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Burburinhos e risadas, foi o que ouvi assim que entrei em uma das salas da Cidade das Artes, em uma quarta-feira à noite. Eu e a repórter Igraínne Marques fomos até lá conhecer a Meditação Deeshka. Quando entramos no salão, algumas pessoas já estavam sentadas no chão com seus tapetes e cangas, e algumas sentadas em cadeiras; acredito que no total éramos 70.
Ficamos sentadas com nossos celulares desligados, Igraínne estava inquieta, enquanto eu tentava relaxar. A coordenadora da atividade, Maria Ciarlini, iniciou a prática. Primeiro, ela começou a explicar sobre o que era a meditação e o que provavelmente ia acontecer com o nosso corpo. Choros, risos, frustações, alegrias, um misto de emoções que se manifestavam quando nos conectamos com o verdadeiro Eu; o objetivo final, era a conexão de você com você mesmo. A Deeshka surgia juntamente com a meditação como uma energia inteligente e sutil transmitida por um doador através de um toque suave no Chakra coronário (topo da cabeça). Os 'doares de energia' eram os Deeksha Givers.
Pernas cruzadas, olhos fechados, meia luz, incenso aceso e um mantra tocando. Eu pensei que não conseguiria me concentrar e meditar; na minha cabeça os pensamentos não paravam. Em meio ao salão, eu sentia as pessoas se movimentando já que não precisava ficar necessariamente parado e sentado. Os 'doadores da energia' caminhavam entre as pessoas e posicionavam suas mãos em cima de nossas cabeças. De início, achei estranho, porém durante a meditação entrei em transe.
Eu não chorei e nem me senti mal. Eu apenas sorri. Eu sentia meu sangue passando nos meus braços e meu coração pulsando. Ele não estava só batendo, como alguém que sente ele quando faz um exercício físico, ou algo do tipo. Ele estava pulsando forte e lentamente. Meu corpo todo parecia que não estava no local. Em dois momentos, eu vi luzes brancas. Dois 'doadores de energia' me trouxeram paz. Não sei quanto tempo ficamos ali. Maria falou e eu voltei. Quando abri meus olhos, a luz me incomodou e minha perna estava formigando.
Nos movimentamos, e meditamos novamente olhando para um quadro que veio do sul da Índia. Ele era amarelo esverdeado, e dessa vez, todos estavam de olhos abertos e a prática não durou muito tempo. Nos deitamos e começamos a mexer nossos corpos. De barriga para cima, com as palmas viradas para o teto, a música continuava a tocar. Por fim, tivemos um tempo de questionamentos e compartilhamento das nossas experiências. Sai de lá leve, com muitas questões resolvidas e muitas que começaram a surgir. Aconselho a todos que puderem ir, vão. A experiência de sair por algumas horas da loucura da cidade grande e de se concentrar somente em si, é algo único e necessário. O projeto é gratuito e acontece toda quarta-feira, até dezembro, às 20h, na Cidade das Artes.