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O que estão fazendo com o Comitê Olímpico do Brasil é de chorar. As dívidas acumuladas com a festa planetária parecem não interessar a ninguém. Os compromissos assumidos para conquistar o Rio 2016 foram rasgados. A Prefeitura assumiu, por escrito, a responsabilidade pelo passivo. Quem assinou foi o Prefeito do Rio, por acaso, Eduardo Paes.

Faltou dinheiro na reta final, os jogos paralímpicos quase colapsaram... As passagens para as delegações só foram emitidas no último minuto.

O que temos hoje é lamentável. Uma fila de credores batendo na porta da Rio 2016, negociando valores, oferecendo descontos, enfim, lutando para salvar um prejuízo certo. Um verdadeiro pesadelo olímpico e uma bolha prestes a explodir. Não há mais paciência entre as partes.

O prefeito Eduardo Paes promoveu, no final do seu mandato, uma avalanche de cancelamentos de empenhos, como forma de driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Até o dinheiro do RioCentro foi mandado às favas com a pseudo alegação de que “teria de avaliar a imagem do equipamento com os jogos”... Conversa para boi dormir e barrigar um calote oficial em um equipamento fundamental. O Rio perdeu eventos com o RioCentro entregue às olimpiadas e, na hora de acertar, criam uma ficção administrativa. Pura cara de pau.

O que temos hoje é um trabalho heroico feito por Carlos Nuzmann e uma equipe para apagar incêndios. Tudo feito com muita diplomacia para não macular ainda mais a imagem do Brasil.

A lista de credores é enorme. Todos fazendo sacrifícios e a conta não fecha. Estamos à beira de uma bomba atômica prestes a explodir. O prejuízo só não foi maior porque os organizadores, já vivendo o colapso financeiro das nossas autoridades, e o chapéu que levariam, cortaram os custos de maneira heroica.

Estamos agindo como um bando de vigaristas, que fogem da boate pela porta de emergência para não pagar a conta. Lamentável. A turma da Rio 2016 e do COB são verdadeiros heróis em segurar a peteca (sem trocadilhos) e não deixar o assunto virar manchete.

Governo Municipal, Estadual e União precisam honrar os compromissos assumidos com as Olimpíadas e Paralimpíadas. Não podemos continuar agindo desta forma irracional. É a imagem do Brasil no cenário internacional. Corremos o risco de sofrer uma censura global pelo rescaldo que esta sendo feito no pós olímpico.