Por: Clara Santa Rosa
Milhares de peixes da espécie corvina foram encontrados mortos na manhã desta segunda-feira (9), na altura do Posto 6 da Praia da Barra da Tijuca. A grande quantidade de animais espalhados pela faixa de areia chamou a atenção de banhistas e moradores da região, que registraram imagens e demonstraram preocupação com os impactos ambientais do episódio.
Imagens aéreas exibidas pela TV Globo mostraram equipes da Comlurb atuando na limpeza da praia e recolhendo os peixes ao longo da orla. Nas redes sociais, frequentadores da Barra compartilharam registros do ocorrido e questionaram as possíveis causas do episódio.

Funcionários da Comlurb retiram os animais da praia - Foto: Reprodução/TV Globo
Segundo especialistas entrevistados pelo G1, o ocorrido pode estar relacionado tanto ao descarte irregular de peixes após uma atividade de pesca quanto à contaminação da água por agentes químicos ou lançamento de esgoto. Casos dessa proporção não são considerados comuns e demandam apuração por parte dos órgãos ambientais responsáveis.
Para o biólogo Marcelo Szpilmann, diretor-presidente do AquaRio, episódios como esse podem ocorrer em situações de pesca predatória. Em atividades realizadas por embarcações do tipo traineira, comuns na pesca industrial de sardinha, outras espécies podem ser capturadas de forma não intencional. A corvina, que vive em áreas próximas ao fundo do mar, pode acabar presa às redes e, por não ter valor comercial, ser descartada ainda no oceano. Após a morte, os peixes tendem a inflar e são levados pelas correntes marítimas até a faixa de areia.
Entretanto, para o biólogo Marcelo Mello, outra hipótese a ser considerada é a contaminação da água por substâncias químicas despejadas no mar ou pelo lançamento de esgoto sanitário sem tratamento adequado. Esse tipo de poluição pode reduzir drasticamente o nível de oxigênio na água, provocando a morte dos peixes por asfixia. A situação reforça a necessidade de apuração por parte de órgãos públicos como o Inea e o Ibama.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa do episódio. O caso segue sendo acompanhado, enquanto equipes continuam trabalhando na remoção dos peixes para evitar riscos sanitários e minimizar os impactos ambientais na região.