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Por Ive Ribeiro e Gabriel Moses

A Barra da Tijuca quase ficou isolada. Pontos vitais de locomoção que foram paralisados afetaram diretamente a região. O fechamento do Túnel Acústico e da Avenida Niemeyer simultaneamente gerou o caos. Enquanto os motoristas que pretendiam circular entre as zonas tiveram que dar maiores voltas pela cidade e usar a Linha Amarela, quem optou pelo Metrô transitou livremente, ficando fora do quadro de calamidade. A existência deste novo modal de transportes demostrou o quanto a Barra passou a depender desta ligação expressa, segura e barata.

“Imagina se isso tivesse ocorrido há alguns anos. Estaríamos isolados. Seria o fim do mundo” afirmou Maria Helena Lopes, diretora executiva da ACBS- Associação Bairro Seguro que mantém a central de monitoramento do bairro. “Alertamos os nossos filiados a usarem o metrô naquele fim de semana”, o que todo mundo acabou fazendo.

Na sexta (17) e no sábado (18), a operação do Metrô foi estendida até às 2h, funcionando em horário especial em plena madrugada.

A própria Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) indicou para os usuários que usassem o metrô como a alternativa mais prática e segura no momento de crise. De acordo com o Metrô Rio, o número de passageiros nesse período aumentou em 20%, e os trens circularam em máxima capacidade e com o horário regular.

As televisões transmitiram os seus telejornais ao vivo da Estação Jardim Oceânico e mostravam os vagões chegando completamente cheios. Foi recorde de passageiros, e a linha 4 mostrou ser um equipamento vital para a região. A nova disposição das catracas foi excelente para o alto fluxo e não gerou filas.

Sem o movimento de carros oriundos da Zona Sul, o trânsito na Barra fluiu tranquilamente naquela sexta-feira (17). A Avenida das Américas não teve os tradicionais engarrafamentos de final de semana.

Ação imediata

O Prefeito Marcelo Crivella esteve durante toda a sexta acompanhando a desobstrução do Túnel Acústico, e a resposta da Prefeitura foi imediata. Em 48 horas ele voltou a receber novamente o fluxo normal se carros.

No último dia 16, a Avenida Niemeyer sofreu um novo deslizamento logo pela madrugada. Uma barreira não resistiu à chuva moderada e ocasionalmente forte. O desabamento ocupou uma parte da pista e da ciclovia, além de

derrubar uma casa que já estava interditada desde abril. Não houve vítimas. Somente na tarde do sábado (18), a Avenida foi reaberta nos dois sentidos, no esquema de “pare e siga”.

No dia seguinte ao deslizamento na Niemeyer, outro importante acesso entre as Zonas Oeste e Sul passou por interdição. Por conta de desabamento de uma estrutura de concreto, o Túnel Acústico ficou interditado nos dois sentidos. Um ônibus da Linha Troncal 4 foi atingido pela armação. No veículo, havia dois passageiros além do motorista. Ninguém ficou ferido. O incidente ocorreu por volta de 12h30 do dia 17 (sexta-feira). O túnel só obteve sua liberação total na madrugada desta segunda-feira (20), por volta de 4h45. Com isso, a cidade retornou ao estágio de normalidade.

Por conta da junção de transtornos envolvendo a mobilidade urbana, a Prefeitura decretou na sexta-feira (17) que o município estava em estado de crise, que é o maior na escala de três alertas emitidos, e que somente nesse primeiro semestre já foi aplicado quatro vezes, totalizando 14 dias de dificuldade para os cariocas.

 O Metrô cada dia mais passa a ter uma posição vital na vida dos moradores da Zona Oeste, e comprovou que mudou completamente o conceito de mobilidade urbana do bairro. Nestes dois dias, ele foi o Salvador da Barra.