A mais surpreendente traição na política do Rio

Por Claudio Magnavita *

Quando Paulo Messina?, então chefe da Casa Civil, foi barrado na Câmara Comunitária da Barra e proibido de falar em nome do prefeito Crivella, o presidente da CCB parecia ter bola de cristal. Naquele momento Messina? já pilotava uma agenda pessoal e apunhalava, no melhor estilo Brutus, o Prefeito pelas costas.

Nunca um vereador, eleito com apenas 16 mil votos, teve tanta força na administração municipal. Paulo Messina? foi um fenômeno de poder. O seu estilo de governar foi um fiasco. Em vez de motivar a equipe, transformou a Casa Civil em um foco de intrigas, futricas e fofocas. Reeditando o ambiente de outro personagem histórico e quase homônimo, a Messalina.

Ele teve o dom de desmotivar e desunir. O que ninguém esperava é que tomasse gosto e tentasse virar alcaide, derrubando aquele que depositou a maior confiança da sua curta vida política.

A história não reserva bons lugares para o traidores. O grande erro do nosso edil Brutus foi confundir a delegação que recebeu como sinal de fraqueza de quem lhe outorgou tanto poder. Marcelo Crivella como Senador, Ministro e até na sua vida missionária, sempre foi um lutador. Lutou contra preconceitos, rejeições e até o obstáculos internos.

O exorcismo de Messina? e dos seus males ocorre na hora certa. Vamos ter uma máquina municipal mais motivada, com mais otimismo e o Crivella ainda mais Crivella. Ele não chegou na Prefeitura por osmose. Ele venceu uma eleição difícil e fez mágica para administrar o cenário que encontrou, tanto no nacional como no estadual.

Na Câmara Municipal, o vereador Paulo Messina? retorna ao seu tamanho original, agora carregando um fardo, que irá carimbar a sua vida política nos próximos anos: a de traidor. Ele não traiu apenas o chefe, mas a base que o elegeu: os professores. Enquanto teve tanto poder nada fez pelos seus colegas. Um episódio, já classificado pela grande mídia, do Judas do Crivella. Só que trocou as 30 moedas pelos 30 votos da comissão de impeachment.

*Claudio Magnavita - Editor do Jornal da Barra