Fique atento aos sintomas de calor excessivo e pratique medidas de segurança, como hidratação e boa alimentação, proteção solar e o uso de tecidos transpiráveis
Por: Déborah Gama
Com altas temperaturas, o verão carioca tem impressionado a população pelo calor excessivo. Nos últimos dias de 2025, o Rio de Janeiro entrou no radar do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que indicou onda de calor em nível máximo e alerta vermelho, com temperaturas pelo menos 5ºC acima da média.
O instituto destaca a frente fria para resolver o calor no Sudeste, mas após a virada, o clima quente continua típico do verão carioca, com temperaturas variando de 26º a 31ºC nos primeiros dias do ano. Quando o termômetro sobe demais, o corpo inteiro é impactado – não apenas no desconforto do sol quente, mas também no bem-estar físico, que pode gerar afetar diretamente a saúde.
O calor excessivo é perigoso?
Quando a temperatura ambiente é elevada, o corpo humano precisa se adaptar à mudança. Ao operar em, em média, 36,5ºC, quando o calor é excessivo, o organismo ativa mecanismos de resfriamento, como a transpiração. O suor ajuda a eliminar o calor, mas esse processo exige muita água e sais minerais, o que pode levar à desidratação.
Se a regulação natural do corpo falha, a temperatura interna pode ultrapassar os 40ºC, o que caracteriza um quadro de hipertermia, que pode afetar o funcionamento de órgãos vitais e provocar o desequilíbrio no metabolismo, levando até à morte. O processo pode ser facilitado pela exposição excessiva ao calor e ao sol ou pela atividade física realizada neste cenário, na qual o corpo não consegue voltar à temperatura normal.
O calor extremo também agrava o quadro de quem convive com doenças crônicas, tais como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica. Pessoas que fazem uso de diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos também precisam redobrar a atenção. Os medicamentos podem aumentar a dilatação ou descontrolar a regulação térmica natural do corpo.
Sintomas de alerta para insolação e exaustão pelo calor
Em cenários de exaustão pelo excesso de calor, é comum observar sintomas que podem começar repentinamente ou progredir com o tempo, como:
- Tontura
- Sensação de desmaio iminente
- Fraqueza
- Fadiga
- Dor de cabeça
- Visão embaçada
- Dores musculares
- Náusea
- Vômitos
Se a exaustão não for tratada, pode causar a insolação, que eleva a temperatura corporal a 40ºC ou mais.
Como se proteger do calor?
- Hidrate-se: A melhor forma de lidar com altas temperaturas é com bastante hidratação, portanto é importante beber água, mesmo sem sentir sede. Busque equilibrar também o consumo de água com o de sódio e potássio, através da reposição de eletrólitos, com bebidas isotônicas, por exemplo, que ajudam a repor os nutrientes perdidos no processo de transpiração;
- Alimente-se bem: São recomendados alimentos menos gordurosos, com mais fibras e alta ingestão de líquidos. Saladas, com folhas, verduras, legumes e frutas são ótimas sugestões para o verão, pois contém alta porcentagem de água, facilitando a digestão.
- Evite o contato direto com o sol: Embora muitos prefiram curtir o verão na praia, o lazer requer cuidados específicos, principalmente entre os horários de maior intensidade solar (das 10h às 16h). Caso seja inevitável estar exposto ao sol neste período, basta beber água, optar por roupas com proteção UV e intensificar o uso do protetor solar.
- Proteja sua pele: O uso do protetor solar é essencial para evitar queimaduras, melasma ou até mesmo câncer de pele. É importante reaplicar o protetor solar a cada duas horas, ou em casos de contato com a água ou de transpiração excessiva. Vale ressaltar que, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologista (SBD), a quantidade ideal de protetor solar para cada parte do corpo é:
- 1 colher de chá de protetor solar no rosto, no pescoço e na cabeça;
- 1 colher de chá de protetor solar na parte da frente do tronco e outra para a parte de trás;
- 1 colher de chá de protetor solar para cada braço;
- 1 colher de chá para a parte da frente de cada perna e outra para a parte de trás de cada perna.
- Use roupas leves, soltas e de cor claras: Opte por roupas de tecidos respiráveis, como peças de algodão ou fibras naturais. Evite vestimentas de cores escuras, pois retém o calor com maior facilidade.
- Proteja a casa do calor: Deixe o ambiente arejado e climatizado. Algumas dicas são umidificar o ambiente, ao usar bacias e baldes com água espalhados pela casa – principalmente no quarto, para combater o clima seco (molhar toalhas e colocá-las na cabeceira da cama ou porta do guarda-roupa também são ótimas opções); trocar as lâmpadas, ao substituir as lâmpadas incandescentes – que geram mais calor – por lâmpadas brancas ou de LED; e manter a casa fresca ao proteger o local da entrada de calor, a partir do fechamento de portas e janelas durante as horas mais quentes do dia e, à noite, abrir janelas e deixar o ar frio da noite circular – e, se possível, use ventiladores e aparelhos de ar-condicionado para refrescar ainda mais.
Dica extra: Para deixar sua casa ainda mais fresquinha, decore-a com plantas naturais que, além de lindas, ajudam a manter a umidade do ambiente e a temperatura baixa.
- Planeje suas atividades externas: Antes de sair de casa, chegue a temperatura, sensação térmica e a umidade previstas para o dia. Desta forma, você pode se preparar com hidratação, alimentação, proteção e roupas adequadas para aproveitar ao máximo um verão quente.