| Olimpíadas: Criação de faixas exclusivas para ônibus é a arma do Rio |
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O Rio de Janeiro aquece os motores para tirar do papel os dois principais projetos em transportes: os corredores expressos T5 — 28 km de faixa exclusiva para ônibus ligando a Barra à Penha — e os BRTs (ônibus de trânsito rápido) da Avenida Brasil, o Barra-Deodoro e o Barra-Zona Sul. Só a Avenida Brasil vai receber 20 km de via exclusiva para ônibus, ligando a Baixada ao Centro. O sistema é uma das armas do Rio contra Chicago, Madri e Tóquio.
O projeto carioca, que nunca saiu da gaveta, foi a solução encontrada pela África do Sul para resolver o problema do transporte urbano para a Copa de 2010. O modelo também foi copiado pelo ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa. “Com ou sem trens e metrôs, é preciso ter um sistema de ônibus rápido. Afinal, é o principal meio de transporte em qualquer lugar do mundo”, disse.
O T5 vai reduzir pela metade (96 minutos para 47 minutos) o tempo de viagem entre a Barra e a Penha, com seis estações de embarque: Autódromo, Taquara, Tanque, Praça Seca, Madureira e Vicente de Carvalho. Os veículos terão capacidade para transportar 160 passageiros e farão integração com SuperVia e metrô. O BRT prevê a construção de faixas seletivas para a circulação de ônibus entre o Terminal Rodoviário Américo Fontenelle, no Centro, até os futuros terminais no Trevo das Margaridas (Km 0 da Dutra) e no início da Rodovia Washington Luís.
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