Aprovado em nada menos que 32 universidades americanas, o estudante carioca Guilherme Mannarino, aos 18 anos, inicia uma importante fase da vida nesta sexta-feira. Afinal, trata-se da data do embarque para Orlando, na Flórida, onde vai estudar Ciência da Computação no Valencia College.

- Está sendo um mix de ansiedade, emoções aqui em casa, porque é a primeira vez que vou morar sozinho. Sou filho único e neto único. Está sendo, ao mesmo tempo, bem complicado e bem legal também ter essa experiência. Estou amadurecendo para tentar conciliar tudo, ter planejamento. Está sendo uma experiência bem legal e espero que lá seja a mesma coisa.
Até o início das aulas, no dia 22, Mannarino terá como primeiro desafio mobiliar o apartamento, que será dividido com outro compatriota:

- Depois vou comprar um carro, que é outra coisa complicada, ainda vou tirar minha habilitação nos EUA. Estou bastante ansioso, mas acho que vai dar tudo certo.
Especialista no game Fortnite, o filho da professora de Inglês Andréia de Lucas e do analista de sistemas Antonio Mannarino se dedica aos esports desde os 13 anos. E graças a eles conquistou as aprovações nas universidades americanas.

Gratidão ao Franco

Na bagagem, além da certeza de que vai dar tudo certo e da expectativa pelas muitas experiências que vai viver, Guilherme leva a gratidão ao Colégio Franco-Brasileiro, onde estudou dos 7 aos 17 anos:

- O Franco me preparou pra qualquer etapa pós-escola, qualquer faculdade que eu for, em qualquer nível, estou preparado. Porque a base que tive no Franco sei que não teria em nenhum lugar do mundo. Eu me sinto extremamente preparado e confiante para começar esta nova etapa.

Após os primeiros dois anos Valencia College, o brasileiro vai encarar o mesmo desafio na UCF: Universidade Central da Flórida.

Um futuro, certamente, brilhante também na América.

A poluição causada pelo plástico é uma problemática debatida há alguns anos. A quantidade desse material acumulada no oceano, que já sofre com tantos impactos relacionados às atividades humanas, pode alcançar 600 milhões de toneladas até 2040, se nenhuma medida for tomada, segundo a Revista Science.

Diante de um quadro tão alarmante, mais que bem-vindas, ações voltadas à preservação ambiental são fundamentais. E, no Colégio Franco-Brasileiro, em Laranjeiras, por exemplo, a conscientização nesse sentido está sempre em pauta. Recentemente, todos os alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio aderiram ao projeto, trocando os copos descartáveis da cantina pelo “Meu Copo Eco”.

A iniciativa teve a 1a etapa entre agosto e outubro do ano passado, em atividades de iniciação científica nas aulas de Biologia, com os professores Priscila Resinentti e Marconny Gerhardt. Em parceria com os pesquisadores Rafael Eudes e Susanne Hoffmann, do Circula CT-UFRJ, o Franco apresentou um projeto de desenvolvimento socioambiental a um edital internacional lançado pelo movimento global Break Free From Plastic.

- Escrevemos um projeto para fazermos uma pesquisa que envolvia a auditoria do plástico. Ele foi selecionado e, então, recebemos um investimento internacional. Todo o processo foi vivenciado pelos alunos do segundo e terceiro anos do Ensino Médio, começando pela auditoria nas próprias residências. A partir de um guia orientador e com a mediação dos professores, aprenderam a classificar o tipo de produto, o tipo de material plástico e as marcas coletadas ao longo de uma semana. Ao todo, foram classificados 2.265 itens Depois dessa etapa, passamos a discutir a questão do plástico na escola. Eles tinham que escolher um plástico que tivéssemos que reduzir mesmo, de verdade, o consumo e propor uma estratégia de replacement. E os próprios alunos resolveram que queriam atacar a questão do copo descartável. Por isso, revertemos a verba recebida do financiamento para o Eco Copo - explica Priscila.

Os dados gerados foram enviados para a composição do relatório anual do Break Free From Plastic, que identifica as dez marcas mais poluentes do mundo. Esta etapa teve o intuito de auxiliar o estudante a compreender o padrão de consumo da família e pensar em ações que possam colaborar na solução da questão do plástico no meio ambiente, além de proporcionar um ensaio sobre o papel da ciência e como o conhecimento é construído.

- O tempo todo estimulamos o protagonismo juvenil e, dessa forma, perguntamos aos alunos a respeito do plástico que eles gostariam de substituir aqui no Franco. A escolha foi: copos descartáveis da cantina - destaca Resinentti.

O Franco, inclusive, dispõe de um ponto de coleta de plásticos em parceria com o Plastic Bank School, cuja missão é impedir esse material nos oceanos, ao mesmo tempo que melhora a vida das pessoas, através da reciclagem. O Plástico Social é gerado através de um crescente movimento global - Guardiões do plástico social - agora presente no Haiti, Brasil, Canadá, Alemanha, Filipinas, Indonésia e Egito.

- Aqui toda a verba arrecadada com a reciclagem do plástico coletado é voltada à compra de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade - acrescenta Priscila.

A iniciativa dos alunos ultrapassou as salas de aulas. O meio ambiente e a sociedade agradecem.