Por: Clara Santa Rosa

 

O evento Todo Mundo no Rio anunciou oficialmente, nesta quinta-feira (12), a cantora Shakira como a atração internacional que vai se apresentar gratuitamente na Praia de Copacabana em 2026. A confirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa com representantes da produtora responsável e autoridades das áreas de cultura e turismo, que destacaram os critérios da escolha e as expectativas para a próxima edição.

Realizado pela Bônus Track e apresentado por Corona Brasil, o evento chega à sua terceira edição consecutiva e, mais uma vez, não desaponta na escolha da artista. Segundo o diretor-executivo da produtora, Luís Oscar Niemeyer, a decisão por Shakira dialoga com o momento de protagonismo da cultura latina no cenário internacional e com a trajetória de uma artista consagrada, com forte identificação com o público brasileiro. “Os artistas são escolhidos pelo tamanho deles, pela disponibilidade e pelo desejo do público de assistir a um espetáculo desse nível. Essa negociação está sendo desenvolvida há cerca de cinco meses com os empresários da Shakira, ela sempre foi nossa prioridade para este ano”, afirmou.

Luís Oscar destacou, também, que o projeto nasce do princípio de oferecer entretenimento de excelência de forma gratuita. “Ter a possibilidade de botar um milhão, dois milhões de pessoas para assistir a um espetáculo de altíssimo nível de graça… dá uma satisfação enorme poder oferecer para a população do Rio de Janeiro esse projeto.”

A secretária de cultura do Estado do Rio de Janeiro, Danielle Barros, ressaltou a parceria entre o poder público e a iniciativa privada para o megaevento. “É uma alegria poder estar no Rio fomentando cultura, permitindo que essa experiência democrática de estar em um show com artista internacional possa ser patrocinada pelo Estado”, afirmou. Segundo ela, o governo estadual atua ativamente para garantir estrutura, logística e segurança.

Além disso, Danielle reforçou que o histórico recente do projeto aumenta a confiança na operação. “Nos últimos eventos, a gente vem demonstrando o quanto a polícia integrada com as forças da prefeitura e o Corpo de Bombeiros tem tornado essas experiências cada vez mais seguras.” Para 2026, a expectativa é manter e aprimorar esse modelo.

O secretário municipal de cultura, Lucas Padilha, avaliou a escolha de Shakira como um reflexo da força da cultura latino-americana, que hoje lidera tendências e ocupa espaço central na indústria da música. “A escolha não poderia ter sido melhor. A Shakira representa o que existe de melhor na cultura mundial, que é a cultura latina”, afirmou. Para o secretário, o pop contemporâneo é cada vez mais marcado por essa influência. “Cada vez mais o pop tem a nossa cara, e o Rio dialoga diretamente com isso.”

Durante a coletiva, os participantes foram questionados sobre possíveis leituras políticas em torno da escolha da cantora, devido ao atual cenário ideológico internacional. O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, reforçou que não há interferência desse tipo no processo. “Os artistas não são escolhidos por polarização política, nem pelo momento político vivido”, afirmou. Lucas Padilha completou: “A maior política que pode existir em defesa das artes é a liberdade artística.”

Luís Oscar reforçou a posição da produtora. “A Bônus Track não tem nenhuma tendência política, nem para um lado, nem para o outro. Nós somos uma empresa de entretenimento e trabalhamos com música. Ponto. Nada além disso.”

Questões operacionais também fizeram parte das expectativas para a próxima edição. O diretor-executivo da Bônus Track mencionou que a organização pretende aprimorar pontos identificados anteriormente, como o controle de acesso às áreas destinadas a pessoas com deficiência. “A gente precisa da colaboração das pessoas e vai seguir trabalhando para aprimorar a segurança e o respeito a essas áreas”, afirmou.

Ao final, o clima entre os organizadores e representantes do poder público foi de entusiasmo e confiança. “Quem for ao show da Shakira em qualquer lugar do mundo não vai viver o que será vivido aqui”, resumiu Lucas Padilha. A expectativa é que a edição de 2026 reafirme o projeto como uma experiência cultural de grande alcance, centrada na força da artista escolhida e na capacidade do Rio de Janeiro de recebê-la.