JORNAL DA BARRA - (21) 3828-0281

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Aroldo Machado é jornalista e idealizador do Visão TV. Morador da Barra da Tijuca há mais de 30 anos, Aroldo recebeu nossa equipe na sede de sua emissora na Avenida das Américas para falar um pouco sobre sua carreira e seus novos projetos. Acompanhe e conheça quem está por trás da criação de uma das emissoras de Web de maior sucesso no país:

Você teve início na sua carreira dentro do jornal imprenso, além de trabalhar em meio a Ditadura Militar, como foi esse início?

Eu sempre quis ser jornalista. Meu início foi no Jornal O Globo em 1970 e era uma época difícil da repressão militar. Eu estava no O Globo, mas também escrevia para o jornal Opinião e tinha uma coluna no jornal Movimento, que eram os tabloides da época, a repressão diversas vezes explodiram as bancas que tinham o jornal. Depois de 10 anos montei a agencia de notícias Tempo, junto com três amigos, dois fotógrafos e um jornalista, e passamos a vender as matérias para O Globo e para o Jornal do Brasil, depois ainda trabalhei como freela fixo na Revista Veja e fui chamado para fazer parte da IstoÉ.

Quando você trocou as linhas do impresso pelas telas da TV?

Quando eu estava na revista a TV Globo me procurou para me entrevistar sobre uma matéria que eu fiz da descoberta da existência do Comando Vermelho, na época havia sido a capa da revista. Depois disso, outros programas da Rede Globo acabaram fazendo entrevista sobre o assunto comigo. Acabei sendo chamado para trabalhar no Globo Repórter, onde fiquei por muitos anos, fui repórter, produtor e diretor de programa. Fui emprestado para o Fantástico também e ajudei a criar o primeiro Linha Direta com o Hélio Costa. Fiquei um total de 16 anos na TV Globo. Ainda tive uma passagem pela RedeTV, o José Emílio Ambrósio, amigo da época da Rede Globo, me pediu para assumir a RedeTV no Rio de Janeiro para colocar um jornal para o Rio.

Hoje você está no jornalismo dentro da web, como isso aconteceu?

Depois que eu saí da televisão comecei a escrever um roteiro de um longa, então entrei em uma rotina que era acordar, ir andar no calçadão da praia da Barra, voltar para casa e escrever, depois, sempre saia para almoçar com algum amigo e bater papo. Mas ficava em casa meio desocupado, até que a minha mulher chegou para mim e disse: “Aroldo, porque você não cria uma televisão para você? Você conhece tudo disso”. Na hora eu fiquei meio pensativo, mas topei a ideia. Assim nasceu o Visão TV, na web. Temos nossa plataforma e nossos vídeos no site e no Youtube. A internet hoje não tem como voltar atrás, ela é daqui para cima.

Quanto tempo existe a Visão TV e como está sendo o crescimento dela?

Ela vai fazer dois anos. Hoje temos pessoas vendo desde o Rio até Israel, Europa e Estados Unidos. A Visão TV só não fala de religião, política e assuntos sobre violência, pois são temas que possuem uma carga negativa muito grande, então optamos por não tocar nesses assuntos, o resto ela fala sobre os mais variados temas. Temos também um parceiro de peso na TV Visão que é o William Waack, que tem um programa dele na televisão e que faz um grande sucesso.

Você está abrindo uma vertente na área comercial, como funciona isso?              

Criamos também o Visão Produções, que usa toda a nossa estrutura da Visão TV que nós colocamos totalmente a disposição para fazer um trabalho para os empresários interessados em fazer um vídeo institucional, uma área mais corporativa, até mesmo no cenário político, se um candidato quiser fazer sua campanha, temos toda a estrutura para que ele realize esse trabalho. Temos o designer, produtor, câmera, jornalistas e etc. Tudo à disposição. Porém, nada é vinculado ao Visão TV.

Você já mora na Barra à mais de 30 anos, como foi passar tanto tempo e ver as mudanças na nossa região?

Quando eu vim morar na Barra não tinha quase nada. A Avenida das Américas era uma via de mão dupla e não existiam sinais em ponto nenhum da avenida. Tem uma história que eu gosto de contar de uma vez que estava voltando da Lagoa (Rodrigo de Freitas) e tomei um susto ao chegar na Barra e ver um monte de caminhões de demolição, eles estavam destruindo um enorme matagal que existia na área do Jardim Oceânico, pouco tempo depois inauguraram naquela região o Downtown (risos). Ou seja, estou aqui desde os primórdios da nossa região e venho vendo ela crescer e expandir com o tempo.

Para finalizar, você disse que escreveu o roteiro de um longa-metragem. Pode contar para o leitor do Jornal da Barra sobre o que ele é?

Escrevi um roteiro sobre o Mariel Mascot, que eu acabei conhecendo pessoalmente quando ele trabalhava de segurança para um ministro dos transportes e depois me deparei com ele dentro do presídio na Ilha Grande quando fui para fazer uma reportagem lá. Resolvi então escrever um roteiro sobre a vida dele depois de passar um tempo conversando com ele, em uma área isolada da cadeia feita para ele. Escrevi o roteiro falando do envolvimento dele com o jogo do bicho, a fuga dele do presidio da Ilha Grande, contando as ligações dele com os roubos de carros, dos assassinatos e o porque que ele morreu. Estou com o roteiro que deve rodar agora, uma produtora veio me procurar a dois meses e estamos estudando isso.