Fone: (21) 2042-2955 -  redacao@jornaldabarra.com.br

Pin It

O desconhecido gera medo. Muitas pessoas sentem e utilizam esta frase para diversas situações da vida, como para o início em um novo emprego, um novo relacionamento e até para o aprendizado em matemática. Para este último exemplo há ainda um fator agravante: o de as crianças e adolescentes, em fase de aprendizado escolar, que não encontram instituições educacionais capazes de gerar nelas o fascínio pela matéria. Por esta razão, foi criado o Matematicamente, uma academia de matemática localizada na Barra da Tijuca e que tem como missão estimular o gosto e o interesse pela resolução de problemas de matemática e instigar alunos com desafios progressivamente maiores, ajudando-os a desenvolver seus potenciais ao máximo.

A mente por trás do Matematicamente é uma das maiores referências do ensino no país, o professor Luciano Monteiro de Castro, e a ideia de criar a academia surgiu através da prática de Luciano observar o enorme efeito positivo de desafiar os alunos com problemas interessantes, de acompanhar o desenvolvimento de centenas de alunos desde quase zero até níveis altíssimos de maturidade, criatividade, conhecimento e capacidade de resolução de problemas. Também houve forte influência do ensino praticado em países com tradição em olimpíadas de matemática, especialmente os do leste europeu, como Rússia, Romênia, Hungria, Bulgária e Polônia, que o professor conheceu em viagens para Olimpíadas internacionais, integrando a Seleção Brasileira de Matemática, e conversas com educadores locais que mantém há mais de 15 anos.

Além deste aspecto conceitual, a metodologia do Matematicamente consiste na construção coletiva e na cooperação mútua na resolução de problemas, instigando cada aluno com desafios progressivamente maiores a fim de desenvolver seu potencial ao máximo e gerar ainda mais capacidade e raciocínio. A matemática é ensinada para pensar. A troca de ideias entre os alunos é estimulada para se chegar a uma solução ou a várias. Então, são analisadas as soluções para descobrir métodos que podem ser usados para resolver outros problemas. A experiência acumulada resolvendo problemas ajuda a atacar novos problemas e os alunos passam a ser cada vez mais capazes de enfrentarem desafios cada vez mais difíceis.

Divididas em três projetos, “Matemática para Pensar” (que possui quatro turmas separadas por escolaridade), “Matemática para Professores” e “Matematicamente Internacionais”, as aulas são voltadas a estudantes a partir de 8 anos e para educadores. Para os professores, o foco é o aprofundamento na matéria, quer seja para melhorar a aula, capacitar-se para encarar turmas mais exigentes, como preparatórios para escolas militares, IME, ITA e Olimpíadas de Matemática, ou concursos.

Além dos projetos, nos dias 29 e 30 de junho ocorrerá o “Matemática para Vencer”, evento de jogos criado pelo Matematicamente. Serão 4 sessões de 3 horas nas quais serão propostos jogos com conteúdo matemático. Segundo Luciano, a  estratégia pedagógica é “gerar interesse e curiosidade nos jovens”.

Já o “Matematicamente Internacionais” é indicado a alunos(as) interessados(as) em representar o Brasil em competições internacionais de Matemática ou, então, os que são muito avançados e queiram aprofundar-se ainda mais na matéria. Este trabalho começou antes mesmo da inauguração da academia, com um grupo de sete alunos que tem uma aula semanal de quatro horas e sessões individuais de tutoria.

O projeto foi viabilizado graças ao apoio de um patrocinador anônimo, permitindo que os alunos tenham bolsas integrais ou parciais. E já rende frutos: dois deles, Felipe Chen Wu e Guilherme Zeus Dantas, integrarão a Seleção Brasileira na Olimpíada Internacional de Matemática. A competição ocorrerá entre os dias 11 e 22 de julho na cidade de Bath, no Reino Unido. Estudantes de mais de 100 países são esperados para a disputa.

A ideia é estender essa iniciativa para que mais patrocinadores possam investir no desenvolvimento pessoal e profissional de jovens com aspirações extraordinárias.

O idealizador da academia, que também integra a comissão organizadora da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), analisa o cenário atual da matemática no Brasil e afirma ser preciso avançar muito ainda, tendo em vista a alta taxa de “analfabetismo em matemática” que persiste, mas iniciativas recentes, como a OBMEP e o PROFMAT, têm ajudado a, pelo menos, gerar oportunidades àqueles que desejam aprender mais e melhor, tanto alunos como professores. 

O Matematicamente fica na Avenida das Américas, 11365, sala 230, na Barra da Tijuca. Outras informações em www.matematicamente.xyz