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por Guilherme Cosenza      

Uma nova polêmica esta prestes a acontecer na cidade. Na segunda-feira (30/10) a Câmara de Vereadores do Rio realizou uma audiência pública para debater um dos assuntos mais polêmicos da atualidade e que pode mudar o rumo da violência do Rio: aprovar o uso de armas de fogo pela Guarda Municipal.

O encontro foi promovido pela Comissão Especial de Segurança Pública da Casa com o intuito de debater o assunto que tem como objetivo votar o projeto de lei em fevereiro de 2018. Contudo, por se tratar de uma Lei Orgânica da cidade, é necessário o apoio de 34 dos 51 vereadores, ou seja, dois terços dos votos favoráveis para que a lei passe a vigorar. A sessão teve o vereador e Guarda Municipal, Jones Moura como presidente da Comissão, que assina como autor do projeto de lei que visa armar a Guarda: "segurança pública não é uma obrigação da União e do governo do estado apenas. É do município também. Não queremos promover uma carnificina humana. A proposta não é essa. Estamos falando de um equipamento (armas) que vai para as mãos de pessoas certas como segurança de forma preventiva", explicou o vereador.

O projeto se tornou ainda mais polêmico após ter sido derrubado em Niterói pela própria população, o que gerou algumas rusgas e desconfiança de outros políticos com o prefeito Rodrigo Neves que não assumiu a decisão e jogou para o povo decidir. Porém, por diversas vezes e em diversas reuniões com órgãos públicos e associações de moradores, o prefeito do Rio Marcelo Crivela se mostrou favorável à possibilidade de ter a Guarda Municipal armada nas ruas, segundo ele, o trabalho dos guardas se tornaria muito mais eficaz em áreas de risco e em parceria em rondas policiais, contudo, o prefeito se mostrou contrario ao uso de armas em rondas comuns em áreas sem alto índice de criminalidade.

Secretário municipal de Ordem Pública e coronel da Polícia Militar, Paulo César Amêndola, também sempre se mostrou a favor do armamento da Guarda Municipal e afirmou que diferente de outros estados, “a situação do Rio é peculiar”. A reunião na Câmara correu unilateralmente sem a presença de nenhuma força contrária ao armamento da Guarda. Outra evidencia forte das duas horas de reunião foi o comparecimento de apenas cinco dos 51 vereadores da casa. O encontro ainda contou com vídeos, depoimentos e índices de cidades que possuem suas guardas armadas.

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Comunidade

Barralerta tem novo presidente

por Guilherme Cosenza


O Barralerta é uma das mais importantes associações da Barra. Hoje, ela passa por uma renovação. Após o falecimento do então presidente Kléber Machado, o seu vice, Mauro Guimarães é quem assume as rédeas e o posto à frente da associação. Morador do Condomínio Mandala, Mauro é Comandante de Mar e Guerra da Marinha (Reserva) e há mais de 20 anos, faz parte dos membros e trabalhos do Barralerta.

“Seria um tolo em achar que substituiria o Kleber, como ele, existem poucos. Esse é um desafio grande, mas eu tenho todos requisitos para dar continuidade ao trabalho. Sempre trabalhei lado a lado com o Kleber e sempre fomos muito ligados, tanto nas ações como em pensamentos, por isso, o trabalho e as diretrizes do Barralerta, continuaram do mesmo jeito”, explica Mauro. O novo presidente demonstra conhecer a importância da associação ao afirmar que muitos trabalhos do bairro dependem da participação efetiva do Barralerta para poder acontecer: “a credibilidade que foi criada com o trabalho do Kleber em parcerias com as demais associações e órgãos públicos, fez com que hoje muitas das ações em prol do nosso bairro precise do apoio do Barralerta, essa credibilidade acabou centralizando as coisas aqui, por conta disso, não podemos parar. Por conta disso, eu repito o que venho dizendo: ‘faremos o máximo para o Barralerta nunca parar’”.

Mauro também comenta que não foi uma figura muito vista nos eventos e reuniões do bairro nos últimos anos por acreditar e querer que o Barralerta fosse de fato vinculada à imagem do presidente Kleber: “eu sempre achei que era importante que ele como o presidente, tivesse sua imagem mais vinculada, porém isso não atrapalhou em nada para que eu ficasse por dentro de tudo o que acontecia. Eu e ele nos encontrávamos pelo menos quatro vezes por semana para discutir e conversar sobre as coisas da associação e do bairro, com isso, sempre estive por dentro de tudo que acontecia”. Por conta disso, segundo o presidente, o trabalho de continuidade do Barralerta promete ser mantido: “não vou substituir o Kleber e sim exercer a presidência do Barralerta. Vamos adiante, pode estar certo disso, e seguiremos o mesmo rumo que o Kleber seguia, pois era o rumo mais correto possível, continuaremos a fazer o trabalho em prol da Barra e de seus moradores”.