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Com a evolução do Covid-19 no Brasil, diversas projeções e estimativas foram revistas, setores da economia profundamente impactados e a vida das pessoas transformada com a adoção de medidas preventivas, incluindo a quarentena. Para informar a sociedade sobre essas mudanças e suas consequências, a Kantar está trabalhando em uma constante análise da evolução da pandemia e os impactos no Brasil. As análises serão publicadas periodicamente e as primeiras impressões estão reunidas abaixo:

Durante o período de 16 a 19 de março, 542 respondentes ajudaram a mapear como o consumidor brasileiro está se comportando frente à pandemia do novo coronavírus, quais são as principais atitudes e preocupações nesse momento. Para 21% dos brasileiros, a saúde dos filhos e de crianças da família vem em primeiro lugar, seguido pela saúde dos mais velhos (17%) e das pessoas em geral (16%). Sair somente para o necessário, como bancos e supermercados, reflete a opinião de 74% da população. Chama a atenção o dado de que 67% deixaram de sair para bares e restaurantes e outros 66% deixaram de frequentar shoppings e parques.

Comprar alimentos saudáveis e nutritivos passou a ser mais importante para 27% das pessoas, assim como a compra de alimentos frescos é essencial para 21%, mesma porcentagem que considera comprar mais produtos de limpeza. Estocar alimentos básicos, como arroz e carne aparece como relevante para 20%, mesma parcela que aponta comprar remédios para gripe e resfriado como uma atitude considerada.

A busca pela informação

A TV aparece como o meio mais confiável para se obter informações sobre o novo coronavírus, para 77% da população. Dentre os respondentes, apesar da ampla divulgação, sobretudo em redes sociais e aplicativos de mensagens, 66% disse não saber que as operadoras de TV por assinatura abriram alguns canais que antes eram exclusivos. Outros 60% não sabem que existe aplicativo com informações sobre o coronavírus. Já a grande maioria (93%) disse saber que os campeonatos de futebol foram cancelados, ao passo que 76% disse ouvir falar que museus, cinemas e teatros não funcionarão nos próximos dias.

As recomendações de ficar em casa, a suspensão das aulas e a adoção do home office como alternativa de muitos funcionários afetaram a audiência da TV. Mais pessoas em casa e por mais tempo refletem em um aumento no consumo da programação, com destaque para os jornalísticos (alta de 17%) e os infantis (alta de 14%). O número de jovens e crianças que assistem TV aumenta a cada dia e essa é uma tendência comum no Brasil e nos países da América Latina.
Já em redes sociais, as conversas no Twitter sobre o novo coronavírus representaram 72% de tudo o que foi falado sobre Covid-19 no Brasil nos últimos 10 dias.

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