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No início da década de 1990 germinou uma nova proposta para instrumentalizar a sociedade na sua responsabilidade ética e cidadã deconduzir o crescimento sustentável
de sua cidade bem como de preservar a qualidade de vida da população. Neste momento foi criada a Câmara Comunitária da Barra da Tijuca-CCBT através das principais lideranças proativas encontradas nos condomínios, clubes sociais e na própria iniciativa privada.

Dentro desta mescla de lideranças sociais, profissionais, técnicas, acadêmicas além de moradores da região foram realizadas inúmeras reuniões para refletir e definir o modelo de entidade social que pudesse fazer frente a proposta e demandas do modelo de desenvolvimento que se desejava para o bairro. A união de conhecimento técnico, experiência profissional e relacionamento pessoal deste grupo, de reconhecida liderança e credibilidade tornou possível aglutinar com rapidez uma massa crítica formadora de opinião publica. O consenso havia sido alcançado.

Graças a estes predicados e a vontade voluntária de participar no processo de crescimento sustentável da região foi possível caracterizar as demandas emergentes e definir as prioridades dentro de um consenso alcançado pela CCBT. A liderança social da CCBT possibilitava abrir canais permanentes de negociação que auxiliavam as autoridades governamentais, municipais e estaduais, a decidir pelos investimentos que seriam realizados na região. Em diversas oportunidades a CCBT ofereceu alternativas mais econômicas e mais eficazes para maximizar os resultados tanto do poder publico como em benefício dos moradores locais.

Nas inúmeras reuniões desenvolvidas na sede da CCBT conseguia-se perceber na prática uma máxima adotada pela entidade: Só falaremos dos problemas se formos capazes de propor e participar das soluções. Com esta filosofia de trabalho foi possível desenvolver propostas, não excelentes mas boas, não ideais mas possíveis de realizar, não satisfatórias para todos mas de consenso, não faraônicas mas economicamente viáveis.

Esta nova filosofia de participação social possibilitou que a CCBT não apenas sugerisse propostas, mas que proativamente desenvolvesse a execução das mesmas. Assim foi caso da gestão da construção de um novo ramal de adução de água potável que pudesse atender aos condomínios de fim de linha que tinham flutuações no recebimento da água. Da mesma forma, outro impasse foi o sistema de baldeação do sistema do BRT para o Metro que iria criar um transtorno pela construção de um terminal de ônibus em um espaço reduzido. A CCBT apresentou uma nova concepção de contorno imediato da linha de ônibus BRT no próprio terminal de metro ao invés de criar terminais de descarga de passageiros.

O reconhecimento da liderança da  CCBT não se limitou apenas no setor governamental (1º Setor), mas estendeu-se ao setor empresarial (2º Setor). A sede da CCBT foi construída graças a doação em comodato do terreno realizada pelo governo Conde além do mutirão de doações como mobiliário, equipamentos, refrigeração, materiais de construção, ajardinamento realizada por empresas privadas.

Acredito que muito mais que palavras são os atos de muitos de seus diretores que conferem a CCBT o merecido reconhecimento. Estes pilares de credibilidade e de liderança foram erguidos sobre 25 anos de muita luta abnegada de seus membros que visavam sempre o melhor para a coletividade do bairro. Em um país que ultimamente está carente de bons exemplos de
ética e de transparência, a CCBT é um exemplo vivo do que é capaz a sociedade organizada e comprometida. Parabéns pela esperança de um Brasil melhor.

Prof.  David  Zee
Vice-Presidente  da  Câmara Comunitária Barra da Tijuca