Paulo Saldaña (Folhapress)

O governo Jair Bolsonaro ingressou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender lei que prevê garantia de conexão à internet a alunos e professores de escolas públicas. Essa lei fora vetada pelo presidente, mas o Congresso derrubou o veto.

Há a previsão de aplicação de R$ 3,5 bilhões de recursos federais para ações de conectividade. A nova lei foi uma resposta do Congresso à ausência da gestão Bolsonaro no enfrentamento dos reflexos da pandemia na educação básica -o orçamento do MEC (Ministério da Educação) ainda passa por reduções.

Após a derrubada do ato de Bolsonaro, em 1º de junho, a lei nº 14.172 foi promulgada no dia 10 daquele mês pelo governo federal. Mas, na noite desta segunda-feira (5), a AGU (Advocacia-Geral da União) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para impugná-la.

A lei define que os R$ 3,5 bilhões sejam transferidos para estados e municípios em 30 dias. Essa obrigação, que vence no próximo dia 10, é o principal questionamento da AGU.

"A referida imposição, no entanto, foi editada à revelia de importantes regras do processo legislativo, como a iniciativa reservada do Presidente da República para diplomas que interfiram nas atribuições dos órgãos do Poder Executivo", diz a peça, de 50 páginas, assinada pelo advogado-geral da União, André Mendonça.

"[A lei] criou situação que ameaça gravemente o equilíbrio fiscal da União, mediante o estabelecimento de ação governamental ineficiente, que obstará o andamento de outras políticas públicas", diz a inicial.

A Folha de S.Paulo questionou o MEC e a AGU, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O Ministério da Economia informou que não comentaria a ação.

Além de pedir o reconhecimento da inconstitucionalidade do ato, a AGU quer barrar essa transferência e pede a suspensão da eficácia da lei até o julgamento final. O órgão aponta que é inconstitucional o estabelecimento de despesa "sem o respeito às condicionantes fiscais", especialmente por não não haver atualmente, diz o governo, decreto de calamidade pública para essa finalidade.

O órgão ainda cita que o atendimento à lei pode acarretar desrespeito ao teto de gastos públicos e, sem entrar em detalhes, diz que poderia causar "prejuízo ao custeio de políticas públicas educacionais". Também afirma que há "violação ao princípio da eficiência e aos postulados da razoabilidade e da proporcionalidade".

O governo Bolsonaro nunca previu recursos para a educação nos instrumentos de apoio financeiro durante a pandemia. O ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, sempre se posicionou contrário à lei, apesar de o MEC não ter tido protagonismo nesse período nos desafios enfrentados na educação básica.

A desigualdade no acesso à internet tem sido um dos principais problemas para a manutenção de aulas na pandemia no esquema remoto. A continuidade de atividades online, com um modelo híbrido, é a aposta da maior parte das redes de ensino, mas o plano empaca no alto percentual de alunos e escolas sem conexão.

Ao vetar o projeto, em março, Bolsonaro argumentou que a medida não apresentava estimativa de impacto orçamentário e financeiro e provocaria rigidez orçamentária, "dificultando o cumprimento da meta fiscal e da regra de ouro".

A lei prevê que sejam utilizados recursos do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações).

O governo Bolsonaro quer ao programa seja executado de acordo com a disponibilidade financeira da união, segundo a AGU. As transferências também devem, de acordo com a ação, ser condicionadas a requisitos orçamentários e financeiros.

O MEC fechou o ano passado com recordes negativos de execução orçamentária na educação básica. Os gastos em educação em geral estão em queda sob Bolsonaro: representaram no ano passado 5,2% das despesas totais do governo; o percentual já foi de 6,5% em 2016.

Redação

A Secretaria Municipal de Educação informa que mais 20 unidades escolares retomam o ensino presencial a partir desta terça-feira (29/6), cumprindo todos os protocolos sanitários determinados pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19. Desta forma, atendendo às expectativas de pais e responsáveis, nesta semana já serão 1.522 escolas e mais 5.887 alunos com aulas aplicadas diretamente pelos professores, o que representa 98,6% da rede de ensino. Serão beneficiados estudantes de toda a rede – desde o berçário até o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), incluindo as classes especiais.

Desde a semana passada, a carga horária diária de estudo aumentou. As unidades com turno parcial, que ofereciam três horas de aulas por dia, agora oferecem quatro horas. E as unidades escolares de turno único aumentaram a carga horária de três para seis horas por dia.

Importante lembrar que o ensino presencial é opcional, ficando a decisão da escolha da modalidade de ensino a cargo de alunos, pais e responsáveis. Atualmente, de acordo com pesquisas feitas pela SME, 78% dos responsáveis desejam o retorno presencial. Quem preferir, pode continuar no modo remoto de estudo em suas diversas possibilidades.

Para garantir as melhores condições de trabalho a toda a comunidade escolar, a rede municipal de educação do Rio segue um rigoroso protocolo sanitário, o que permite o retorno das aulas presenciais com responsabilidade. É considerada apta ao retorno das aulas presenciais a unidade escolar que estiver adequada aos itens do checklist sobre insumos e instalações, que estabelece pontos diversos como: distanciamento seguro, instalações de dispensadores de álcool 70º em gel no prédio ou funcionário aplicando álcool 70º na mão dos alunos, e, entre outras medidas, bebedouros adaptados com torneira para enchimento de copos e garrafas. Recentemente, as unidades escolares municipais receberam R$ 18,1 milhões da SME em verba para fazer ajustes e pequenos reparos.

E no início do ano, a SME recebeu e distribuiu 800 mil máscaras descartáveis. Além disso, em maio, foram adquiridas 336 mil máscaras PFF2. Cada profissional da Educação, de merendeira a professor, recebeu seis máscaras deste modelo, que é considerado por especialistas como um dos mais eficientes na proteção individual.

 

Retorno é facultativo

Como o retorno às aulas presenciais é facultativo, o aluno que optar em não ir à escola seguirá estudando por meio do ensino remoto. Desde o início do ano letivo (8/2), os estudantes da Rede Municipal podem conferir as videoaulas elaboradas e apresentadas por professores da rede municipal. O Rioeduca na TV vai ao ar pelo sinal aberto da TV Escola (canal 2.3) e também pela TV fechada: NET/Claro (canal 15), Claro TV (canal 8), Oi TV (canal 25), Sky (canal 21) e Vivo (canal 7). As videoaulas do Rioeduca na TV também ficam disponíveis no canal da MultiRio no YouTube (www.youtube.com/multiriosme). Além disso, no Portal MultiRio, uma área especial (http://multi.rio/rioeducanatv) reúne informações sobre o Rioeduca na TV, como a programação, e conteúdos relacionados. E os alunos também podem estudar pelo aplicativo de ensino da SME.

 

Dados de internet para os alunos

A SME disponibiliza o aplicativo Rioeduca em casa, que pode ser baixado em smartphones dos estudantes e responsáveis, disponível para IOS e Android. O acesso é gratuito, porque a SME está pagando pelos dados de internet para os alunos. Estudantes que não têm equipamentos para acessar a internet ou morem em áreas sem cobertura, vão receber material didático extra impresso e, frequentemente, irão às escolas deixar as atividades didáticas. Caso o aluno tenha alguma dúvida, ela será respondida na próxima vez em que ele for à escola buscar suas atividades didáticas.

Redação

Na última quarta-feira, dia 30 de junho, o Grupo Sinergia Educação (Colégios CEL Intercultural School e Franco-Brasileiro) promoveu a terceira edição da live Rodas de Conversa – Debatendo o Futuro da Educação. Tendo como tema 'Por dentro do Novo Ensino Médio', o convidado da vez foi Wolney Candido de Melo, Mestre em Ensino de Física pelo Instituto de Física da USP, Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da USP e pedagogo com habilitação em Direção e Supervisão Escolar.

O bate-papo foi apresentado por Victor Muller (gerente de RH do Grupo Sinergia) e mediado pela professora Priscila Resinentti, graduada em Ciências Biológicas (UFRJ), especializada em Educação Básica pela UERJ, mestre em Educação pela PUC e doutora em Ciências Humanas – Educação (PUC).
Wolney iniciou a Rodas de Conversa apresentando números de matrículas na Educação Básica no Brasil de 2017 a 2020.

O convidado especial fez algumas pontuações a respeito da formação escolar no país. Entre elas:

- A espinha dorsal do novo Ensino Médio é a gente parar de olhar as disciplinas de maneira isolada e olhar por área do conhecimento. Uma segunda coisa é que ele tem que permitir a estrutura curricular flexível. O Ensino Médio hoje está engessado em 13 disciplinas que, muitas vezes, não conversam uma com a outra. Em geral, quantas vezes o professor de Biologia desenvolve um trabalho com o de Física? Temos professores excelentes nas redes públicas e privadas que buscam essas parcerias, mas são iniciativas individuais – explicou Wolney durante a live.

O Doutor em Educação pela USP também falou da importância de uma sala de aula cada vez mais antenada com o mundo contemporâneo:

- O ENEM em papel vai acabar. E isso é bom, mas claro que tem muita coisa para se ajustar até lá. Quando tivermos na era digital, vai dar pra inserir filme, vai aumentar o número de recursos neste processo

Priscila fez algumas pontuações, como esta a seguir:

- As avaliações externas estão apontando que há um problema realmente sério relacionado ao Ensino Médio e a gente não pode cruzar os braços. Neste sentido, isso vai compondo um panorama que precisa culminar com uma política pública voltada para esses jovens. Eles deveriam estar na escola, acessando conhecimento não só cognitivo, mas sócio-emocional, tendo uma possiblidade de formação integral.

A doutora em Ciências Humanas – Educação (PUC) também destacou a importância dessa fase da vida acadêmica:

- O Novo Ensino Médio se configura como espaço de escolhas e decisões responsáveis, o que traz luz ao protagonismo juvenil e ao seu projeto de vida.

Veja a íntegra da terceira edição da live Rodas de Conversa clicando Aqui

Redação

A partir desta terça-feira (22/06), mais 20 escolas municipais vão retomar o ensino presencial. A Secretaria Municipal de Educação informa que estas unidades escolares receberam as adequações necessárias para o cumprimento dos protocolos sanitários para o enfrentamento da Covid-19. Com essa medida, que atende às expectativas de pais e responsáveis, já serão 1.502 unidades municipais e mais de oito mil alunos com aulas aplicadas diretamente pelos professores, o que vai beneficiar estudantes de toda a rede, desde o berçário até o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), incluindo as classes especiais.

Nesta nova etapa da retomada, 97% da rede municipal de ensino estarão funcionando com atividades presenciais. Vale lembrar que o ensino presencial é opcional, ficando a decisão de comparecer  a cargo de alunos, pais e responsáveis. Quem preferir, pode continuar no modo remoto de estudo em suas diversas possibilidades.

Para garantir as melhores condições de trabalho a toda a comunidade escolar, a Rede Municipal de Ensino segue um rigoroso protocolo sanitário. É considerada apta ao retorno das aulas presenciais a unidade escolar que estiver adequada aos itens do checklist sobre insumos e instalações, que estabelece pontos diversos como instalações de dispensadores de álcool 70º em gel no prédio ou funcionário aplicando álcool 70º na mão dos alunos, além de bebedouros adaptados com torneira para enchimento de copos e garrafas. Recentemente, as unidades escolares municipais receberam R$ 18,1 milhões em verba para fazer ajustes e pequenos reparos.

No início do ano, a SME recebeu e distribuiu 800 mil máscaras descartáveis. Além disso, em maio foram adquiridas 336 mil máscaras PFF2. Cada profissional da educação, de merendeira a professor, recebeu seis máscaras deste modelo, que é considerado por especialistas como um dos mais eficientes na proteção individual.


Retorno é facultativo

O aluno que optar em não ir à escola seguirá estudando por meio do ensino remoto. Desde o início do ano letivo, no dia 8 de fevreiro, os estudantes da rede municipal podem conferir as videoaulas elaboradas e apresentadas por professores da rede municipal. O Rioeduca na TV vai ao ar pelo sinal aberto da TV Escola (canal 2.3) e também pela TV fechada: NET/Claro (canal 15), Claro TV (canal 8), Oi TV (canal 25), Sky (canal 21) e Vivo (canal 7). As videoaulas do Rioeduca na TV também ficam disponíveis no canal da MultiRio no Youtube. Além disso, no Portal MultiRio, uma área especial reúne informações sobre o Rioeduca na TV, como a programação, e conteúdos relacionados.

 

Dados de internet para os alunos

A SME disponibiliza ainda o aplicativo Rioeduca em casa, que pode ser baixado nos smartphones dos estudantes e responsáveis, disponível para IOS e Android. O acesso é gratuito, porque a Prefeitura está pagando pelos dados de internet para os alunos. Estudantes que não têm equipamentos para acessar a internet ou morem em áreas sem cobertura, recebem material didático extra impresso e, frequentemente, vão às escolas deixar as atividades didáticas. Em caso de dúvida, ela será esclarecida na próxima vez em que o aluno for à escola.

 

Confira a lista das 20 escolas que retornam ao ensino presencial

  • EM Epitácio Pessoa – Andaraí
  • CM Winnie Mandela – Morro do Andaraí
  • EM Leonidas Sobrinho Porto – Bangu
  • EM Henrique de Magalhães – Bangu
  • EM Marieta da Cunha da Silva – Bangu
  • CM Nova Aliança – Bangu
  • CM Vila Kennedy – Bangu
  • EDI República Árabe Unida – Bangu
  • EM Maria Montessori – Campo Grande
  • EM Professor Fábio César Pacífico – Campo Grande
  • EM Roma – Copacabana
  • EM Presidente Antônio Carlos – Cosmos
  • EM Jornalista Orlando Dantas – Ilha do Governador
  • EM Sebastião de Lacerda – Irajá
  • EM Senador Corrêa – Laranjeiras
  • EM Benedito Ottoni – Maracanã
  • EDI Barbara Ottoni – Maracanã
  • EDI Sargento Jorge Faleiro Souza – Olaria
  • EM Ministro Afrânio Costa – Penha Circular
  • EM Presidente Roosevelt – Realengo