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A cantora Pabllo Vittar, 27, anunciou nesta segunda-feira (12) que irá retornar aos palcos internacionais e confirma que irá realizar uma turnê passando pelos Estados Unidos e Europa em 2022. Shows no Brasil e na América Latina deverão ser anunciados nos próximos meses.

A artista teve a agenda de shows paralisada devido à pandemia do coronavírus e afirmou que só voltaria a fazer apresentações presenciais com a população vacinada, por isso as datas da América Latina serão estabelecidas conforme o avanço do controle para com a Covid-19 e imunização da população.

Recentemente, a artista lançou seu quarto álbum, chamado "Batidão Tropical". O trabalho tem influências de ritmos do norte e nordeste e fez com que Vittar entrasse no ranking mundial de maiores estreias do Spotify, ao lado de nomes como os dos americanos Tyler, The Creator e Doja Cat.

O novo álbum da cantora, "Batidão Tropical", aparece na sexta posição. A lista foi compartilhada pelo Spotify Charts dia 28 de junho e diz respeito aos álbuns que foram lançados no final de semana dos dias 26 e 27. Não há outros brasileiros na lista.

Na mesma plataforma de áudio, todas as músicas do álbum entraram no top 50 de músicas mais tocadas. Com isso, "Batidão Tropical" se tornou a maior estreia de um álbum brasileiro no Spotify Brasil em 2021, perdendo apenas uma posição entre todos os álbuns do mundo todo.

Em entrevista exclusiva ao jornal Folha de S.Paulo a cantora contou que está triste com os rumos do país, mas com tesão de usar sua música para tentar alegrar um pouco a vida do brasileiro. "A gente vive este momento em que o país inteiro está muito triste, tem um monte de coisa ruim acontecendo", diz.

"Queria trazer um afago e exaltar os ritmos com os quais eu cresci, com os quais eu passei a minha adolescência." Apesar da saudade das aglomerações geradas pelo público em seus shows, ela sabe que isso só será possível quando a Covid-19 estiver controlada. "Espero que passe logo porque o babado é a gay em cima do palco fazendo o que ela mais sabe fazer", afirma. "É isso que eu quero de volta."
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Confira abaixo as datas da turnê:
TURNÊ 2022
​14/04: San Francisco, Folsom
19/04: Portland, Revolution Hall
20/04: Seattle, Neptune Theatre
21/04: Vancouver, Celebrities Nightclub
25/04: Chicago, The Metro
26/04: Toronto, Music Hall
28/04: Boston, Paradise Rock Club
30/04: Washington, 9:30 Club
01/05: New York, Terminal 5
26/05: Dublin, National Stadium
31/05: Warsaw, Progresja Music Zone
2/06: Milan, Circolo Magnolia
3/06: Barcelona, Primavera Sound
5/06: London, Electric Brixton
7/06: Amsterdam, Melkweg
8/06: Paris, FVTVR
11/06: Porto, NOS Primavera Sound

Mariana Arrudas (Folhapress)

União, superação e esperança são três palavras que definem a mensagem do filme "4x100 - Correndo Por um Sonho", que estreia nesta quinta-feira (23) nos cinemas brasileiros. O longa nacional acompanha cinco atletas mulheres que precisam aprender a trabalhar em equipe e superar seus próprios desafios para conquistar o ouro na corrida de revezamento 4x100 metros rasos na Olimpíada de Tóquio.

Ao longo da trama ficcional, que estreia apenas um mês antes dos Jogos Olímpicos, é exibida a trajetória de Adriana (Thalita Caruata) e Maria Lúcia (Fernanda de Freitas), que após perderem o pódio nos Jogos Olímpicos Rio 2016 tomaram rumos distintos, enquanto Adriana treina em uma quadra de terra e participa de algumas lutas de MMA, Malú treina ainda mais pesado para a próxima competição.

Tomás Portella, diretor do filme, conta que a ideia do projeto partiu de Roberta Alonso, atriz que dá vida à atleta Rita no longa. "As meninas tiveram liberdade total para trabalharmos juntos o texto", comenta ele ao lembrar que o filme também fala sobre o machismo que as mulheres enfrentam dentro e fora das competições.

"Essas discussões são muito pertinentes à época", completa Cinthia Rosa, que interpreta Jaciara. Para a atriz, levantar a bandeira do feminismo no filme foi importante para conscientizar sobre as dificuldades de ser mulher. "Estamos em um momento feminino que a mulher não quer aturar absolutamente mais nada", completa.

Alonso afirma que além deste tema, também quis despertar no público o sentimento de pertencimento, conexão e orgulho que o esporte carrega. "Estamos precisando sentir. Primeiro precisamos nos conectar com as nossas cores, tenho a impressão que elas foram roubadas", reflete.

A artista ainda traça um paralelo entre a união demonstrada no filme e a união que a população deveria ter para enfrentar a pandemia da Covid-19. "Se não nos unirmos em prol de um objetivo em comum, que é acabar com isso, não vai acabar. No filme é a mesma coisa", diz.

Para Augusto Madeira, que faz o treinador da equipe, o esporte e a arte são capazes de mostrar o trabalho em equipe e sua importância. "O espectador não vê nada disso, mas essa sensação de coletividade é muito forte", completa. Ele conta que espera que o filme possa animar e motivar a equipe olímpica, que, segundo ele, irá assistir ao trabalho antes de embarcar para Tóquio.

Portella ressalta que falar sobre o maior evento esportivo do mundo é um ato que traz esperança para as pessoas, e que apesar de não ser o melhor momento para os cinemas, o momento sentimental da população é muito importante para o lançamento do trabalho. "Trazer esperança num momento como esse parece uma boa ideia."

Além da esperança, o longa-metragem também passa uma mensagem de motivação e homenagem às atletas. Junto aos créditos do trabalho, são colocadas imagens de grandes atletas brasileiras que marcaram a história do nosso país, como a jogadora de futebol Marta, 35, e a ex-ginasta Daiane dos Santos, 38.

O filme estreia nesta quinta-feira (24) nos cinemas por todo o Brasil. Para quem pretende prestigiar o longa nas telonas, o elenco inteiro tem uma mensagem: "use máscara", e Madeira acrescenta, "leve um lencinho de papel."

POR TRÁS DAS CÂMERAS

Thalita Carauta comenta que a construção da personalidade de Adriana aconteceu aos poucos, de forma quase que natural, "nunca tenho grandes elaborações eu tento entender o que é e sobre o que a personagem quer falar". Porém, a maior parte da preparação foi a física, assim como todo o elenco reafirma.

"A maior parte de trabalho na preparação de personagem foi a questão física", explica a atriz. Para Fernanda de Freitas os treinos e alimentação regrada fizeram com que ela encontrasse sua personagem dentro de si. "Sou bailarina de formação e meu professor de balé sempre falou que eu era muito obsessiva, e tem uma coisa na Malú de obsessão", relembra.

A atriz Priscila Steinman, que interpreta a atleta novata Sofia, diz que a parte física foi muito intensa. Ela relembra que o elenco passou dias frequentando diariamente o NAR (Núcleo de Alto Rendimento Esportivo) em São Paulo, convivendo e treinando com atletas novos e veteranos.

"Tivemos um contato muito próximo com essa realidade brasileira, com as nossas atletas", relembra ela que afirma que quando o elenco não estava filmando, se preparava fisicamente para o papel. "Levou cerca de um mês e meio para chegarmos aos resultados que precisávamos, e manter isso durante as filmagens."

A preparação de elenco e filme aconteceram em 2019, antes da pandemia de coronavírus. Para Fernanda de Freitas, a mensagem que fica "extrapola os Jogos Olímpicos, sem querer. Não imaginávamos que estaríamos estreando em um momento como esse."

Roberta Alonso ressalta que é importante estar de coração aberto ao assistir ao filme. "Para que a esperança e o espírito de união possam entrar, e que consigam, nesse momento, ver quantas coisas ainda o nosso país tem de bom."

4X100 - CORRENDO POR UM SONHO

Quando: 24/06
Onde: Cinemas
Elenco: Thalita Carauta (Adriana), Fernanda de Freitas (Maria Lúcia), Roberta Alonso (Rita), Priscila Steinman (Bia), Cintia Rosa (Jaciara), Augusto Madeira (Victor) e Kauê Telloli (Caio).
Produção: Globo Filmes
Direção: Tomás Portella

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A cantora Billie Eilish, 19, se desculpou em suas redes sociais após alguns vídeos antigos viralizarem no TikTok, em que ela aparece cantando a música "Fish", de Tyler, The Creator, enquanto zomba sotaques de outras etnias e utiliza o termo "Chink", palavra usada para ofender pessoas de origem chinesa nos Estados Unidos.

Muitos fãs da artista afirmaram que se sentiram decepcionados com o vídeo, que já acumula mais de um milhão de visualizações. Na madrugada desta terça-feira (22), Eilish publicou um texto em seus Stories afirmando que se sentia envergonhada pelos vídeos de anos atrás.

"Eu amo vocês, e muitos de vocês têm me pedido para abordar isso. É algo que quero abordar porque estou sendo rotulado como algo que não sou", começou. "Eu estou chocada e envergonhada e quero vomitar por pronunciar essa palavra."

Ela explica que os vídeos foram gravados quando ela tinha entre 13 e 14 anos e que não sabia que os termos eram racistas para a comunidade asiática. "Essa música foi a única vez que ouvi essa palavra, pois nunca foi usada perto de mim por ninguém da minha família", continuou.

"Independentemente da minha ignorância e idade na época, nada desculpa o fato de ter magoado as pessoas. Sendo assim, me desculpem". Ela também falou sobre ter zombado dos sotaques de outras etnias. "O outro vídeo naquele clipe editado sou eu falando em uma voz boba e sem sentido."

"Algo que comecei a fazer quando criança e fiz toda a minha vida ao falar com meus animais de estimação, amigos e família. É jargão absoluto e apenas eu brincando, e de forma alguma é uma imitação de alguém ou qualquer idioma, sotaque ou cultura", explicou.

"Qualquer um que me conhece já me viu brincando com vozes durante toda a minha vida. Independentemente de como foi interpretado, não quis dizer que nenhuma de minhas ações não tenha causado dor a outras pessoas e me parte o coração que esteja sendo rotulado agora de uma forma que pode causar dor às pessoas que o ouvem."

"Não só acredito, mas sempre trabalhei muito para usar minha plataforma e lutar por inclusão, gentileza, tolerância, equidade e igualdade", completou a cantora que se prepara para o lançamento de seu novo álbum "Happier Than Ever".

Recentemente, ela também foi alvo de críticas de seguidores nas redes sociais após uma postagem realizada no início do mês de Junho. A cantora foi acusada de fazer "queerbaiting", uma técnica de marketing para atrair o público LGBTQIA+.

Em uma postagem, Billie escreveu "eu amo garotas", junto a fotos da produção do clipe 'Lost Cause'. O que poderia ser considerado uma revelação sobre ela mesma despertou a atenção de seguidores, que se mostraram incomodados se isso não seria uma estratégia para melhorar sua presença entre o público "queer".

Originalmente, a palavra "queer" significa estranho ou esquisito e era usada de forma ofensiva contra pessoas LGBTQIA+. Atualmente a expressão é utilizada para designar aqueles que
não se sentem representados dentro do padrão heteronormativo, no que concerne a orientação sexual, identidade de gênero ou características sexuais. "Bait" significa isca.