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Estamos em época da escolha do novo prefeito que irá administrar o destino da cidade do Rio de Janeiro para os próximos 4 anos. Dentre os desafios e desejos ambientais que a sociedade tanto anseia em ter resolvido estão a qualidade hídrica das lagoas (Rodrigo de Freitas e Complexo Lagunar da Baixada de Jacarepaguá) e baías (Guanabara e Sepetiba) além da cobertura vegetal dos nossos parques e áreas de proteção ambiental-APA’s.

Qualquer um destes ecossistemas naturais depende da forma como será conduzido o plano de urbanização e ações diretas como a questão do lixo e da galeria de águas pluviais.

A estratégia da urbanização depende da fiscalização do crescimento das favelas, manutenção e instalação dos equipamentos urbanos (Rede coletora e tratamento das águas pluviais, sistema de coleta/tratamento) , disposição do lixo e por fim as Unidades de Tratamento de Rios –UTR’s). Águas pluviais, lixo, rios urbanos são de reponsabilidade direta das prefeituras, pois afetam diretamente a população além de serem serviços da competência municipal. Precisa-se saber levantar as carências destas 3 responsabilidades municipais que tanto afetam a qualidade de vida e ambiental do Rio de Janeiro. Ao invés de pensar longe, pense no seu bairro e vizinhança e veja como estes aspectos estão sendo conduzidos nos últimos 4 anos. Houve piora, melhora , piora ou estagnação. Quando os candidatos aparecem cobre providências e proponha alternativas para que eles se comprometam com as ações pró-meio ambiente do seu bairro.

Ações diretas como a eficiência da coleta do lixo e a qualidade das águas pluviais conduzidas pela rede municipal até os rios, lagos e praias é da responsabilidade da prefeitura. A sociedade precisa estar frequentemente conferindo e aferindo a evolução destes serviços municipais de modo a chamar a atenção das empresas municipais como a Rio Águas e a COMLURB para a sua responsabilidade. A constante fuga de poluentes nos ecossistemas hídricos (efluentes) e terrestres (lixo), a médio prazo, destroem a qualidade ambiental dos bairros da cidade.

Novas áreas de expansão do Rio de Janeiro como é o caso da zona oeste carioca (Vargens, Recreio e Guaratiba) são zonas ambientalmente frágeis e com grande risco de deterioração caso não tenham um plano urbanístico sustentável e um controle severo. Neste quesito de fiscalização, a sociedade formal deve ajudar os órgãos públicos, denunciando as invasões e exigindo a implantação da infraestrutura urbana antes da implantação das edificações.

Neste sentido, o planejamento urbano e o equacionamento financeiro da implantação dos equipamentos urbanos planejados devem anteceder as licenças de construção que são concedidas pela prefeitura. Hoje, geralmente esta sequência saudável e lógica não é respeitada. A pressão da urbanização atropela a capacidade de investimento em infraestrutura urbana do poder publico, acarretando as invasões (favelização) ou edificações sem ter a coleta e tratamento dos resíduos gerados equacionados. Neste caso a natureza é obrigada a absorver a poluição excedente e geralmente não tem capacidade de suportar tamanha quantidade e qualidade nociva para o meio ambiente. Da mesma forma a indústria da favelização se aproveita desta demanda reprimida por habitações populares permitindo que o oportunismo financeiro e a demagogia política provoque a perda do bem comum da qualidade de vida e ambiental nos centros urbanos.

Para que se reverta este círculo vicioso da degradação urbana é preciso que segmentos esclarecidos da sociedade organizada como lideranças comunitárias, classe empresarial, associações de classe, dentre outros, combatam a demagogia, a falta de propostas inovadoras e a omissão egoísta pelas ações da sustentabilidade urbana.

Assim sendo o município do Rio de Janeiro deve sabedoria e capacidade de escolher um prefeito que entenda destas estratégias urbanísticas e de seus compromissos pela manutenção das belezas naturais equilibrada com uma cidade funcional.

Prof. Dr. David Zee
Vice-Presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca