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Assunto mais comentado no momento, a Intervenção Federal na secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro não poderia deixar de ser tema central na reunião mensal do 31º Conselho Comunitário de Segurança (31 CCS). Realizada na última terça-feira, dia 27 de fevereiro, no Marina Barra Clube, ela contou com as presenças do Tem. Cel. Wagner Mello, comandante do 31º BPM; da delegada Márcia Julião, da 42ª DP (Recreio); de Fabio Santoro, delegado assistente da 16ª DP (Barra), representando o delegado Marcus Neves; o novo Superintendente da Barra, Recreio e Vargens, Azaury Alencastro; do Administrador Regional da Barra, Marco Almeida; do Supervisor Regional da região do Itanhangá, Michel Olever; do presidente da OAB-Barra, Cláudio Carneiro; do representante da Delegacia de Homicídios da capital, Fabio Cardoso; do representante da Guarda Municipal, Gustavo Souza; além de presidentes de associações comunitárias da região.

O encontro começou com uma homenagem do presidente do 31º CSS, Ricardo Magalhães, aos comandantes das polícias civil e militar, pelo trabalho ostensivo que eles têm feito, junto a equipe de cada um, respectivamente, no patrulhamento e na ordem na região.

Após o ato, o Tem. Cel. Mello iniciou as tratativas, com uma explicação sobre a intervenção na segurança. A priori, a cúpula da PM não terá modificações, conforme noticiou o próprio Mello, após receber informação via WhatsApp.

E por falar no aplicativo de mensagens, Ten. Cel. afirmou que é boato a circulação de um aviso dizendo que ladrões estariam se passando por motoboys de delivery para assaltar residenciais. Ele disse que não há nenhuma ocorrência sobre o caso e que a pessoa que começou a propagar isso agiu de má fé e, o pior, deixou no ar mais uma possibilidade de crime, que até então não foi pensada ou planejada pelos assaltantes.

Mello encerrou sua participação ressaltando na multiplicação que teve que fazer com os policiais para que os desfiles carnavalescos na orla pudessem acontecer com alguma tranquilidade. Ele disse que, se a Arena Carnaval tivesse ocorrido no mesmo período, tendo que dividir o efetivo no Parque dos Atletas e nas praias, a segurança não seria a mesma.

A delegada Márcia Julião ressaltou em sua fala que, se não mudar a forma de como é feita a audiência de custódia, bem como o olhar do intérprete do direito, a impunidade continuará a existir. Ela comentou também a falta de reação das pessoas em assaltos, citando um caso de um meliante roubando 10 pessoas apenas com uma faca, pois a segurança é um dever de todo mundo.

Outros temas como equacionar simulacro como porte ilegal de armas e podas de árvores também foram citados. Vale destacar também o depoimento de Gustavo Souza, sobre a falta de ação da Guarda Municipal na efetivação das demandas que tem levado para os superiores. A próxima reunião será no dia 20 de março, em local a ser divulgado pela diretoria, que encerra em junho o comando do 31º CCS, não podendo ser reeleita. A nova presidência será eleita em julho, pelos membros natos do Conselho.