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Por Guilherme Cosenza

O que você faria por uma rechonchuda herança? Quando Henrique vê a possibilidade de embolsar R$ 6 milhões após a morte de uma tia, ele, no auge de seus 50 anos, topa fazer a única exigência deixada por ela, o de se casar e manter um casamento sólido por um longo período.

Solteirão convicto, ele resolve topar a proposta, porém sem querer se comprometer com um casamento de verdade, o mulherengo terá apenas uma alternativa dada por seu advogado e amigo Roberto, fingir um casamento. Porém, para o golpe ele precisam recorrer para outro amigo, o ator e desempregado Dodo. Nerd e cansado de ter que viver na casa dos pais, o amigo topa a loucura de se casar com um de seus melhores amigos.

Junto a isso, soma-se um pai devoto a igreja católica, uma mulher apaixonada por Henrique e a possível visita de um oficial de justiça para conferir a veracidade do casamento. É nesse enredo que a peça “Um casamento feliz” acontece. Renato Rabelo dá a vida a Dodo e é um dos grandes responsáveis por tirar a grande maioria das risadas do público ao longo da apresentação. Já Junno Andrade é quem dá a vida ao advogado amigo da dupla que sofre durante todo o espetáculo com um disputa judicial com a própria esposa. Marcos Waimberg é o pai de Henrique, uma das grandes surpresas da peça.

Única mulher do elenco, Regiane Cesnique dá vida a Elza, mulher apaixonada por Henrique e que vive sem saber de todo o golpe. O elenco é uma verdadeira junção de amigos, como conta Fabio Villa Verde que da vida ao personagem principal da peça, Henrique: “somos amigos há muito tempo, mas não havíamos ainda trabalho juntos os cinco. Eu particularmente me sinto muito a vontade, pois dá uma confiança muito grande de trabalhar. Estamos juntos há oito meses e é uma equipe unida, que se ajuda e se respeita. Estamos sempre na cochia assistindo uma ao outro. Viramos uma grande família que trabalha junto”.

Rabelo explica a reação do público, no desenrolar da apreelenco, tem uma responsabilidade em ser a única figura feminina”. A peça toca em um assunto sensível, a luta LGBTQIA+, mas de maneira respeitosa e brinca com dois personagens heterossexuais que precisam se passar por um casal gay: “não tivemos receio de tocar nesse tipo de assunto, pois temos uma abordagem muito respeitosa, tivemos um cuidado de fazer tudo com muito carinho, o trabalho do Flávio Marinho, que adaptou o texto traz um requinte e uma apuração excelente”, explicou Fabio. Além disso, segundo Junno um dos grandes públicos que a peça tem são os gays: “muitos deles vem ver a peça e se divertem demais com a história”.

O texto adaptado é outro ponto destacado pelo elenco: “nós quase não usamos de ‘cacos’ na peça. Esse texto é tão perfeito e certo que a gente não precisa mudar nada. Nós nos atentamos a não fugir muito do texto porque não temos essa necessidade”, salientou Rabelo. A peça vem viajando o Rio de Janeiro com apresentações, após passar pelo Shopping da Gávea, Bangu e Teatro Maison de France, o espetáculo desembarga no dia 10 de janeiro no Teatro dos Grandes Atores no Barrasquare: “esse é um espetáculo que nunca foi na Barra e estamos levando para lá, afinal o público de lá gosta muito de comédia e tenho certeza que todos vão adorar”, afirmou Fábio.

Aliás, a Barra traz um gostinho especial para o elenco: “vai sentação: “é uma história de equívocos que são formados a partir da primeira decisão deles e assim precisam ir lidando com esses acontecimentos. O público acaba ficando cúmplice disso, pois eles sabem tudo que está acontecendo enquanto os personagens não. Então eles vão vendo as coisas complicando e vão reagindo com isso, esse é o divertido, pois o público reage a cada situação”.

Regiane fala como é ser a única mulher em meio a um elenco de estrelas masculinas: “tem uma importância grande para mim. Estou no meio de quatro atores extremamente generosos, estamos em família, o Fábio é meu marido. Estamos em casa aqui, mas mesmo assim, tem aquele fator de ser a única mulher do ser ótimo, a Barra tem uma potência teatral grande, ainda mais para comédia. Para nós tem um gosto especial, afinal, todo o elenco mora na Barra da Tijuca”, conta Rabelo.

Nessa levada cômica a peça traz a platéia abaixo de tanto rir, com cenas inusitadas e atuações brilhantes. Todos os atores demonstram intimidade com seus papéis e dão vida a hilários personagens em uma história totalmente inusitada. O texto francês de Gérard Bitton e Michel Munz, recebe a releitura do autor Flávio Marinho que traz todo o espetáculo para o humor brasileiro.