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A Orquestra Sinfônica Aprendiz (OSA) e a Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica (AJOPES) tocam juntas pela primeira vez na Cidade das Artes, domingo (16), às 11h, com entrada gratuita. A parceria, que resulta em um espetáculo gratuito, tem a regência de Felipe Prazeres.

A simbiose entre esses dois projetos socioculturais já acontecia de forma natural e complementar. A OSA e a AJOPES desenvolvem trabalhos sólidos de educação musical e prática orquestral com adolescentes de Niterói e do Rio de Janeiro, respectivamente, e há alguns anos perceberam o intercâmbio orgânico de alunos nas duas formações. No entanto, ainda não tinha sido feita uma parceria formal entre as organizações, que viram nesta parceria uma oportunidade de integrar duas potências vizinhas e análogas.

 De acordo com Daniel Oliveira, coordenador de cordas do Programa Aprendiz, realizar concertos em parceria com a Academia Juvenil da OPES é uma forma de acrescentar conhecimentos e trocar experiências, contribuindo positivamente para o desenvolvimento dos alunos e das equipes de trabalho. A OPES (Orquestra Petrobras Sinfônica) é uma instituição importante e fundamental para história da música clássica no Brasil e é o único conjunto sinfônico nacional gerido pelos próprios músicos, fator que define sua proposta administrativa e também seu jeito de fazer música. Ela opera em sintonia com o trabalho de orquestras como a Filarmônica de Viena, além de desenvolver, através de suas 80 apresentações anuais, projetos que contemplam o cânone do repertório clássico ao mesmo tempo em que exploram novas conexões e territórios artísticos.

A OPES investe pelo sétimo ano consecutivo na formação de novas gerações de músicos por meio de atividades da Academia Juvenil. O projeto oferece a jovens entre 14 e 20 anos a oportunidade de integrar um programa continuado de aperfeiçoamento técnico, teórico e artístico, respondendo a uma lacuna no processo de sensibilização e capacitação de novos músicos. A AJOPES reúne cerca de 30 jovens músicos a cada ano, oriundos de outros projetos sociais tais como o Aprendiz. A orientação musical e regência é de Felipe Prazeres, que de 2013 a 2017 foi maestro assistente de Isaac Karabtchevsky, é diretor artístico e cofundador da orquestra Johann Sebastian Rio (principal orquestra de câmara do Rio de Janeiro), que atua ainda como spalla da Orquestra Sinfônica da UFRJ, onde também rege concertos desde 2009. Trata-se, portanto, de um grupo referência para a juventude instrumentista do país.

Esse reconhecimento também é compartilhado por alunos e profissionais da Orquestra Sinfônica Aprendiz (OSA), que veem na OPES e na sua Academia Juvenil uma formação complementar àquela proporcionada pelo Programa Aprendiz. Neste que é um dos principais programas públicos de transformação social por meio da música, as atividades começam dentro das escolas municipais com iniciação musical para crianças de 3º ano, e a OSA é o último estágio, sendo a principal formação orquestral. O conjunto que conta com cerca de 40 jovens é regido pelo maestro Evandro Rodrigues e seu currículo inclui a passagem por espaços importantes como os Teatros Municipais do Rio de Janeiro e de Niterói, Teatro João Caetano (Rio), Teatro Popular (Niterói) e Palácio de Cristal (Petrópolis), só para citar alguns. Compartilhar um concerto, pensar um repertório em conjunto, tocar sob regência de um novo maestro é, sem dúvidas, uma experiência nova e única para todos os envolvidos.