| Arrastão no engarrafamento da Barra |
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Na terça-feira dia 2 de fevereiro, acontecimento inédito nos engarrafamentos da Barra da Tijuca. Bandidos motoqueiros armados assaltaram e fizeram a limpa em vários motoristas e seus acompanhantes, já estressados pelas péssimas condições do trânsito.
Polícia, cadê a polícia?!? Certamente não estava preparada para esse tipo de crime. Não temos policiais na ronda à pé, fardados ou à paisana, motocicletas, helicópteros?!?
È provável que policiais que deveriam estar fazendo o policiamento ostensivo, nas mais movimentadas ruas e logradouros da região, estivessem participando das ocupações muito importantes das comunidades localizadas em alguns dos principais morros do Rio. Mas é óbvio que, se a Polícia Militar ocupa os morros, os bandidos, traficantes e companhia, descem para o asfalto, ou debandam para outras cidades ou se infiltram em outros morros ainda não ocupados, e os profissionais da área de segurança pública sabem disso e deveriam estar preparados para isso, mas falta planejamento, faltam equipamentos, falta mão de obra para cobrir todos os espaços e impedir as ações dos meliantes que agem como oportunistas. Bandidos inteligentes e criativos vislumbraram a possibilidade e agiram rapidamente, levando rolexes, cordões de ouro e jóias, carteiras, documentos e bolsas, numa operação muito mais lucrativa do que se arriscar assaltando o banco do dia ou aplicando o golpe da saidinha de banco...
A Barra e o Recreio não deveriam sofrer uma ação como à que ocorreu naquele dia. A sociedade local participa ativamente, ou tenta participar, do esforço pela segurança. Reuniões mensais da 31º CCS com as autoridades policiais locais acontecem com a participação de muitas pessoas, mas quase todos leigos, que cobram mais policiamento. O final da obra da Delegacia do Recreio e outras providências, entretanto, quem decide tudo é o Secretário de Segurança, que nos parece pessoa de alta competência, mas que também precisa de mais pessoal preparado e tem suas prioridades. A Barralerta também já fez inúmeras doações de viaturas, motocicletas, e de equipamento de monitoramento. Até construiu postos de observação na Ayrton Senna e no acesso a ponte do túnel do Joá, mas problemas políticos fizeram que não fossem utilizados pela polícia como poderiam ter sido no combate e prevenção à criminalidade.
Lembro que em gestões anteriores do 31º BPM, a Polícia Militar tinha um carro em cada via principal, uma viatura em cada praça, duplas de PMs à pé, nas proximidades do comércio e dos bancos. Os índices atuais mostram que a criminalidade tem diminuído no comando do Ten Cel Adilson Lourinho, mas queremos ter a sensação de ver os valentes policiais ao nosso lado, ao longo das ruas e avenidas que passamos, e as blitizes muito importantes também, não somente pela Lei Seca, mas aquelas pra pegar bandidos, inclusive aquelas operações de fechar as entradas/saídas da região, de preferência fora dos horários de rush, na calada da noite.
Aliás, após as 18hs, e nos finais de semana é muito mais difícil ver um policial na rua. Não concordo com a declaração de um ex-comandante que afirmava que os policiais também precisam estar com as famílias nos finais de semana. É claro que os policiais precisam de folgas e de um tempo para suas famílias, mas isso é um problema de logística e de gestão...Os bandidos não tiram folgas.
Clóris Miranda Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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