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Desejo antigo de muitos moradores, o metrô, finalmente, chegou à Barra. No entanto, não da forma como a maioria queria. Desde 1992, a Câmara Comunitária revindica o meio de transporte para a região, principalmente para que ele atinga o centro nervoso do bairro, que é o Terminal Alvorada. Presidente da CCBT, Delair Drumbosck conversou com a nossa equipe e mostrou sua opinião sobre o assunto. 

A Câmara Comunitária é reivindicadora do metrô desde 1992. Então desde que fundamos a câmara que a gente reivindica o metrô até a Barra da Tijuca. Fizemos a primeira campanha Barra-metrô 1994. A gente continua um trabalho para trazer o metrô até a Alvorada. Nós fizemos uma manifestação assim que ele estava para ser inaugurado para leva-lo até a Alvorada, o governador Pezão veio aqui e fez uma declaração de que ele ia levar até o Recreio. Bom, achei ótimo, se vai até o Recreio, melhor ainda. Agora estamos aguardando que isso aconteça. Sabemos que a situação do estado está ruim, está na penúria, sabemos que tem o problema da lava-jato que implicou em uma série de coisas, então obviamente que a gente deve dar um tempinho, mas eu entendo que a barra está bem servida, pois o transito melhorou muito daqui para a cidade, para qualquer lugar. Hoje você se movimenta melhor na Barra da Tijuca com o metrô e com a Transolímpica que foi inaugurada também. A gente está continuando a discutir. Não estamos sendo radicais na cobrança, mas vai chegar o momento que a gente vai levar isso adiante.

Pessoas que são contra a obra de expansão do metrô até o Recreio dizem que o BRT já cumpre essa demanda

Essas pessoas ou devem estar para morrer amanhã, e não querem ver melhorias para ninguém ou então... não da para entender. Eu quero os dois (BRT e Metrô). Se tiver VLT também quero. Quanto mais possibilidades de você se movimentar, eu quero. É melhor. Obviamente que a gente vai sofrer a questão da viabilidade econômica. O metrô até a Alvorada eu creio que tenha viabilidade econômica. Eu já tenho minhas duvidas, enquanto economista, que neste momento tenha viabilidade econômica para leva-lo até o Recreio. Qualquer concessionária vai querer estudar isso. Saber se vai ter passageiro. Mas já estão reclamando aí que o metrô da Linha 4 está com problema de lotação, ou seja, ele não está cumprindo a meta que eles determinaram de levar 200 ou 300 mil passageiros por dia. Então, tudo isso passa por estudos de viabilidade. Eu tenho certeza que se fizer um estudo de viabilidade da Alvorada para Jacarepaguá, Madureira, até Pavuna, que era a linha 6, vai ter viabilidade. Ai é o caso de se discutir.

Recursos para a obra

No contrato de concessão o estado entrou com 55% das obras do metrô, ou seja, obra civil, que é túneis, viaduto, e a iniciativa privada entrou com a outorga, que é o direito de operar. Então foi decidido que a outorga seria de 45% da obra com o direito de operar por 25 anos.

Caso fosse o Prefeito, o que faria:

Eu iria discutir com o governador reivindicando para a cidade, para irmos ao governo federal, brigarmos por recursos. Eu também ia capitar recursos através de solo criado, de alguma maneira, como acionista do metrô, para os lucros que viessem depois, o município também teria sua participação. A concessão do metrô hoje é feita com iniciativa privada. Eu poderia acertar com o governo, para o Estado ficar com a concessão de operação do metrô.

No momento, eu acho que a maior viabilidade do metrô da Alvorada é ele seguir e levar pelo menos até a SuperVia em Madureira, agora, se ele pudesse ir até a Pavuna, você poderia diminuir o fluxo de passageiros na linha 2 que sai da Pavuna e vai até Botafogo e já está em estudo para vir até General Osório, e ia jogar numa linha 6 que viria da Pavuna até a Barra da Tijuca, que é o grande polo empreendedor.

Aí ia ter reclamação de algumas pessoas de que iria vir mais gente do subúrbio para cá. Mas a cidade é uma só, a cidade é única. Do mesmo jeito que quero ir para Zona Sul, as pessoas do subúrbio tem o direito de vir para a Barra da Tijuca.