| Luzes da Barra |
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Fascinante Gershwin
Uma noite de puro prazer: revisita ao pequeno e importante teatro do “Centro Cultural Justiça”, incrustado imponente Palácio da Justiça na constatação dos deliciosos espaços teatrais, da grande efervescência de público, (lotação esgotada, muita gente remarcando entrada) - acima de tudo a reafirmação do talento brasileiro.
Sob ótima direção de Rubens Lima Jr e supervisão de Marilia Pêra, que tão bem captaram o estilo e gestual americanos, sucedem-se as maravilhas de Gershwin e seu irmão Ira, pioneiros do grande Teatro Musical Americano dos anos 30. Mais do que pérolas, diamantes musicais que deslumbram até hoje (RAPHSODY in Blue, Swanee, Somebody Loves Me, Embraceable You, The RAPHSODY Man I Love, Summertime e tantas mais). Cenografia (Clívia Cohen), interessante e funcional, como que improvisada, numa mistura de palco e bastidores, preenchida com altas escadas e andaimes (usados na atuação). Coreografia (Fabrício Negri), ótima, perfeitamente ensaiada, formidáveis sapateados – bela iluminação (Paulo Cezar Medeiros) com lindos bouquets de coloridos refletores ao alto – bons figurinos (elenco).
Apesar do pequeno espaço cênico não concordamos com o bom conjunto musical (piano – Tony Lucchesi- violoncelo – Luciano Correa – bateria Leo Fleg) jogado desarrumadamente e comprimido no fundo do palco. O piano, tão vital na arte de Gershwin, não deveria estar torcido. Era de se esperar ver o teclado e o pianista (como uma lendária RAPHSODY in Blue tão escondida?). E o violoncelo e o violoncelista, tão escondidinhos também! Somente a bateria visível, ocupando todo o espaço! Porque não tentar uma solução colocando-a num plano mais alto?
Mas isto parece não ter incomodado o público que aplaudiu, calorosa e continuamente, o fascínio de Gershwin, transmitido com talento e brilho.
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