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Após o pedido de recolhimento do prefeito Marcelo Crivella com a obra em quadrinhos “Vingadores: A Cruzada das Crianças” na Bienal do Livrio, no qual dois dos personagens da saga são namorados e aparecem se beijando em um painel, a Companhia das Letras lançou um comunicado sobre a atitude do prefeito:

“Ficamos orgulhosos com a posição da organização da Bienal do Rio em defesa da liberdade de expressão e da diversidade. Ela mostra com dignidade a vocação e vontade dos editores. Posturas como a do prefeito Marcelo Crivella e do governador João Doria – que recentemente mandou recolher uma apostila escolar que falava sobre diversidade sexual – tentam colocar a sociedade brasileira em tempos medievais, quando as pessoas não tinham a liberdade de expressar suas identidades. Eles desprezam valores fundamentais da sociedade e tentam impedir o acesso à informação séria, que habilita os jovens a entrar na fase adulta mais preparados para uma vida feliz. Essas medidas, mais a suspensão do edital que daria apoio a produção de filmes LGBTQ+ por parte do governo federal, indicam uma perigosa ascensão do clima de censura no país – flagrantemente inconstitucional – e que traz a marca de um indesejável sentimento de intolerância discriminatória”, diz Luiz Schwarcz, CEO e fundador da Companhia das Letras.

Já, a Bienal, se recusou a atender o pedido da prefeitura que, aparentemente, nem poderia ser atendido.