Folhapress

Um incêndio atingiu a Creche Municipal Pescador Albano Rosa, no Complexo da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, no início da tarde desta sexta-feira (10). Imagens compartilhadas nas redes sociais por moradores da região mostram uma grande quantidade de fumaça encobrindo o local, que funcionava no momento do incidente. Apesar do susto, segundo o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, ninguém se feriu.

A corporação foi acionada para atender a ocorrência na avenida Bento Ribeiro Dantas, na zona norte do Rio de Janeiro, às 13h50 desta sexta. Duas horas depois, em contato com a
reportagem, o CBMRJ informou que o fogo havia sido controlado e a operação já era de rescaldo.

O número de alunos que estava na creche no momento do incidente não foi confirmado, mas a Secretaria Municipal de Educação afirmou que as crianças presentes foram levadas em segurança para uma escola municipal vizinha.

A causa do incêndio vai ser apontada pelo Corpo de Bombeiros. Como os danos ao prédio da creche foram grandes, um novo espaço deve ser construído no terreno, segundo a SME. Durante as obras, os inscritos serão transferidos para outras instituições na região.

"A Coordenadoria Regional de Educação está acompanhando todos os procedimentos e disponível para prestar o atendimento necessário aos profissionais de educação, alunos, pais e responsáveis", completou a nota.

Bombeiros do batalhão da Ilha do Fundão tiveram apoio dos quarteis de Ramos e da Ilha do Governador na operação de combate ao fogo.

Folhapress

A Prefeitura do Rio de Janeiro vai exigir, a partir de 1º de setembro, o comprovante de vacinação para a entrada em locais de uso coletivo como academias de ginástica, piscinas, clubes, estádios e ginásios esportivos, cinemas, teatros, museus, parques, convenções e feiras comerciais.

Decreto com a lista dos lugares que exigirão o comprovante de vacina foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (27). O prefeito Eduardo Paes (PSD) justificou a decisão como medida de interesse sanitário de caráter excepcional. A vacina exigida será da primeira, segunda ou dose única, de acordo com o cronograma de imunização da cidade. Os estabelecimentos que não seguirem as exigências serão multados e poderão ser responsabilizados criminalmente.

O Rio de Janeiro vem registrando alta nos casos da variante delta. A cepa ultrapassou a gama e já é predominante entre as amostras analisadas. A delta corresponde a 66% das unidades coletadas na capital e a 60% no estado, segundo boletim da Secretaria Estadual de Saúde divulgado no dia 16 de agosto.

No relatório anterior, as porcentagens eram de 45% no município e 26% no estado. Identificada inicialmente na Índia, a variante delta foi detectada pela primeira vez no RJ em junho, nas cidades de Seropédica e São João de Meriti, em pacientes que não tiveram contato com locais de risco.

O estado acumula uma série de números que indicam uma escalada geral da pandemia do coronavírus, com o avanço da delta e o relaxamento das medidas de restrição nas ruas, mesmo com o avanço da vacinação. Com isso, tanto o estado quanto a capital decidiram reabrir leitos exclusivos para a doença.

As mortes e as internações de pessoas idosas que já tomaram as duas doses da vacina contra o coronavírus também têm crescido constantemente. Os números estão subindo há cerca de um mês e meio e acendem um alerta para a necessidade de aplicação de terceira dose neste grupo.

A cidade do Rio de Janeiro deve começar a aplicar a dose de reforço em setembro. A estratégia, no entanto, ainda depende do envio de imunizantes, já que o município teve que paralisar a campanha entre adolescentes novamente no dia 23 de agosto.

O reforço foi recomendado pelo comitê científico da prefeitura e confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde. A ideia é iniciar pelas pessoas em instituições de longa permanência, como asilos e casas de repouso, e depois ampliar pela idade, acima dos 60 anos.

 

Redação 

Um ônibus do BRT pegou fogo na estação Madureira. Dezenas de moradores da região acordaram com a fumaça preta tomando os céus da região.

O motivo foi o incêndio de um ônibus do BRT na estação. Não há registro de feridos e ainda não se sabe a causa do fogo.

[Em atualização]

Redação

Equipes da Fundação Parques e Jardins deram continuidade na madrugada desta quinta-feira (26/08) às ações do projeto paisagístico para a requalificação de 32 grandes vasos da Avenida Presidente Vargas. Com todo o cuidado que a operação exige, 15 peças de ferro fundido, de aproximadamente 600 kgs cada, foram içadas e encaminhadas para um processo de revitalização. De acordo com o projeto, realizado em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e a Subprefeitura do Centro, todas as peças irão receber serviços de conservação, jardinagem e plantios de espécies arbustivas e de forração.

Conforme o cronograma, desenvolvido pela Gerência de Praças e Parques Históricos da FPJ, com o apoio da Comlurb, após a realização dos serviços de poda e de remoção, os vasos passarão por um processo de limpeza, lixamento, aplicação de zarcão (composto químico anti-ferrugem) e pintura. Os plantios serão realizados no local, após o reposicionamento das peças ao longo da avenida.

Os 15 vasos de fundição artística que estão sendo recuperados, serão reposicionados próximos à Candelária e aos edifícios mais antigos da Avenida Rio Branco. Outras 17 peças em concreto também serão revitalizadas e distribuídas no canteiro central da Avenida Presidente Vargas, no trecho entre a Rua Uruguaiana e a Biblioteca Parque.

Conserto das calçadas
Devido ao peso das peças, os vasos de ferro fundido provocaram o afundamento das calçadas onde estavam instalados. Em razão disso, uma equipe de calceteiros da Seconserva está trabalhando nesses locais para a restauração de trechos de pedra portuguesa.

Paisagismo
Após a remoção de oito árvores que cresceram e atingiram porte inapropriado para a capacidade dos vasos, o projeto paisagístico também prevê o plantio de mudas de forração e de 32 espécies arbustivas. Foram escolhidas plantas resistentes a altas temperaturas.

O projeto conta ainda com o apoio da CET-Rio e da Guarda Municipal. Os trabalhos irão acontecer sempre à noite, das 22h às 4h, para não prejudicar o fluxo de veículos e de pedestres na região.

Matheus Rocha (Folhapress)

A Justiça do Rio condenou nesta quarta-feira (25) a um ano e quatro meses de prisão em regime semiaberto Igor Martins Pinheiro, 22, responsável por ter furtado uma bicicleta elétrica no Leblon em junho. A bicicleta foi furtada de um casal que tinha acusado falsamente o instrutor de surfe Matheus Ribeiro, um jovem negro, pelo crime.

Dias após o caso, Pinheiro foi preso em Botafogo, região de classe média onde morava com a mãe e o irmão. O jovem tem 28 anotações criminais, sendo 14 por furtos a bicicletas. Ele foi reconhecido graças às imagens das câmeras de segurança do local em que o crime ocorreu. O jovem já estava preso preventivamente desde o dia 17 de junho.


Ao lado da bicicleta, Ribeiro, 22, esperava a namorada no Leblon, na zona sul do Rio, quando foi abordado pela professora de dança Mariana Spinelli e pelo designer Tomás Oliveira. De acordo com o instrutor, os dois o interpelaram, questionando se ele havia furtado o veículo, cujo modelo é similar ao do casal. Para tentar provar que era de fato dono da bicicleta, Ribeiro mostrou fotos antigas e a chave do cadeado. O casal só se convenceu, afirma ele, quando não conseguiu abrir o cadeado do veículo.

O caso ganhou repercussão porque o instrutor gravou as acusações do casal e postou o vídeo nas redes sociais.

Após o registro viralizar, o casal que atribuiu o furto a Ribeiro foi demitido das empresas em que trabalhavam. "Eu não era alguém pedindo esmola ou vendendo jujuba. Um preto numa bike elétrica?! No Leblon?! Ah, só podia ser, eu acabei de perder a minha, foi ele", escreveu Ribeiro em uma rede social.

"São coisas que encabulam o racista. Eles não conseguem entender como você está ali sem ter roubado dele, não importa o quanto você prove."

O casal chegou a ser investigado por crime de calúnia, mas a Justiça do Rio arquivou o inquérito. Na decisão, o juiz Rudi Baldi Loewenkron considerou que o casal não agiu com dolo, fator necessário para configurar crime de calúnia. Já Ribeiro passou a ser investigado pela polícia do Rio de Janeiro por receptação, após constatação de que ele comprou uma bicicleta furtada.