Nesta luta está o espírito investigativo do Ruben Berta, o Correio da Manhã e agora a Folha de S. Paulo

Por Cláudio Magnavita*

A atitude do Governo do Estado de retirar do portal da transparência os contratos formados pela Secretaria de Saúde e o Iabas, no valor de R$ 850 milhões, após denuncia do blog do jornalista Ruben Berta é escandalosa.
São mais de 400 milhões de dólares. Números só comparáveis aos escândalos do PT na Petrobras. É muito dinheiro em qualquer parte do mundo.
Se o nosso governador fosse o Wilson Witzel, o ex-juiz federal, que se apresentou na campanha, surfando na onda moralizante de Sérgio Moro e Jair Bolsonaro, a atitude deveria ser outra: abrir os números e pedir transparência total.

Foram retirados não apenas os documentos destes contratos, mais de outros onze. Cadê o Ministério Público? Cadê o Tribunal de Contas? Cadê a Alerj? Por que tenta omissão dos órgãos fiscalizadores? E ainda cadê o jornal O Globo e o jornal O Dia que não publicam uma linha sobre isso? Cadê a criação da força tarefa para colocar a lupa de forma antecipada nestes malfeitos?

Nesta luta está o espírito investigativo do Ruben Berta, o Correio da Manhã e agora a Folha de S. Paulo. A omissão de parte mídia carioca beira a conivência.

Essa Iabas, uma OS que cresceu nos braços do PT e do relacionamento do seu presidente com o ex-presidiário Cândido Vacarezza consegue um contrato BILIONÁRIO, sem concorrência, sem contratação emergencial, apenas porque a Casa Civil inseriu um inciso no decreto, que beneficia a contratação direta de Organizações Sociais (OSs).
Ao permitir isso, o governador Wilson Witzel rasga toda a sua história de magistrado e permite uma artimanha, que até mesmo o seu colega, o ex-governador Sérgio Cabral, não teve coragem de fazer. É uma vergonha! Se for encontrada irregularidades será um crime de guerra em meio a uma pandemia.

*Cláudio Magnavita, diretor de Redação do Correio da Manhã

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