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A tradição das festas juninas e julinas traz à tona um risco disfarçado de brincadeira: soltar balões. A concessionária Lamsa, empresa do grupo Invepar que administra a Linha Amarela, alerta para o perigo. No balanço do mês de junho, seis balões caíram na via expressa. Lembrando que fabricar, vender, transportar ou soltar balão é crime ambiental e a pena pode chegar a três anos de prisão, além de multa.

“Soltar balão é um ato criminoso, pode causar incêndios e colocar em risco áreas urbanas, como casas, escolas, hospitais, além do perigo oferecido à vegetação, a redes elétricas, e de interromper o trânsito. A brincadeira pode causar acidentes graves. É um alerta importante para a população. Vamos aproveitar as festas tradicionais com responsabilidade”, disse Flavia Siqueira, coordenadora de Comunicação, Sustentabilidade e Marketing da Lamsa.

Em protesto contra a ação de baloeiros, a Lamsa reforçou os alertas nos painéis de mensagem e nas redes sociais. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, balões são feitos da combinação de estopa com materiais inflamáveis (parafina e querosene ou álcool) aquecidos em seu interior. Por isso, dependendo de onde caírem, podem causar danos irreparáveis como incêndios e explosões. 

A situação se agrava durante o período de estiagem (de maio a outubro) devido a condições climáticas favoráveis à propagação de incêndios, com chuvas escassas e ventos mais intensos. Além disso, os balões podem oferecer sérios riscos à aviação. Os maiores alcançam com facilidade até 7 mil metros de altitude e os menores podem atingir turbinas de aviões quando estes estiverem próximos de pousar ou decolar.

Os cidadãos podem contribuir com informações pelo telefone do Dique Denúncia 2253-1177 ou pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ”, ambos com a garantia do anonimato.