A investigação sobre a colisão entre dois helicópteros que matou seis pessoas no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. Entre as vítimas está o cantor norte-americano Oliver Tree, de 32 anos, que estava no Brasil em meio à sua turnê mundial.

O acidente ocorreu na manhã de 14 de junho, quando as aeronaves colidiram no ar. Um dos helicópteros caiu sobre o estacionamento de uma concessionária, provocando um incêndio que atingiu diversos veículos. Não houve sobreviventes.

Nos últimos dias, um novo elemento passou a integrar a apuração. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, um dos helicópteros envolvidos já havia sido investigado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2024 por suspeitas de operação irregular de táxi aéreo. A investigação apontava inconsistências em registros de voo e problemas na documentação da empresa proprietária da aeronave. Apesar disso, tanto o helicóptero quanto os pilotos estavam com as autorizações necessárias para voar no momento da colisão.

Outra revelação que chamou atenção foi o relato do produtor musical Victor Wao, que afirmou ter desistido da viagem de helicóptero poucas horas antes do acidente por medo de voar. Segundo ele, a mudança de planos foi organizada por um dos passageiros que morreu na tragédia.

As causas da colisão ainda não foram oficialmente determinadas. Peritos analisam destroços, registros de voo e comunicações das aeronaves para identificar se houve falha humana, erro operacional ou problema técnico. Até o momento, investigadores trabalham com múltiplas hipóteses e não divulgaram conclusões preliminares.

Conhecido por sucessos como Life Goes On, Miss You e Alien Boy, Oliver Tree havia se apresentado em São Paulo poucos dias antes do acidente e seguia para novos compromissos da turnê. A morte do artista gerou comoção entre fãs e personalidades da música em diferentes países.