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Como editor do Jornal da Barra ao longo de 21 anos, por obrigação de ofício e por ser morador, posso assegurar que em qualquer plebiscito ou pesquisa de opinião, a ideia de ampliar voos no aeroporto da Barra seria amplamente derrotada pela população. A Anac e o Ministro da Justiça não podem impor a população esse inconveniente serviço, pois existem condomínios e prédios altos na proximidade das rotas de decolagem, aterrissagem e aproximação. A queda do monomotor no pátio de uma empresa serve de aviso às autoridades municipais que devem continuar lutando para que a ampliação dos voos não ocorra.
Também o exemplo recente de São Paulo, com vários acidentes e a desvalorização dos imóveis nas rotas de aproximação deveria ser suficiente para não serem autorizados esses voos, mas também devemos citar problemas mais recentes com moradores dos bairros próximos ao Santos Dumont devido a autorização de novos voos de conexão. Esperamos que a Sra. Solange, presidente da Anac, e o Ministro Jobim, consultem a população antes de cometerem esse crime em potencial. Quando ocorrerem os acidentes e as mortes, não existirão os verdadeiros responsáveis, pois eles estarão protegidos por justiça especial e, provavelmente a culpa será atribuída aos pilotos que possivelmente estarão mortos, acabando tudo em pizza e em negociações com as companhias aéreas e seguradoras, que cobrem danos materiais, mas não suprem a falta dos entes queridos perdidos pelas famílias envolvidas.
Cloris Miranda
Conforme divulgado amplamente pela mídia o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a implantação da ponte aérea entre Rio e São Paulo não existirá.
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