Dentro de campo, cara fechada, fora dele, só sorrisos. Contratado pelo Clube Atlético Barra da Tijuca (CABT) para ser o novo xerife da zaga em 2018, Fabio Braz abriu o jogo para o JORNAL DA BARRA, falou sobre o início difícil no futebol, até passar por grandes clubes como Vasco e Corinthians e a retomada aos campos aos 39 anos para jogar no time da Região. Um “open bar” de bom humor nas redes sociais e no dia-dia.

Fale um pouco sobre a sua trajetória no futebol e da sua chegada ao Barra.

Comecei a correr atrás do sonho de ser jogador aos 10 anos, fiz inúmeros testes, e passei por vários clubes sem obter muito sucesso. Por vezes, cheguei em casa chorando com minha mãe, pelo o que escutava, mas ela  sempre me incentivava e me dava coragem para enfrentar a maldade. Em 2004 consegui passar em um teste, fiz um Campeonato Paulista muito bom e comecei receber propostas de clubes grandes. Após três anos no Vasco e em seguida no Corinthians, passei por vários clubes de diferentes estados. Em 2017 fiz o Campeonato Carioca pelo Madureira e depois não arrumei clube, ficando parado durante um ano e meio. Esse ano tive ajuda de amigos e consegui uma oportunidade para jogar no Barra. Tenho feito um bom trabalho e estou feliz por voltar a jogar em um clube que me dá tranquilidade, num grupo de muita qualidade.

Como é voltar ao futebol depois de algum tempo parado?

Muito gratificante. Vinha treinando todos os dias na esperança de que iria aparecer uma oportunidade. E quando aparecesse eu não poderia deixar passar. Nunca perdi as esperanças, minha filosofia de vida é essa: quem batalha por aquilo que acredita com fé e otimismo, o sucesso é uma questão de tempo. Agradeço a dois amigos e ao Barra pela confiança.

Você é morador da região. Como é atuar numa equipe da área?

Melhor do que conseguir um clube para jogar, foi conseguir um clube do lado de casa. Posso acordar um pouco mais tarde e, após o trabalho, chegar em casa cedo. Isso não tem preço (risos).

Como começou o seu sucesso nas redes sociais?

Sempre postei fotos com frases motivacionais, mas as pessoas não costumam ler muito os textos grandes. Um dia postei um vídeo despretensiosamente. Uma página muito famosa repostou e viralizou e a galera começou a me seguir, a partir daí, passei a postar minhas mensagens em forma de vídeo. E virou isso que é hoje.

Agora você também tem um canal no Youtube. Fale um pouco sobre ele

Vários seguidores e amigos meus sempre falavam pra eu fazer um canal, porque isso poderia alcançar um público maior. A intenção é fazer uma coisa alegre, engraçada, para mostrar para todos que a vida pode ser levada com mais leveza, mesmo sendo um momento turbulento para todos.

Você popularizou a expressão “open bar”. Como surgiu?

Eu sou muito observador e percebi que a vida é um open bar de tudo, que é um exagero de muita coisa. Cada um escolhe o melhor open bar para si. Por isso priorizo muito o open bar de alegria e gratidão, que é o que mais valorizo na vida.

Como levar a alegria das redes sociais para o dia-dia?

Sou muito grato à vida. Passar pelo que já passei e chegar até aqui é motivo de muita alegria. Eu só tinha medo de perder minha mãe (faleceu há três anos). Depois disso, nada no mundo me deixaria mais triste. Ela sempre me ensinou que a única coisa que não tem jeito é a morte, para todas as outras sempre existe uma solução. E se você sabe que merece ser feliz, não precisa se preocupar, porque uma hora você terá uma resposta positiva para tudo, desde que você faça por merecer. O mundo é movido a energia, e a energia do ser humano, é o que move o mundo. Portanto, somos aquilo que emitimos e acreditamos, por isso, levo todos os dias com positividade.

Você é mais reconhecido na rua pela carreira nos campos ou pelo sucesso na internet?

Depende muito do lugar que eu estou. Pelo fato de eu não postar muitas coisas sobre futebol, muita gente não sabe que eu sou jogador. E por isso, uma grande parte dos meus seguidores só me conhecem pelos vídeos que eu faço nas redes sociais.

E para se divertir, quais os locais você mais gosta de frequentar?

Aqui tem muita coisa boa. Praia, cinema, shopping, restaurantes, amigos, bares, baladas... Frequento com mais frequência a Boate Vitrini, Bar Embrasando, e a varanda do Biel.

Recado para os nossos leitores.

A vida é um open bar de boxe e o mundo é um ringue. Você tem que lutar, ser forte e bater todos os dias e, ao mesmo tempo, tem que estar com a guarda sempre alta, se protegendo o tempo todo. A vida é assim: um dia a gente vai para o chão, mas temos que ter forças para levantar no dia seguinte. A luta é infinita.