Fone: (21) 2042-2955 -  redacao@jornaldabarra.com.br

Pin It

Por: João Victor Ferreira e Pedro Sobreiro

O final de uma trilogia “Star Wars” é sempre um marco geracional. As pessoas que hoje se despedem de Rey, Finn & amigos já passou pelo adeus a Luke, Han, Leia e muitos outros personagens fantásticos que revolucionaram a história do cinema. Tudo por conta da saga começada há 42 anos pelo visionário George Lucas. Nerd e fanático por ficção científica, George começou nos cinemas com o apoio do grande amigo Steven Spielberg, que já era famoso por “Tubarão”. A ideia era criar seu próprio universo de fantasia espacial.

Porém, como todo aspirante a cineasta, faltava dinheiro. Lucas, então, entra da forma mais indie possível, confiando na história e usando a pouca verba como incentivo para a criatividade. O filme teve uma produção sofrida e demorada, perdendo o prazo de lançamento - no Natal de 1976 -, que foi remarcado para 4 maio de 1977, data que está gravada na história da cultura pop.

Apesar do baixo orçamento, o filme apresentava efeitos especiais revolucionários, o tema antológico de John Williams e uma mixagem de som perfeita. Com isso, o sucesso foi instantâneo, mesmo sendo lançado em pouquíssimas salas dos EUA. A modesta verba de US$ 11 milhões gerou um retorno de US$ 775,5 milhões, equivalente a US$ 2 bilhões na inflação atual. Valor esse impensável para um filme independente. Assim, os padrões do que é um “Blockbuster” foram redefinidos.

Outra cartada de mestre de George Lucas foi saber como lucrar em cima da paixão dos fãs. Ele foi o primeiro a lançar linhas de produtos licenciados do filme. A estratégia de venda de bonecos, camisas, canecas e tudo relacionado a Star Wars rendeu um verdadeiro império financeiro para ele, que lucra com isso até os dias de hoje. Star Wars foi revolucionário ao lançar uma trama simples e de fácil identificação. Saiu o herói fortão dos filmes de ação e entrou o adolescente magrinho e inseguro.

Estruturados pela clássica “Jornada do Herói”, que ditou os rumos de todas as trilogias da saga, os três filmes originais inseriram na trama analogias geniais a assuntos polêmicos na sociedade, como a fé, o dilmea do jovem, o embate entre a tirania das ditaduras e a revolta democrática.

A segunda trilogia resolveu contar a história da transformação de Anakin Skywalker, pai de Luke e Leia, em Darth Vader. Ela foi muito importante para a evolução dos efeitos especiais, já que foi quase toda gravada em estúdio, consolidando o Chroma Key e o CGI como ferramentas essenciais na magia do entretenimento.

Além do mais, ela assumiu um viés político ainda mais forte ao abordar a ascensão de um império ditatorial comandado pelo Imperador Palpatine. Os conceitos de ódio, da raiva e do medo fortaleceram o mal; no outro lado, a paciência, o foco e a coragem eram a base do lado da luz. Esse jogo moldou a vida de milhões de pessoas pelo mundo.

Com a nova trilogia, agora comandada pela Disney, houve um resgate da inocência dos filmes originais, trazendo um ar esperançoso e jovial para a nova geração. No aguardo de um novo Star Wars fez “O Despertar da Força” passar de U$ 2 bilhões em bilheteria pelo mundo e aqueceu o coração dos fãs. O episódio VIII - “Os Últimos Jed” - foi controverso ao tentar quebrar paradigmas de que não há ninguém 100% bom ou mau na galáxia. O público não respondeu bem a isso, então a Disney colocou o diretor do Ep. VII, J.J. Abrams, para encerrar a trilogia.

A expectativa para “A Ascensão Skywalker” é que encerre a trajetória de personagens amados - e odiados - de forma honrada. É um último adeus para ícones de milhões de infâncias pelo mundo. E mesmo que seja o fim dos Skywalker, os fãs podem ficar tranquilos, porque Star Wars é algo que nunca terminará. Enquanto os fãs seguirem apoiando, a franquia será eterna.