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Tribuna da Cidadania

 

Participamos da homenagem que a LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, prestou ao Dr. José Mariano Beltrame – Secretário de Segurança do nosso Estado. Estavam na solenidade as maiores e mais importantes empresas do Rio, liderada pelo Diretor Geral José Eduardo Guinle.  As classes produtoras têm que agradecer ao Dr. Beltrame, pela sua pertinácia, sua luta e seu profissionalismo na direção da secretaria que tem que implantar no Estado a segurança da qual precisamos para trabalhar e produzir.

 

Os modelos das UPPs, já em funcionamento, ocupando o território até então comandado pelos delinqüentes, gerou tranqüilidade para a sociedade como um todo, incluindo nela os mais pobres, porém honrados trabalhadores, que moram nas chamadas comunidades dos morros cariocas. A população desses aglomerados vivia sob o jogo cruel dos marginais que mantinham homens e mulheres acuados, ameaçados e reféns do estado paralelo que se formou, dentro da cidade legal.

 

Na ocasião ouvimos do Dr. Beltrame, além do agradecimento pela homenagem empresarial, palavras de encômio ao Governador do Estado que cumpriu todas as promessas que possibilitaram o sucesso das UPPs. Chegaram às comunidades os serviços sociais, o atendimento médico, o lazer sadio, a educação primária e média, fatores estes que libertaram os moradores e lhes deram dignidade e cidadania. Os maus políticos, que faziam desses territórios feudos eleitorais, foram afastados, rechaçados pelo Governador que manteve a postura legítima e necessária de integral apoio ao seu Secretário de Segurança.

 

Os índices de criminalidade caíram, conforme comprovam as estatísticas, quando o Estado se fez presente e atuante. Infelizmente cresceu em outros estados da federação inclusive no Norte e Nordeste. Desconfia-se que o criminoso migrou para estas regiões o que é lamentável e o indício de que o Governo Federal falhou quando priorizou obras eleitoreiras em detrimento da implantação de políticas de segurança na Federação. Retiramos de O Globo de 09/02 as seguintes informações: A Bahia detém um mórbido recorde: entre 2006 e 2010, o aumento dos casos de morte com o dolo foi da ordem de 50,72%. Na Paraíba, a taxa de homicídios subiu 158% entre 2001 e 2009. A curva se mantém ascendente em Alagoas (acréscimo de 11% no total de óbitos não naturais de 2009 para 2010), no Piauí (aumento de 203% entre 1996 e 2008), no Ceará (122%), no Rio Grande do Norte (178%), em Sergipe (134%) e no Maranhão (mais 242%) no mesmo período.   

 

A atual Presidente não poderá descuidar do problema e, na mesma proporção que está investindo nos PACs deverá fazê-lo no aparelhamento policial civil e militar de todos os estados. Nossa polícia ainda carece de melhores salários e equipamentos modernos para o combate aos grandes criminosos.

Depositamos nossas esperanças no governo central que assumiu em Janeiro de 2011.

 

Kleber Machado
Barralerta
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