Rádio Online

Visitantes

HojeHoje564
OntemOntem473
Nesta SemanaNesta Semana564
Neste MêsNeste Mês2326
GeralGeral201700
Novas perspectivas para um Rio melhor

Sempre que posso, tenho manifestado minha opinião sobre inúmeras providências que o Rio de Janeiro demanda para a melhoria da qualidade de vida da população em geral, e em particular da região da Barra e Recreio, na qual resido e trabalho há 30 anos. Em todos os meus artigos, sempre enfatizei que o extraordinário desenvolvimento econômico da região deve-se a grande procura por um “way of life” carioca ainda mais descontraído, por uma classe média emergente. Diante disso, construtores e incorporadores, projetaram grandes condomínios com amplas áreas de lazer, tendo como “pano de fundo” uma praia com mais de 18 km de areias brancas e água originalmente limpa, ar mais puro, mar, sol, montanha, oferecendo horizontes mais agradáveis aos olhos, a preços mais acessíveis e condições de compra mais atraentes, do que uma montoeira de prédios como Copacabana. O que eu sempre disse e reafirmo, é que o desenvolvimento foi gerado pela iniciativa privada.  Empresas de todos os tamanhos, incorporadoras, construtoras, para cá vieram, sempre com a preocupação de aumentar a oferta de unidades, investindo o mínimo necessário, e o objetivo de exercer o capitalismo em toda sua plenitude, visando lucro máximo, custe o que custar, doa a quem doer... Temos tristes exemplos ainda vivos em nossa memória, como o caso do Palace II. A implantação de shoppings e hipermercados trouxe comodidade e conforto, mais quando próximos às lagoas, também sacrificaram áreas marginais e de proteção ambiental.
 
O Poder Público sempre esteve a reboque, diferentemente do que ocorre nos países mais desenvolvidos. Ao invés de implantar estradas, avenidas e ruas, e de planejar e implantar toda a infra-estrutura necessária, inclusive em projetos de moradias populares, optou em atuar com clientelismo e imediatismo, permitiram a ocupação desordenada em área eminentemente de proteção ambiental, inclusive das margens dos rios e lagoas por comunidades carentes. Resultado: aquilo que era lindo vem se transformando rapidamente num meio-ambiente degradado. A praia está cada vez mais poluída, os peixes, camarões, caranguejos desapareceram das lagoas que viraram locais de despejo de esgoto e lixo, focos de mosquitos e tornaram-se poluidoras também do ar que respiramos. O asfalto ainda não chegou a muitas ruas e é de baixa qualidade. A iluminação pública tem piorado e os investimentos públicos em transporte de massa, saúde, educação e segurança foram negligenciados.

 

Também sempre defendi que o Rio sofreu até bem pouco tempo as conseqüências da falta de alinhamento político que agora ocorre devido à aproximação do prefeito com o governador, e de ambos com o presidente Lula.  Acredito que estejamos finalmente, começando a colher os frutos dessa recente relação política entre os poderes. Prova disso é que verbas do PAC estão sendo destinadas ao Rio. Ganhamos a condição de o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014, sendo o Rio de Janeiro uma das principais cidades onde os jogos acontecerão, e mais recentemente, a eleição da Cidade Maravilhosa como sede das Olimpíadas de 2016.

 

Tudo isso nos traz grande esperança de que os bilhões de dólares que serão investidos, o sejam de forma benéfica e definitiva, transformando a cidade e melhorando a qualidade de vida da população. O prefeito Eduardo Paes já determinou total transparência nos gastos, fundamental para que não se repita o que ocorreu na obra da Cidade da Música, ainda inacabada. Penso que agora teremos verba para realizar o Metrô para a Barra e todos os projetos pendentes durante tantos anos de ocupação da Baixada da Barra e Jacarepaguá. Com relação à vitória para realizarmos as Olimpíadas 2016, o povo do Rio só tem a agradecer aos dirigentes do COB, ao grande João Havelange e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, brasileiros de grande reputação internacional. Também ao Pelé, a Hortência e a todos os atletas que participaram ativamente, ao governador Sergio Cabral e ao prefeito Eduardo Paes que atuaram em equipe para essa nova conquista, e ao presidente Lula, que demonstrou ser um brasileiro de verdade, “com alma e coração carioca”. Lula pediu para que acreditassem no Brasil e para que nos deixassem realizar os Jogos no Rio. O Comitê Olímpico Internacional nos concedeu essa honraria, agora é nossa vez de mostrar nossa competência e eficiência!

 

 

 

cloris_miranda

 

Cloris Miranda Filho
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Outubro/2009