Por: Clara Santa Rosa

A procura de turistas estrangeiros pela Barra da Tijuca cresce de forma expressiva, consolidando o bairro como um dos destinos preferidos dos visitantes latino-americanos no Rio de Janeiro. Antes concentrado majoritariamente na Zona Sul, esse público tem ampliado sua presença na Zona Sudoeste, acompanhando o recorde histórico da cidade, que recebeu mais de 2,1 milhões de turistas internacionais em 2025.

Entre os fatores que explicam essa mudança estão a oferta de hotéis de qualidade com preços mais competitivos em comparação à Zona Sul, a facilidade de acesso por diferentes meios de transporte e a presença de atrações de ecoturismo fora do roteiro tradicional. Praias extensas e bem cuidadas, além de espaços urbanos mais modernos e amplos, também contribuem para o novo protagonismo da região.

Em agosto de 2025, a Barra passou a contar com um serviço de shuttle turístico, resultado de uma parceria entre o Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO) e o Grupo Via Capi. O ônibus transporta visitantes diretamente dos hotéis para trilhas, praias, restaurantes e pontos turísticos entre o Jardim Oceânico e Grumari, facilitando o deslocamento e ampliando a experiência dos turistas.

Além de se firmar como um novo polo econômico da cidade, a Barra oferece áreas de lazer e convivência que vêm atraindo estrangeiros, como a Rua Olegário Maciel e a Ilha da Gigóia. O comércio e os serviços locais também têm se adaptado ao novo público, com cardápios bilíngues, atendimento em outros idiomas e investimentos na capacitação de funcionários.

Entretanto, apesar dos avanços da Barra da Tijuca no setor turístico, a Zona Sul segue como o principal cartão-postal do Rio de Janeiro e mantém seu status entre os estrangeiros, especialmente os que visitam a cidade pela primeira vez. Bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon continuam como referência internacional pela paisagem e proximidade com pontos turísticos tradicionais, concentrando, assim, grande parte da rede hoteleira carioca. 

A expectativa é que o setor turístico injete cerca de R$12,8 bilhões na economia da cidade, reforçando a importância de estratégias voltadas à cultura e às preferências dos visitantes estrangeiros.