edição do mês de janeiro, ao contrário do que fazem muitos jornais locais que tiram férias e publicam apenas em fevereiro uma edição relativa aos dois primeiros meses do ano. Nosso compromisso com os anunciantes, no momento que mais precisam de divulgação e nossa obrigação de informar aos nossos tradicionais leitores, são fatores primordiais e inadiáveis que nos motivam e gratificam, e ainda, que nos credenciam como jornal independente e de grande credibilidade.


O ano de 2010 promete! Como ressaltamos no título, para muitos é considerado o início de uma nova era, além de  o começo de uma nova década. O futuro do planeta, como já amplamente divulgado, é cheio de incertezas e de forte imponderabilidade. Existem inúmeros fatores de magnitude galáctica que podem interferir para extinção da vida como conhecemos, mas é certo que nós seres humanos deveremos colaborar naquilo que podemos para evitarmos uma catástrofe provocada por nós mesmos. Embora a Cop15 tenha sido de pouco resultado efetivo, na prática a consciência ecológica foi bastante reforçada. Os estadistas não chegaram a uma conclusão, mas alguns países como o Brasil já determinaram através de Lei recentemente promulgada, uma redução de até 39% na emissão de gases causadores do efeito estufa. Em nível mundial existe um consenso para que algo seja claramente definido e para isso já foi marcado um novo encontro no México, ainda esse ano.


No início de 2009 estavam todos pessimistas com a crise econômica mundial e o Brasil conseguiu superar o problema de forma mais tranquila  que as grandes potencias mundiais. O ano acabou sendo um ano de recuperação com a economia controlada com a ajuda do Banco Central e das fortes reservas cambias, além do mercado interno forte e em grande crescimento. Esse ano de 2010, ora apenas iniciando, promete muito mais... Se no ano passado a economia brasileira cresceu cerca de 1%, para esse ano espera-se um salto para mais de 5%, com forte recuperação da indústria e do comércio exterior, diante da inflação projetada baixa e controlada, entre 4/5% (em 2009, o IGP-M anual fechou negativo em 1,72%) e do câmbio abaixo de R$1,80/R$2,00. Preve-se também melhorar ainda mais a distribuição de renda, o nível de emprego e as condições de vida e saúde da população brasileira.


Dependemos de maior controle sobre os gastos públicos do Governo Federal, da efetiva aplicação dos recursos do PAC e, em nível internacional, dependemos muito da recuperação dos Estados Unidos e de como a China irá se comportar no contexto mundial, para que tudo isso se confirme. Entretanto, existem outros fatores de ordem interna que podem alterar esse panorama altamente positivo, como a eleição presidencial, e em nível estadual, a de governador, mas achamos pouco provável uma alteração drástica de cenário político em nível majoritário. Nunca fomos partidários do PT nem eleitores de Lula, mas na atual circunstância, pensando no Rio de Janeiro como estado e como capital, e nos eventos Copa 2014 e Jogos em 2016, não há como desejar outra escolha política a não ser a que mantenha a integração entre os três poderes que para nós fluminenses, tem funcionado às mil maravilhas. Os investimentos públicos, após mais de 30 anos de escassez no Rio, agora são presentes e em nível acima das expectativas.


Lula virou carioca apesar de não ter vestido a camisa do Mengão! Ele até já reservou seu lugar no camarote do governador Sergio Cabral para o Carnaval de 2010, com a presença obrigatória do prefeito Eduardo Paes. A única dúvida fica por conta da disputa do candidato do PSDB (seja Serra ou Aécio) e da Dilma, cuja diferença vem diminuindo. Aécio Neves declarou-se fora da disputa, mas seu retorno formando a "chapa puro-sangue" pode mudar radicalmente o resultado. Quanto ao Rio e a nossa região, há muito por fazer. Após um maravilhoso Reveillon de Copacabana, uma das maiores festas populares do mundo, governador e prefeito precisam arregaçar as mangas e trabalhar, trabalhar muito.

 

A estação Ipanema do Metro (apesar dos transtornos do início da operação) apresenta novas perspectivas para extensão do transporte de massa até a Barra da Tijuca, um anseio de toda a população. Em março, logo após o carnaval, existe a promessa de se inaugurar o tratamento do esgoto lançado pelo Emissário Submarino. A lagoa Rodrigo de Freitas já está com boa qualidade da água e espera-se o mesmo para as lagoas da Barra. A Delegacia do Recreio também estará prestes a ser inaugurada, paralelamente a ocupação permanente das favelas pela Polícia Militar, trabalho árduo e de vital importância para a pacificação da Cidade Maravilhosa, e preparação para o futuro brilhante que a espera. Já notamos uma significativa redução de violência contra turistas. O "choque de ordem" deve continuar, e a Lei Seca, a lei que pegou, já mostra sua vital importância para redução de mortes e de acidentes. Precisamos implantar, com a maior brevidade, o BTR (Bus Rapid Transit), sistema de ônibus em linhas expressas, e da ligação via tunel da Grota Funda com Guaratiba, e construir passagens em “mergulhão” para desafogar o caótico engarrafamento da Avenida das Américas..

 

A Cidade da Música também precisa funcionar o quanto antes pois é fundamental para a Cultura, diante das perspectivas turísticas, pois o Teatro Municipal e a sala Cecília Meireles não são suficientes, e a Barra da Tijuca poderia preencher esta lacuna cultural. Teremos pouco tempo de efetivo trabalho em 2010. Além do Carnaval e Semana Santa, serão muitos os feriados, vários emendados por serem em meio de semana, teremos a Copa do Mundo entre 15 de junho e 11 de julho, e as eleições em dois turnos, etc. Segundo os primeiros cálculos, considerando 30 dias de férias trabalhistas, mais os sábados e domingos, dos 365 dias do ano, apenas 200 serão dias úteis de efetivo trabalho, para alegria da galera...


Concluindo, desejamos a vocês todos, muita saúde e prosperidade em 2010, muitos momentos felizes e muitas viagens!!!

 

Clóris Miranda

Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 
Vem chegando o verão

 cabeca_editorial

 

Meados de novembro ainda em plena Primavera e o clima começa a mudar. Na última semana, a temperatura subiu rapidamente, prenúncio de um verão muito quente que se aproxima. Felizmente, ainda não tivemos nenhuma chuva forte, daquelas que são comuns de acontecer e que prejudicam a vida do carioca, causando maiores congestionamentos, inundações e desmoronamento das encostas.

 

No último fim de semana, as praias lotaram. Tivemos algum tumulto nas areias da Zona Sul por conta de uma simples briga que virou até notícia internacional com muito estardalhaço feito pelo Jornal Nacional e por toda a grande mídia. Uma palhaçada de editores que não tem assunto e buscam o sensacionalismo. Apesar de só divulgarem notícias negativas,os turistas de todo o Brasil e do Mundo começam a chegar diante da proximidade do início da temporada e devido à grande exposição da Cidade Maravilhosa, diante da vitória em sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Os hotéis estão com muitas reservas e para o reveillon e carnaval já está muito caro e difícil de conseguir bons preços. Quem não conhecia o Rio agora quer conhecer.

Os problemas da cidade ainda são muitos.

 

Recentemente tivemos interrupções de energia elétrica, sem que a Light viesse a público esclarecer o ocorrido. Por duas noites, a cada 15 minutos havia um corte com retomada imediata, forçando os moradores a desligar o ar condicionado e os televisores para não queimarem.

 

Felizmente, medidas adotadas pela subprefeitura reduziram sensivelmente a presença do mosquito Culex. O mosquito não foi eliminado completamente, mas reduziu muito, pelo menos na região próxima a praia.

 

A campanha da secretaria de Ordem Pública também continua, mas é uma luta inglória. É igual ao “rapa” na feira livre ou no centro da cidade. Quando passa, pega alguns infratores, mas quando a operação é interrompida, volta todo mundo e a bagunça continua. O secretário Rodrigo Bethlem continua incansável, muitas vezes, ele próprio à frente das operações.

 

Nós, cariocas, estamos muito mal acostumados. Existe um clima de permissividade e a maioria das pessoas “quer levar vantagem em tudo”. Durante muitos anos, o Poder Público fechou os olhos para pequenas irregularidades tais como desperdiçar água lavando calçada, estacionamento em local proibido ocupando local de passagem de pedestre, estacionamento na entrada de garagens residenciais, liberação de multas através de “propina”, vistoria do Detran usando pneu emprestado ou “alugado”, não pagamento de IPVA até sair uma anistia, jogando lixo na via pública ou na areia da praia, etc.

 

Tudo isso resultou num grande problema cultural de difícil solução. Não basta o poder público atuar, nós também precisamos nos corrigir em alguns hábitos e atitudes, e colaborar com as autoridades. Não tenho medo em afirmar que a população do Rio nunca teve um canal tão aberto com a prefeitura como tem nesse governo. O município também vem se beneficiando com o bom relacionamento com o governador Sérgio Cabral e o presidente Lula. Não basta pagarmos os impostos e ficarmos assistindo a “banda passar ”. A população do Rio precisa participar ativamente, fazer a sua parte, participando, debatendo, criticando, formulando propostas e colaborando com o condomínio, com a associação de moradores, com as ouvidorias, com os conselhos comunitários de segurança, e o mais importante, avaliar e cobrar a atuação dos representantes que foram eleitos pelo nosso voto. É chato eu sei, mas só assim os problemas poderão ter as soluções que melhor atendam a população no presente e no futuro.

No momento muitas frentes estão sendo abertas e/ou retomadas pelas autoridades públicas, tais como o reinício das obras da Cidade da Música, a aprovação do PEU das Vargens, a regularização de inúmeras coberturas, a conclusão da estação Ipanema do Metrô, a implantação do BRT, as obras da Cedae, a ocupação das favelas e o combate ao narcotráfico, a nova área portuária do Rio, novos projetos para 2014 e 2016, e etc.

 

De fato, os problemas sempre existiram e existirão, mas a proximidade do verão e das festas de final de ano representa uma mudança de astral, enchendo o povo carioca de alegria e felicidade.

 

Os shoppings já estão decorados, a presença de Papai Noel é sentida em toda parte, e como se isso não bastasse, os grandes clubes cariocas nos enchem de emoção e vitórias na reta final do brasileirão. O Vascão retorna brilhantemente a elite do futebol brasileiro enchendo o Maracanã com mais de 80.000 torcedores. O Mengão entra para o G-4 e vence o Galo que virou galinho em pleno Mineirão. Botafogo se afasta da zona de rebaixamento e o Flu, luta valorosamente para não cair, vencendo o Palmeiras e indo para as semifinais da Sulamericana.

 

O Rio é isso aí! É sol, é sal, é mar... e mais, também é montanha, ali pertinho para aqueles que preferem fugir do calor.

 

Cloris Miranda Filho
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Novembro/2009

 

 
Novas perspectivas para um Rio melhor

Sempre que posso, tenho manifestado minha opinião sobre inúmeras providências que o Rio de Janeiro demanda para a melhoria da qualidade de vida da população em geral, e em particular da região da Barra e Recreio, na qual resido e trabalho há 30 anos. Em todos os meus artigos, sempre enfatizei que o extraordinário desenvolvimento econômico da região deve-se a grande procura por um “way of life” carioca ainda mais descontraído, por uma classe média emergente. Diante disso, construtores e incorporadores, projetaram grandes condomínios com amplas áreas de lazer, tendo como “pano de fundo” uma praia com mais de 18 km de areias brancas e água originalmente limpa, ar mais puro, mar, sol, montanha, oferecendo horizontes mais agradáveis aos olhos, a preços mais acessíveis e condições de compra mais atraentes, do que uma montoeira de prédios como Copacabana. O que eu sempre disse e reafirmo, é que o desenvolvimento foi gerado pela iniciativa privada.  Empresas de todos os tamanhos, incorporadoras, construtoras, para cá vieram, sempre com a preocupação de aumentar a oferta de unidades, investindo o mínimo necessário, e o objetivo de exercer o capitalismo em toda sua plenitude, visando lucro máximo, custe o que custar, doa a quem doer... Temos tristes exemplos ainda vivos em nossa memória, como o caso do Palace II. A implantação de shoppings e hipermercados trouxe comodidade e conforto, mais quando próximos às lagoas, também sacrificaram áreas marginais e de proteção ambiental.
 
O Poder Público sempre esteve a reboque, diferentemente do que ocorre nos países mais desenvolvidos. Ao invés de implantar estradas, avenidas e ruas, e de planejar e implantar toda a infra-estrutura necessária, inclusive em projetos de moradias populares, optou em atuar com clientelismo e imediatismo, permitiram a ocupação desordenada em área eminentemente de proteção ambiental, inclusive das margens dos rios e lagoas por comunidades carentes. Resultado: aquilo que era lindo vem se transformando rapidamente num meio-ambiente degradado. A praia está cada vez mais poluída, os peixes, camarões, caranguejos desapareceram das lagoas que viraram locais de despejo de esgoto e lixo, focos de mosquitos e tornaram-se poluidoras também do ar que respiramos. O asfalto ainda não chegou a muitas ruas e é de baixa qualidade. A iluminação pública tem piorado e os investimentos públicos em transporte de massa, saúde, educação e segurança foram negligenciados.

 

Também sempre defendi que o Rio sofreu até bem pouco tempo as conseqüências da falta de alinhamento político que agora ocorre devido à aproximação do prefeito com o governador, e de ambos com o presidente Lula.  Acredito que estejamos finalmente, começando a colher os frutos dessa recente relação política entre os poderes. Prova disso é que verbas do PAC estão sendo destinadas ao Rio. Ganhamos a condição de o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014, sendo o Rio de Janeiro uma das principais cidades onde os jogos acontecerão, e mais recentemente, a eleição da Cidade Maravilhosa como sede das Olimpíadas de 2016.

 

Tudo isso nos traz grande esperança de que os bilhões de dólares que serão investidos, o sejam de forma benéfica e definitiva, transformando a cidade e melhorando a qualidade de vida da população. O prefeito Eduardo Paes já determinou total transparência nos gastos, fundamental para que não se repita o que ocorreu na obra da Cidade da Música, ainda inacabada. Penso que agora teremos verba para realizar o Metrô para a Barra e todos os projetos pendentes durante tantos anos de ocupação da Baixada da Barra e Jacarepaguá. Com relação à vitória para realizarmos as Olimpíadas 2016, o povo do Rio só tem a agradecer aos dirigentes do COB, ao grande João Havelange e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, brasileiros de grande reputação internacional. Também ao Pelé, a Hortência e a todos os atletas que participaram ativamente, ao governador Sergio Cabral e ao prefeito Eduardo Paes que atuaram em equipe para essa nova conquista, e ao presidente Lula, que demonstrou ser um brasileiro de verdade, “com alma e coração carioca”. Lula pediu para que acreditassem no Brasil e para que nos deixassem realizar os Jogos no Rio. O Comitê Olímpico Internacional nos concedeu essa honraria, agora é nossa vez de mostrar nossa competência e eficiência!

 

 

 

cloris_miranda

 

Cloris Miranda Filho
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Outubro/2009

 

 
Aeroporto de Jacarepaguá

Como editor do Jornal da Barra ao longo de 21 anos, por obrigação de ofício e por ser morador, posso assegurar que em qualquer plebiscito ou pesquisa de opinião, a ideia de ampliar voos no aeroporto da Barra seria amplamente derrotada pela população. A Anac e o Ministro da Justiça não podem impor a população esse inconveniente serviço, pois existem condomínios e prédios altos na proximidade das rotas de decolagem, aterrissagem e aproximação. A queda do monomotor no pátio de uma empresa serve de aviso às autoridades municipais que devem continuar lutando para que a ampliação dos voos não ocorra.


Também o exemplo recente de São Paulo, com vários acidentes e a desvalorização dos imóveis nas rotas de aproximação deveria ser suficiente para não serem autorizados esses voos, mas também devemos citar problemas mais recentes com moradores dos bairros próximos ao Santos Dumont devido a autorização de novos voos de conexão. Esperamos que a Sra. Solange, presidente da Anac, e o Ministro Jobim, consultem a população antes de cometerem esse crime em potencial. Quando ocorrerem os acidentes e as mortes, não
existirão os verdadeiros responsáveis, pois eles estarão protegidos por justiça especial e, provavelmente a culpa será atribuída aos pilotos que possivelmente estarão mortos, acabando tudo em pizza e em negociações com as companhias aéreas e seguradoras, que
cobrem danos materiais, mas não suprem a falta dos entes queridos perdidos pelas famílias envolvidas.


Cloris Miranda


Conforme divulgado amplamente pela mídia o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a implantação da ponte aérea entre Rio e São Paulo não existirá.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 Próximo > Fim >>

Página 3 de 4