Iniciativa utiliza tecnologia para incentivar comportamentos seguros no trânsito e integra programa pioneiro de monitoramento de motociclistas por aplicativo criado pela Prefeitura do Rio

Por: Clara Santa Rosa

A Prefeitura do Rio, em parceria com o iFood, inicia o programa “Direção Segura”. Com o objetivo de promover mais segurança viária aos entregadores da plataforma, a iniciativa utiliza tecnologia e inteligência de dados para incentivar melhores práticas no trânsito. O Direção Segura passa a operar na cidade do Rio de Janeiro dentro do Programa de Monitoramento de Direção Segura de Condutores Parceiros de Motocicletas por Aplicativos, instituído pela prefeitura em 2025. O indicador de segurança viária passa a integrar o Score do iFood, sistema que distribui os pedidos aos entregadores, e valoriza os profissionais que apresentam melhores resultados de acordo com seu comportamento no trânsito.

A tecnologia monitora a velocidade do entregador em cada trecho da rota e a compara com o limite permitido da via, calculando o percentual de quilômetros percorridos dentro dos limites de velocidade. Nesse contexto, entregadores que mantêm comportamento seguro no trânsito são recompensados recebendo mais pedidos.

Em outras cidades, o Direção Segura apresentou redução de 59% nos comportamentos de risco entre os entregadores participantes. De acordo com o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, o indicador da plataforma está alinhado ao objetivo da Prefeitura de incentivar e reconhecer os bons motociclistas. A iniciativa faz parte da estratégia “Visão Zero” do iFood, focada no desenvolvimento de soluções para ampliar a proteção dos entregadores, e será expandida para todo o Brasil em 2026.

 

Programa de Monitoramento

O Programa de Monitoramento de Direção Segura de Condutores Parceiros de Motocicletas por Aplicativos da prefeitura foi instituído por meio do Decreto nº 57.000, em outubro de 2025. O objetivo é promover mais segurança no trânsito e reduzir comportamentos de risco entre motociclistas que prestam serviços de transporte de passageiros e de entrega na cidade. Com a adesão ao programa, as empresas ficam responsáveis pela adoção de mecanismos tecnológicos de monitoramento.

As informações serão repassadas à CET-Rio, órgão responsável por acompanhar, avaliar e homologar os mecanismos adotados pelas plataformas, assegurando que cumpram critérios técnicos e objetivos estabelecidos. A partir dessas avaliações, os profissionais que apresentarem comportamentos de risco no trânsito poderão ser convocados a participar de cursos virtuais de conscientização sobre segurança no trânsito. Em caso de reincidência, poderão sofrer restrições temporárias de acesso às plataformas, por períodos de 5, 10 ou 30 dias e, em última instância, o descadastramento definitivo do serviço.