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Por Guilherme Cosenza

O que parecia ser um crime hediondo na nossa região, mostrou-se na realidade uma mentira. Jeniffer Pereira, moradora do condomínio Novo Leblon e proprietária de um Salão de Beleza no mesmo local, foi até a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (Deam) no último dia 25 de abril relatando que havia sido estuprada por dois assaltantes que teriam a abordado e levado-a dentro de um carro escuro. O fato trouxe um verdadeiro pânico na região e um clima de medo se instaurou na Barra.

Contudo, o que para muitos pareceu ser algo concreto, passou a ser um caso intrigante para a delegada da 16ª DP, Adriana Belém: "ela não veio até aqui a delegacia, foi direto para a Deam após sair do Hospital Samaritano, porém o caso aconteceu aqui na nossa região, isso fez com que muitas pessoas começassem a nos procurar para saber do caso. Isso me deixou muito incomodada e intrigada, resolvi então fazer contato com a delegada da Deam, que iria continuar a investigação, mas eu abri o inquérito aqui do roubo, já que ela havia alegado que tinha sido roubada também". O caso começou então a ganhar forma quando a delegada resolveu falar com Jonas Novaes, marido de Jeniffer: "ele também não acreditava na história, pois toda vez que ele dizia que ela precisava ir a delegacia, ela se recusava, e além disso, ele disse que ela teria subtraído cerca de US$ 5000 do marido, e ele havia feito um boletim de ocorrência sobre o caso, o que deixou ainda mais intrigante a história".

Adriana, no entanto, explica o que de fato acabou sendo o estopim para que ela descobrisse a verdade por trás do crime: "a história estava muito estranha, ela alegava fatos estranhos como os bandidos usando pano com produtos pra fazer ela dormir, me parecia algo fantasioso. Começamos a investigar as câmeras, além do depoimento do marido, e vimos uma câmera no local e hora que ela alegava ter sido estuprada e ela estava passando tranquila e mexendo no celular. Como uma pessoa é estuprada, roubada e sai tranquila falando no celular?", contudo a falta de provas de que o fato era irreal ainda não havia sido concretizada. Por conta disso, Adriana pediu para que Jeniffer fosse conduzida até a delegacia para esclarecimento: "quando ela chegou aqui ela disse que não queria falar sobre o estupro, porque aquilo fazia muito mal a ela. Eu avisei então que não precisaria da boa vontade dela para contar sobre o caso do roubo, avisei que iria apurar o caso, quebrando o sigilo bancário e telefônico para descobrir o que de fato havia acontecido. Diante disso tudo que falei, ela assumiu que tudo aquilo era mentira".

Jeniffer ainda teria alegado que fizera a denúncia falsa por conta de problemas conjugais com o marido, que segundo ela, seria agressivo e teria levado ela a inventar a história: "eu pedi então que ela se acalmasse e me dissesse o que estava acontecendo de fato, pois não era certo ela fazer aquilo e trazer um clima de insegurança e preocupar diversas famílias que tem seus filhos e filhas andando pelas ruas e entram em pânico com um caso desses". Jeniffer agora responderá em liberdade, mas poderá ter que responder por falsa comunicação de crime e poderá ter que cumprir uma medida sócio educativa. "Não vivemos em um paraíso aqui na Barra, mas a população pode ficar tranquila quanto a esse caso, pois não houve estupro e assalto como foi noticiado e esse clima de insegurança não precisa ficar na população".