O nome de pastor Everaldo apareceu em 2017 na Lava-Jato. Em matéria publicada pelo jornal Estado de São Paulo, em 12 de abril de 2017, Fernando Ayres e um diretor da Oderbrecht relataram que haveria ocorrido uma “doação não contabilizada” à campanha de Everaldo para a presidência em sua campanha em 2014.

Derrotado ainda no primeiro turno, com cerca de 0,75% do total de votos, o pastor teria embolsado cerca de R$6 milhões da empreiteira. Conforme aponta petição enviada pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, há ‘menção à pessoa de Rogério Ognibeni Vargas como operador dos repasses, com o envolvimento do ex-deputado federal Eduardo Cunha’. As acusações foram reafirmadas pelo candidato à presidência, Jair Bolsonaro em vídeo lançado em seu canal no Youtube.

Denúncia ao Moro

O fundado do PSC, Vitor Nósseis procurou o juiz Sérgio Moro, em novembro de 2016, para denunciar o Pastor Everaldo Pereira por receber ‘vultosas quantias de dinheiro’ de empresas investigadas na operação Lava Jato. Nósseis ainda pediu ao juiz da Lava Jato o bloqueio de bens de Everaldo. Segundo ele, o pastor e o secretário-geral do partido por estarem ‘com indício de prática de crime de lavagem de capitais e organização criminosa’. Como ‘provas’ das suspeitas levantadas contra seus correligionários, Nósseis anexou à denúncia, comprovantes de doações registradas na Justiça Eleitoral ao PSC e ao candidato à Presidência pela sigla em 2014, afirma o Estadão.