“Um Encontro para Sentir em Nós” reuniu mulheres, terapeutas e convidadas em uma tarde de escuta, acolhimento e conexão no Recreio dos Bandeirantes
Uma tarde de escuta, acolhimento e troca marcou o encontro “Um Encontro para Sentir em Nós”, realizado nesta terça-feira (15), no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Promovida pela Sentir em Nós Mentoria, em parceria com o Hub Mulheres de Frente, a iniciativa reuniu mulheres que vivem ou já passaram por processos de acompanhamento relacionados à Lei Maria da Penha, além de terapeutas e convidadas.
Em uma imersão de conexão e compartilhamento, a tarde foi marcada por histórias de vida, escuta, emoção e momentos de descontração. O encontro foi pensado para oferecer um ambiente seguro e acolhedor, onde cada participante pudesse falar sobre sua trajetória, ouvir outras experiências e reconhecer a própria força no processo de reconstrução.
Entre as convidadas, a delegada Verônica Teixeira compartilhou sua experiência e ressaltou a importância da informação, da rede de apoio e do acolhimento às mulheres que enfrentam situações de violência. A psicoterapeuta Neiva Beatriz também participou das conversas, trazendo reflexões sobre reconstrução emocional e sobre a necessidade de compreender cada história de maneira individual e acolhedora.
Daiane Luna, idealizadora do Hub Mulheres de Frente, destacou a importância de criar espaços que aproximem mulheres e fortaleçam redes de apoio. Segundo ela, encontros como esse mostram que ninguém precisa atravessar momentos difíceis sozinha.
“Foi uma tarde muito especial, porque conseguimos criar um espaço de verdade, de escuta, de troca e de acolhimento. Cada mulher que esteve aqui carrega uma história e uma força que merece ser reconhecida. Quis proporcionar essa imersão justamente para que elas pudessem se conectar umas com as outras e também consigo mesmas”, afirma Ana Pinheiro, psicoterapeuta comportamental identitária, especialista em desenvolvimento humano e bem-estar emocional e idealizadora do encontro.
Como símbolo das trajetórias compartilhadas e dos caminhos percorridos, cada participante recebeu uma medalha, em uma homenagem à força e à superação. A iniciativa também integrou as ações do Setembro Amarelo e ganhou um significado especial ao ser realizada na data do aniversário de Ana.
Entre conversas, abraços, risadas e momentos de emoção, o encontro terminou com a celebração das histórias e da força de cada participante. Mais do que uma tarde de convivência, a iniciativa reforçou a importância de criar espaços de escuta e acolhimento capazes de fortalecer vínculos, ampliar redes de apoio e abrir caminhos para reconstrução e novos recomeços.