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O feriado da Independência sempre movimenta a Barra. Mas este ano, ele foi ainda mais animado. Isso porque entre os dias 6 e 9 de setembro, o Parque Olímpico sediou o Game XP, atraindo cerca de 95 mil pessoas nos quatro dias de evento. Considerado o maior ‘Game Park’ da América Latina, a convenção de jogos eletrônicos pertence aos mesmos organizadores do Rock in Rio; só que, ao invés de música, as arenas olímpicas foram transformadas em video games gigantes, que reuniram famílias, amigos e fãs, numa experiência repleta de ação e tecnologia.

A expectativa foi tanta, que pessoas de diferentes lugares do estado marcaram presença. Jonatham Oliveira, de 17 anos, foi um deles. Morador de Itatiaia, município localizado no Sul Fluminense, ele compareceu ao evento graças a uma caravana que levou centenas de estudantes do Colégio Estadual Ezequiel Freire. Animado, o jovem fez até um corte em seu cabelo desenhando o nome do evento: “o Game XP é muito maneiro. É a segunda vez que venho”, conta Jonatham, que elegeu a ‘NBA Fan Zone’ e a roda gigante como suas atrações favoritas.

A variedade de jogos foi outro ponto alto, e caiu no gosto do menino Bento Weber, de 9 anos, que ao lado o pai, Rafael e de um amigo da escola, encarou as longas filas para se divertir no game que é a sensação do momento, o ‘Fortnite’: “eles estão se divertindo muito. Meu filho gosta de tudo: ‘Mario Bros’, futebol...”, disse o pai, que é morador de Jacarepaguá e elogiou a organização no local.

Entre os milhares de presentes, também estavam aqueles que até gostam das novidades, mas não abrem mão da nostalgia de um fliperama típico do início do século, como Pedro Miranda, de 20 anos: “os fliperamas têm o seu charme, ainda mais os jogos clássicos, como o ‘The King of Figth’... jogar no modo arcade (estilo de jogo que usa a fantasia) é outra coisa, tem toda uma emoção e nostalgia”, disse o fã de games, que ainda brincou com um amigo enquanto jogava: “pagamos caro para jogar fliperama”, disse aos risos.

Além dos jogos convencionais, o Game XP ofereceu alguns cenários interativos em que o jogador se transformava no próprio personagem, como a atração ‘Spider-Man Challange’, que desafiava os fãs a se inspirarem no Homem-Aranha e realizarem uma escalada numa parede de 14 metros. Karina Castro, de 19 anos, superou o medo de altura e subiu as paredes: “eu queria desafiar os meus limites. Achei muito legal porque aqui tem aventura e temos que nos aventurar”.

Outro lado destacado desta edição foi o tecnológico. Empresas puderam expor suas inovações, misturando ciência e entretenimento, como é o caso da Phygitall, que atua no mercado oferecendo um serviço de rastreamento de objetos em tempo real. Já no Game XP, usando a mesma tecnologia, a empresa desenvolveu o jogo ‘Cubos do Dragão’ para desafiar os fãs numa espécie de caça ao tesouro, como explica o sócio fundador Gustavo Nascimento: “os jogadores precisam achar esses cubos que estão espalhados pela arena”, disse.

Os presentes, além de toda a diversão proporcionada pelos jogos, também puderam se deliciar com os tradicionais ‘cosplays’ - pessoas que se inspiram e se fantasiam de seus personagens favoritos. Em alguns momentos, os brinquedos deixaram de ser as atrações principais e perderam o protagonismo para o Super Homem, Doutor Estranho, Naruto, Thor, entre outros personagens da cultura geek e pop, que promoveram longas filas para fotografias com os fãs.

A tradicional roda gigante também foi outra atração com grande público, assim como a área reservada para o “Just Dance”, jogo no qual a pessoa tenta imitar os movimentos do boneco, e que são captados por meio de um leitor óptico. Além disso, o Game XP contou também com torneios e campeonatos nacionais e internacionais de Rainbow 6 Siege, CS:GO Woman e League of Legends, mais conhecido como “LoL”.