O Recreio Shopping inaugura neste sábado (21) o Polo Detran Mulher, espaço voltado ao atendimento, orientação e acolhimento das mulheres. A iniciativa aposta em um serviço mais humanizado, acessível e direcionado às demandas específicas do público feminino. O novo polo nasce com uma proposta bem definida, oferecer atendimento focado exclusivamente na orientação e no encaminhamento das usuárias. No local, não serão realizados serviços operacionais, mas sim o suporte necessário para esclarecer dúvidas, orientar procedimentos e indicar os caminhos corretos junto ao Detran-RJ.

Um dos principais diferenciais do Polo é o foco no acolhimento. O ambiente foi pensado para oferecer escuta ativa e atendimento respeitoso, atendendo mulheres em diferentes contextos, inclusive aquelas que chegam com dúvidas, inseguranças ou em situações mais delicadas. Entre os atendimentos disponíveis estão orientações sobre documentação pessoal, processos de habilitação, regularização de veículos e apoio para agendamentos. A ideia é garantir que cada mulher saia do espaço mais informada, segura e consciente sobre seus direitos e sobre os próximos passos a serem seguidos.

Além disso, o espaço contará com atendimento prioritário, garantindo mais agilidade e conforto para gestantes, mães com crianças, idosas e mulheres em situação de vulnerabilidade. O polo também fará parte de iniciativas como o programa “Sábado Delas - Dignidade para Todas”, realizado mensalmente. Nessas ocasiões, o espaço atuará no suporte e direcionamento das usuárias para o acesso a serviços essenciais, mantendo seu papel voltado à orientação.

Com a novidade, o Recreio Shopping amplia sua atuação como um centro de serviços relevantes para a população, reunindo conveniência, cidadania e cuidado em um único lugar.

Serviço: Polo Detran Mulher
Local: Recreio Shopping, Avenida das Américas, 19019 - Recreio dos Bandeirantes
Inauguração: 21 de março de 2026 (sábado)
Funcionamento: de segunda a sexta, 10h às 17h; sábados, 10h às 15h.

 

Um navio da Marinha do Brasil encalhou na Praia da Macumba, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na tarde de segunda-feira (9). Nesta terça-feira, durante a operação de resgate, uma segunda embarcação também acabou presa na faixa de areia. A operação ocorre em meio a uma ressaca que atinge o litoral carioca, com previsão de ondas de até três metros. 

O navio encalhado é o Guarapari, utilizado para operações de desembarque de carga geral e incorporado à Marinha em 1981. Segundo a corporação, a embarcação realizou uma “abicagem”, manobra em que o navio é direcionado propositalmente para a praia, por necessidades operacionais. De acordo com a Marinha do Brasil, a manobra foi deliberada e realizada de forma controlada como medida de segurança. Em nota, a instituição informou que não houve feridos nem registro de danos em decorrência da operação. 

Na manhã desta terça-feira, equipes iniciaram a tentativa de retirada da embarcação encalhada. Durante a operação, no entanto, um segundo barco acabou ficando preso na areia. O momento foi registrado por pessoas que estavam na praia e os vídeos circularam nas redes sociais. O trabalho de resgate tem sido dificultado pela ressaca que atinge o litoral do Rio de Janeiro. A própria Marinha emitiu um aviso alertando para ondas que podem chegar a até três metros de altura na região, com previsão de que as condições adversas  no mar permaneçam até as 21h desta quarta-feira. 

Por: Clara Santa Rosa

 

Milhares de peixes da espécie corvina foram encontrados mortos na manhã desta segunda-feira (9), na altura do Posto 6 da Praia da Barra da Tijuca. A grande quantidade de animais espalhados pela faixa de areia chamou a atenção de banhistas e moradores da região, que registraram imagens e demonstraram preocupação com os impactos ambientais do episódio.

Imagens aéreas exibidas pela TV Globo mostraram equipes da Comlurb atuando na limpeza da praia e recolhendo os peixes ao longo da orla. Nas redes sociais, frequentadores da Barra compartilharam registros do ocorrido e questionaram as possíveis causas do episódio.

Funcionários da Comlurb retiram os animais da praia - Foto: Reprodução/TV Globo

 

Segundo especialistas entrevistados pelo G1, o ocorrido pode estar relacionado tanto ao descarte irregular de peixes após uma atividade de pesca quanto à contaminação da água por agentes químicos ou lançamento de esgoto. Casos dessa proporção não são considerados comuns e demandam apuração por parte dos órgãos ambientais responsáveis.

Para o biólogo Marcelo Szpilmann, diretor-presidente do AquaRio, episódios como esse podem ocorrer em situações de pesca predatória. Em atividades realizadas por embarcações do tipo traineira, comuns na pesca industrial de sardinha, outras espécies podem ser capturadas de forma não intencional. A corvina, que vive em áreas próximas ao fundo do mar, pode acabar presa às redes e, por não ter valor comercial, ser descartada ainda no oceano. Após a morte, os peixes tendem a inflar e são levados pelas correntes marítimas até a faixa de areia.

Entretanto, para o biólogo Marcelo Mello, outra hipótese a ser considerada é a contaminação da água por substâncias químicas despejadas no mar ou pelo lançamento de esgoto sanitário sem tratamento adequado. Esse tipo de poluição pode reduzir drasticamente o nível de oxigênio na água, provocando a morte dos peixes por asfixia. A situação reforça a necessidade de apuração por parte de órgãos públicos como o Inea e o Ibama.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa do episódio. O caso segue sendo acompanhado, enquanto equipes continuam trabalhando na remoção dos peixes para evitar riscos sanitários e minimizar os impactos ambientais na região.