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Considerada o "coração" dos Jogos Rio 2016 por concentrar grande parte dos esportes, a Barra da Tijuca vive uma nova fase de expansão. Desde 2009, quando a Cidade Maravilhosa foi anunciada sede da primeira Olímpiada na América do Sul, o bairro era considerado propício para tal empreendimento. Algumas perdas tiveram que ser feitas, como a desativação e demolição do Autódromo de Jacarepaguá. Contudo, o ganho esportivo foi imenso, com a instalação de um Parque, com três arenas multiuso, um
velódromo e um Centro de Tênis, somando-se aos antigos Parques Aquático Maria Lenk e a Arena Rio - hoje chamada de Jeunesse Arena. E, a partir de toda essa estrutura montada, os moradores também incorporaram o espírito, modificando ou retornando velhos hábitos esportivos. Vale lembrar que a sede do Comitê Olímpico do Brasil tem
a sua sede no bairro.

Fundado em 1989, o Jornal da Barra acompanha o dia a dia de tudo que acontece no bairro mais charmoso do Rio e suas adjacências, como Recreio e Jacarepaguá. Nesta mesma década, mas sete anos antes, era criada a maior competição estudantil do estado: o Intercolegial, torneio que durante anos revela talentos de alto rendimento. Aqui da nossa região, por exemplo, saíram a judoca e medalhista olímpica Rafaela Silva e o promissor atleta de handebol Leonardo Almeida. Ambos deram seus primeiros
passos no Inter, defendendo, respectivamente, o Colégio Alfa Cem e Anglo Americano. Este último, por sinal, ainda sobrevive com as práticas esportivas, mesmo perdendo o ginásio poliesportivo, palco de memoráveis jogos e festividades que agitavam barrenses e adjacentes.

Só que o bairro não sobrevive apenas de esportes indoor. Com uma região costeira primorosa, a prática na praia volta e meia são constantes. Desde o pequeno garoto que acorda cedo o pai para "pegar onda" até os profissionais do surfe, todos dividem o mesmo espaço, de forma harmoniosa e familiar, assim como o espírito de ser do cidadão da Barra. Do quebra mar ao posto 3, o que se observa são as pipas no céu. Não exatamente aquelas de rabiola e cerol, feitas de papel crepom. E sim as cordas, tecido, trapézio e prancha; os chamados kitesurfe. Do posto 4 em diante, dominam as manobras radicais do surfe com os aprendizes do bodyboard. Além disso, os eternos "maratonistas" das areias dividem seus passos com os boleiros das altinhas e os especialistas dos cortes das redes.

E com toda essa gama, ainda existem os clubes e associações condominiais, que constroem áreas de lazer para que seus moradores e frequentadores se sintam em casa, assimilando o jeito família do morador da Barra. Jeito este que está se transformando com as novas opções de transporte, como BRT e metrô, ligando o bairro de ponta a ponta e conectando áreas antes desconhecidas em perfeitos programas de lazer com amigos e conhecidos. Fazendo assim com que os locais e os visitantes descubram ou reinventam novas oportunidades e parâmetros de vida, como o nosso Jornal, que passa por uma nova fase para, cada vez mais, ficar próximo de você, leitor e frequentador do novo polo esportivo, imobiliário e cultural do Rio de Janeiro.