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Nos dias 26 de julho e 1 de agosto, o Centro Universitário IBMR realiza palestras abertas ao público e gratuitas, sobre os temas: a participação das mulheres na engenharia e os povos quilombolas. Os eventos fazem parte do período de Formação para Educação das Relações Étnico-raciais e do Direito das Minorias, realizado pela Qualidade Acadêmica e Educação Continuada da instituição.

No dia 26 (sexta-feira), Heloísa Coutinho, Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE), vai palestrar sobre o tema “As Mulheres na Engenharia”, às 17 horas, na sala 104, do Campus Botafogo do IBMR. Segundo o Censo da Educação Superior 2016, há 291.463 mulheres cursando graduação em engenharia no Brasil. Esse número corresponde a 28,3% dos estudantes que optam por esse curso superior no país. Embora haja uma presença bem maior de homens nas faculdades de engenharia, a participação do público feminino está aumentando aos poucos. Se compararmos em relação a 2014, houve um aumento de 8,4% de alunas nas graduações da área.

A presença de mulheres na engenharia também está crescendo no mercado de trabalho. De acordo com o estudo do Dieese “Perfil Ocupacional das Profissionais de Engenharia no Brasil”, a participação feminina no setor aumentou 4% de 2003 a 2013. Nesse mesmo período, o salário médio das engenheiras passou de 70,3% para 79% em relação à remuneração dos homens. Esse indicador mostra que ainda existe uma grande desigualdade de vencimentos entre os profissionais na área. O fator positivo é que essa diferença está diminuindo e deve ser cada vez menor nos próximos anos.

Já no dia 01, Adriano Lima, ex-membro da diretoria da Associação dos Quilombos do Estado do Rio de Janeiro (AQUILERJ) ministra a palestra “Resistência de um Povo”, às 17h, na sala 3 do Campus Barra do IBMR. Atualmente, existem 41 comunidades quilombolas registradas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), a maioria, sete delas, estão no município de Campos dos Goytacazes.

Não se sabe ao certo quantos quilombolas existem, hoje, no Brasil. Segundo um levantamento da FCP, seriam 3.524 grupos remanescentes. Desses, só 154 foram titulados — fase final do processo de reconhecimento e proteção de quilombolas no Brasil. Pelos dados da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), outros 1.700 grupos estão aguardando a conclusão dos estudos antropológicos ou a emissão de laudos técnicos para conquistar um título. Segundo os próprios quilombolas, todos esses números estão nivelados por baixo. Algo que espera-se mudar a partir de 2020, quando os quilombolas serão incluídos no censo do IBGE pela primeira vez.

Serviço

26/07 – Palestra “As Mulheres na Engenharia” - Gratuita

Ministrada por Heloísa Coutinho, Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE)

Sala 104 - do Campus Botafogo – às 17h

 

01/08 – Palestra “Resistência de um Povo” - Gratuita

Ministrada por Adriano Lima, ex-membro da diretoria da AQUILERJ (Associação dos Quilombos do Estado do Rio de Janeiro)

Sala 3 do Campus Barra – às 17h