Declaradamente o maior divulgador de Jacarepaguá, Anderson Gaveta abriu as portas de seu estúdio para o JORNAL DA BARRA, e contou como iniciou sua jornada no mundo da edição. Desde a trajetória de filmes trash (vídeos editados por amadores), até os de grandes efeitos especiais, ele explicou um pouco suas inspirações, e como nasceu à paixão pela “arte do humor sem sentido”.

 “O vídeo trash apesar de ser uma piada era um treino para mim. Eu queria aprender Affter Effects, Photoshop, para usar futuramente. Quando fui contratado na Sigusfly tinham vários outros designers concorrendo comigo, só que o site trash da Gaveta Filmes foi meu diferencial lá, eles falaram: 'olha o cara sabe fazer a mesma coisa que os outros, mas ele também sabe fazer isso, a cabeça do cara explodir com um raio, ele tem humor, ele sabe criar!', Comecei usar isso a meu favor”, explica Gaveta, que teve seu lado cômico unido ao profissional.

Para ele, seu começo na edição surgiu da vontade de criar histórias engraçadas. Na época de faculdade, seus trabalhos passavam pelas mãos de outros editores e, por este motivo, não ficava do jeito que ele esperava: “a edição é uma forma de deixar o vídeo do meu jeito. Eu sempre tive uma ideia na cabeça, eu falava: 'eu quero fazer uma piada desse jeito' editar é uma maneira que eu encontrei de realizar as ideias que eu tinha na minha cabeça”.

Com o surgimento do YouTube, Gaveta passou a criar cada vez mais conteúdo cômico. Com isso, ele percebeu que existia um nicho de mercado que poucas pessoas ofereciam: “existiam produtoras de vídeo, mas nenhuma especializada em humor, então se alguma marca queria fazer algo mais jovem, não tinha para onde recorrer. Percebi que essa área tinha um mercado que não estava sendo suprido. Através desta percepção surgiu a ideia de criar a Gaveta Filmes.”

No início, Anderson disse que pensou não ser possível delegar a tantas pessoas trabalhos que envolvessem muita criatividade. Aos poucos, porém, isso foi mudando, a ponto de não saber diferenciar o seu trabalho com o de sua equipe. Para ele, esse foi o ponto de ignição, pois foi quando começou a acreditar que a empresa poderia crescer tanto.

Com o nascimento da Gaveta Filmes, Anderson procurou um formato que abrangesse diversas possibilidades. No processo de criação de seus programas, desenvolveu algo em cima de sua “persona” agitada: “sou uma mistura de Pica-Pau com Pernalonga, eu tento vender essa imagem por que sou assim mesmo. Criei o quadro como se fosse um show do Pernalonga, por isso o nome 'Gaveta Show' e dentro disso eu posso fazer qualquer loucura que eu quiser. O meu canal é o lugar aonde eu exercito ao máximo a minha criatividade”.

As maiores inspirações de uma mente sem limites

O amor pelo “nonsense” nasceu através dos irmãos Jerry Zucker e David Zucker, criadores de “Apertem os Cintos o Piloto Sumiu” e “Corra que a Policia Vem Aí”: “vendo o filme desses caras, percebi que gosto de fazer esse tipo de coisa. Eu tenho uma linha guia que segue os meus roteiros, mas as vezes eu gosto da piada por si só. Eu quero extrapolar o absurdo e isso acaba sendo meu diferencial. As vezes a pessoa fez tudo tosco por não saber editar ou por falta de investimento, eu não, eu faço essa maluquice de propósito, eu gastei um tempo animando um pato dançando só porque eu acho engraçado, 'Ah mas qual é o sentido?', não tem sentido! só  acho engraçado. Eu deixo o humor me guiar”.