Com grande esforço de seu presidente, Delair Dumbrosck, a Câmara Comunitária da Barra da Tijuca (CCBT) foi palco, na tarde do dia 20 de setembro (quinta), de uma audiência público sobre o esgotamento público da Baixada de Jacarepaguá.

Presidida pelo procurador Murilo Bustamante, do Ministério Público do Rio, ela contou com a participação de representantes de autarquias estaduais e municipais, além de biólogos e ONGs ligadas ao assunto. E na plateia, membros da sociedade civil organizada da região.

O biólogo Mario Moscatelli abriu os trabalhos, alertando os impactos que a poluição causa nas Lagoas da Tijuca, Marapendi e Camorim: “a Barra está à beira de um colapso socioambiental. O espelho d´água está 90% convertido em lixo e lama. A sociedade precisa se mobilizar para evitar o estrago maior. Infelizmente, no Rio, o dinheiro só aparece quando a catástrofe acontece”.

Moscatelli disse ainda que os gastos empreendidos para a reforma do Maracanã para receber a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos já serviriam para amenizar o problema do complexo lagunar da Barra: “com 1,6 bilhões, dinheiro gasto para reconstruir um estádio subutilizado, recupera-se toda a Bacia de Jacarepaguá. Em épocas de chuva, o cheio de gás sulfídrico e metano sobe, podendo até levar uma pessoa a morte, caso ela venha a inalar os gases com frequência”.

Ele finalizou dizendo que a Praia da Barra por ser, pelo INEA, inapropriada para o banho, perdeu o direito de sediar etapa do Mundial de Surfe, campeonato de suma importância para alavancar a rede hoteleira e o turismo na região.

Rio Águas divulga audiência pública sobre o tema

Jorge Briad, presidente da CEDAE, disse que a autarquia estadual tem como objetivo principal recuperar o déficit de abastecimento de água do Rio. Ele prometeu investimentos em até 10 anos para recuperar o tempo perdido: “vamos ampliar a ETE e construir a segunda perna do emissário submarino, além de outras obras, ao valor de 1,5 bilhões. Em 10 anos, nossa promessa é ter 99% do esgoto tratado”, disse Briad, divulgando que em dezembro abrirá processo de licitação para as obras.

Já Claudio Dutra, presidente da Rio Águas, afirmou que a empresa investiu 546 milhões de reais em drenagem das Lagoas e 160 milhões no esgotamento da região. Ele divulgou que no dia 2 de outubro (terça), às 17h, na Cidade das Artes, haverá uma audiência pública sobre a transmissão do esgotamento da AP4.

 Participantes do encontro que não puderam ter questões respondidas e querem colaborar ainda mais com o termo a ser redigido pelo procurador Murilo, podem enviar informações até o dia 4 de outubro (quinta) para o e-mail audiêEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.