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O assunto deste mês não podia ser outro, Copa do Mundo da África do Sul. A história da seleção brasileira de futebol é muito rica. Somos penta-campeões, e todos nós, muito apaixonados, e vamos todos, unidos pelo patriotismo e pelo orgulho das conquistas já alcançadas, tentar conquistar o tão sonhado hexa. Me lembro bem que em 1970, a copa que mais me marcou pois a assisti pela primeira vez a cores, que o jingle divulgado nacionalmente mencionava que éramos 90 milhões em ação torcendo pela seleção. Passados 40 anos, pelo último senso já somos quase 200 milhões de brasileiros. Como o país cresceu! E como o Brasil se destacou no cenário mundial... O futebol ajudou muito nessa projeção internacional do nosso país. A tarefa de conquistar mais esse título na África do Sul não será fácil. Não sou técnico nem comentarista, nem fanático por futebol, mas sou um fã ardoroso da seleção canarinho e acompanhei desde 1958, todas as nossas conquistas. Após analisar a tabela e as 32 seleções participantes, cheguei a uma conclusão clara e determinante, ou seja, o Brasil precisa ser o primeiro de sua chave, e continuar sendo vencedor nas quartas de final por uma simples razão. Se conseguir fazer isso, só pegamos a Argentina, na final, pois a Argentina será, sem dúvida, a primeira de sua chave e mais uma vez decidiremos um título com nossos irmanos platinos. Se ficarmos em segundo, corremos o risco de um confronto com os argentinos na semi-final, com risco antecipado de uma possível eliminação e de vir a disputar o 3º ou 4º lugar. Minha maior preocupação é o peso da responsabilidade sobre o time e os jogadores, por exemplo, igual ao que aconteceu ao Flamengo quando perdeu no Maracanã, por dois anos seguidos, por falta de liderança em campo, a possibilidade de ir às finais da Taça Libertadores das Américas.. A falta de um líder em campo foi decisiva e o capitão do time o goleiro Bruno, participa muito, mas pela própria posição fica distante e os jogadores foram poucos estimulados. O técnico Joel tem uma opinião mais ou menos nesse mesmo sentido. Ele afirmou recentemente que o jogador brasileiro fica acuado, não reage e se isenta de responsabilidade diante de uma situação desfavorável. Espero que o nosso time mantenha a personalidade das últimas conquistas, que siga a linha séria e profissional do técnico Dunga, e não a debochada do Maradona. Temos jogadores experientes que jogam no exterior, o conjunto é forte e temos líderes como Luizão e Juan, fundamentais para a conquista tão almejada. Kaká é a grande preocupação e a grande esperança, mas acho que essa copa será a consagração de Robinho. Para não deixar de falar das outras seleções, menciono Inglaterra, Espanha, Itália, França, Holanda, Portugal, Estados Unidos e Paraguai, como prováveis finalistas, além de Brasil e Argentina. Das africanas, Camarões é a única que merece algum destaque e a África do Sul pela belíssima festa, que apesar de todas dificuldades, estará promovendo congraçamento e a paz mundial.
Clóris Miranda
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