O projeto da Prefeitura do Rio para implementar um sistema de transporte por barcas nas lagoas da Barra da Tijuca passou a enfrentar novos entraves que colocam em dúvida sua viabilidade. Um estudo apresentado pelo Consórcio Lagunar Marítimo, responsável pela concessão, aponta a necessidade de um aporte adicional de R$ 300 milhões, muito acima dos R$ 101,6 milhões inicialmente previstos no contrato de 25 anos.

De acordo com o relatório, questões ambientais e limitações estruturais não contempladas no edital original exigem intervenções significativas. Entre elas estão a elevação de pontes na Avenida Ayrton Senna, desapropriações e ajustes urbanos, além de obras de dragagem que concentram a maior parte do custo extra, estimado em cerca de R$ 220 milhões, devido à baixa profundidade dos canais.

A proposta prevê atender até 90 mil passageiros por dia e reduzir o tempo de deslocamento entre pontos estratégicos, como o trajeto entre a Cidade de Deus e o Jardim Oceânico, que poderia cair de uma hora para cerca de 20 minutos. No entanto, o cronograma inicial, que previa operação experimental em agosto de 2026, pode ser impactado pelas dificuldades técnicas.

O consórcio afirma manter interesse no projeto, mas admite que a indefinição sobre as intervenções necessárias levanta a possibilidade de rescisão contratual. O acordo, firmado em outubro de 2025, inclui a construção de cinco terminais e a operação de oito linhas até 2028. A Companhia Carioca de Parcerias e Concessões (CCPAR) informou que irá analisar o estudo, enquanto a Prefeitura do Rio afirma que o projeto ainda está em fase inicial.

A Zona Sudoeste do Rio de Janeiro recebe, entre os dias 10 e 12 de abril, o Festival da Cachaça e Sabores da Roça, evento que reúne gastronomia, música e tradições do interior. A programação acontece no shopping ParkJacarepaguá e tem entrada gratuita. Durante os três dias, o festival aposta na combinação de shows ao vivo, culinária típica e produtos artesanais, formato que tem atraído público em diferentes regiões. Na área gastronômica, o evento reúne cachaçarias premiadas de diversas regiões do país, além de estandes com drinks, vinhos e chopes artesanais. O cardápio traz pratos tradicionais da culinária rural, como costelinha com tutu, sanduíche de pernil, torresmo e feijão tropeiro. A programação começa na sexta-feira (10), a partir das 17h, e segue no sábado e domingo a partir do meio-dia, com atrações ao longo do dia. Com proposta voltada para toda a família, o evento reforça o apelo de experiências que combinam entretenimento, gastronomia regional e valorização da cultura da roça.

 

Serviço: Festival da Cachaça e Sabores da Roça

Data: 10, 11 e 12 de Abril

Local: Shopping ParkJacarepaguá

Horário: dia 10 a partir das 17h, dias 11 e 12 a partir das 12h.

A Subprefeitura da Barra da Tijuca realizou, na segunda-feira (30), a demolição do tradicional castelo de areia localizado na Praia do Pepê, na Zona Oeste do Rio. A estrutura, conhecida por moradores e frequentadores da região há cerca de três décadas, também servia de moradia para o artista Márcio Mizael, de 52 anos, popularmente chamado de “Rei Castelinho”. De acordo com a administração regional, a retirada foi motivada por denúncias sobre as condições do local. Uma vistoria da Defesa Civil apontou risco de desabamento, já que a construção não possuía elementos estruturais permanentes que garantissem segurança.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) desmontando o castelo, que era sustentado por ripas de madeira. No interior, havia objetos pessoais do artista, como livros e itens do cotidiano. A subprefeitura informou que o artista foi comunicado previamente sobre a demolição e teve a chance de retirar seus pertences. A Secretaria Municipal de Assistência Social também ofereceu acolhimento institucional, mas a proposta não foi aceita.

A ação gerou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões. Parte dos usuários apoiou a medida, citando a necessidade de cumprir normas e garantir a segurança. Outros criticaram a decisão, destacando o valor cultural e simbólico do castelo para a Barra da Tijuca.

Plano de Mobilidade promove mais segurança na região

Por Clara Santa Rosa

 

A instalação de 63 novas câmeras de vigilância na Barra da Tijuca marca um avanço no monitoramento urbano e na gestão do trânsito na região. Os equipamentos, que começaram a ser implantados no início de abril nas avenidas Ayrton Senna, Lúcio Costa e das Américas, vão reforçar a atuação do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), garantindo respostas mais rápidas a ocorrências e maior eficiência no acionamento das equipes. 

A iniciativa faz parte do Plano de Mobilidade da Zona Sudoeste e está integrada a um conjunto de intervenções viárias, incluindo a construção de uma rotatória no cruzamento das avenidas Ayrton Senna e Lúcio Costa. A previsão é que esta primeira fase seja concluída até o fim de junho, com impactos na fluidez do trânsito e na segurança de motoristas e pedestres.

“Essa é uma das ações mais importantes e estratégicas da Prefeitura do Rio para uma das regiões que apresentam o crescimento urbano mais dinâmico da cidade. Com a ampliação do monitoramento das principais artérias viárias da Barra da Tijuca, do Recreio e da Barra Olímpica, o COR contribui para proporcionar mais rapidez ao deslocamento do trabalhador, do morador, do cidadão como um todo, resultando em mais qualidade de vida. O Centro de Operações, no papel de agente integrador e ator fundamental para a mobilidade urbana do Rio, trabalha por uma cidade mais monitorada para oferecer uma pronta-resposta mais eficaz à população”, afirmou o chefe-executivo do COR-Rio, Thiago Curvello.

Com o reforço, o sistema de monitoramento passa a ter maior alcance em um dos principais corredores viários da região, especialmente em horários de pico e fins de semana. Atualmente, o eixo formado pelas avenidas das Américas, Armando Lombardi e Ministro Ivan Lins já conta com 227 câmeras, com imagens transmitidas em tempo real ao COR-Rio, ampliando a capacidade de gestão do tráfego e permitindo respostas mais rápidas a imprevistos.

Além dos 63 novos equipamentos, outras 20 câmeras estão previstas para pontos estratégicos, como a Avenida Ayrton Senna e a rótula na Gardênia Azul, que conecta vias como a Linha Amarela, a Estrada do Gabinal e a Rua Edgard Werneck. A definição dos locais levou em conta estudos técnicos do COR-Rio.

O Plano de Mobilidade da Zona Sudoeste inclui ainda intervenções como novas ligações viárias, construção de ponte, passagem subterrânea e passarela. Ao todo, os investimentos chegam a R$ 200 milhões, com conclusão prevista até 2028. As melhorias visam acompanhar o crescimento da região e reduzir gargalos históricos no trânsito local.